
A 1ª Escola Médica de Angola de 1791 e a rede de conhecimentos úteis do projeto ultramarino português (Do último quartel do século XVIII a início do XIX)
By Fernanda Ribeiro Rocha FagundesLength13h 57m
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A Escola Médica de Angola de 1791 está contida em uma conjuntura ilustrada, sendo reflexo das reformas que atingiram a universidade de Coimbra em 1772 e transformaram a prática médica em Portugal e em algumas possessões ultramarinas. A ciência pragmática difundida pela ilustração, que atingia todos os setores sociais, chegou ao espaço ultramarino da África Centro – Ocidental e África Oriental portuguesa no último quartel do século XVIII e primeira metade do século XIX. Tais locais, marcados pelo comércio escravista, extensão da circulação de mercadorias, pessoas e ideias, teceu uma rede de sociabilidades que estimulou o erguer de hospitais, escolas médicas e hospícios religiosos, pois a saúde dos povos fazia parte da agenda dos Estados modernos, que usou a ciência a seu serviço, colocando o conhecimento como objeto de negociação para a sua manutenção nos sertões ultramarinos. Nosso objeto de estudo, assim como outras instituições, alimentou a rede de informações portuguesa reelaborando saberes médicos no continente africano, fazendo circular diversos saberes de cura africana por meio de ofícios, relatórios, manuais médicos, amostras de plantas e pela transmissão oral entre os pares africanos, do local para o global.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length13 hrs 57 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateApr 29, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
12Capítulo 3 A FORMAÇÃO DE ESCOLAS MÉDICAS NA FAIXA CONGO-ANGOLA E NA ÁFRICA ORIENTAL PORTUGUESA E O CASO DA ESCOLA MÉDICA DE ANGOLA DE 1791
2LISTA DE SIGLAS
133.1 Hospitais e instituições médicas em Moçambique e Goa, e a rede de conhecimentos do Império Ultramarino Português (séculos XVIII e XIX)
3INTRODUÇÃO
143.2 A rede de conhecimentos da Escola Médica de Angola de 1791
4Capítulo 1 IDEIAS ILUSTRADAS, MANUAIS E DIFUSÃO DE SABERES DO IMPÉRIO ULTRAMARINO PORTUGUÊS: VIAJANTES, HOMENS DE CIÊNCIA E NATURALISTAS (SÉCULOS XVIII E XIX)
153.3 A mentalidade iluminista nos manuais e práticas, marca da 1ª Escola Médica de Angola de 1791 e seu legado para os hospitais militares fixos
51.1 Viajantes e outros atores sociais atuando na rede de informações
163.4 Instituições pragmáticas e o interesse por plantas medicinais africanas
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61.2 A história natural e as ideias ilustradas nos manuais de saúde
17Capítulo 4 A VIAGEM DOS CONHECIMENTOS DA 1ª ESCOLA MÉDICA DE ANGOLA E INSTITUIÇÕES DA FAIXA CONGO - ANGOLA PARA O ÂMBITO GLOBAL
71.3 O estímulo às ciências naturais nas regiões ultramarinas: americana, africana e oriente
184.1 A rede de sociabilidades/ comércio de escravos: motor para a circulação dos saberes africanos
81.4 A classificação de plantas africanas úteis para o gabinete de História Natural
194.2 Africanos na faixa Congo-Angola em suas redes de sociabilidades: ideias e práticas médicas: 4. 2.1 Africanos e difusão de saberes: redes fora da África
9Capítulo 2 FUNCIONÁRIOS DO ULTRAMAR, VIAJANTES, HOMENS DE CIÊNCIA: DOCUMENTAÇÃO, INSTITUIÇÕES E A REDE DE CONHECIMENTOS EM TERRAS AFRICANAS
20Capítulo 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
102.1 O negócio da escravidão, que gera a demanda para locais de saúde: 2.1.2 Tráfico de escravos como empresa: questão geopolítica e socioeconômica que estimula a questão da saúde
21ANEXO 1
112.2 A produção de ciência em África conforme os interesses da coroa