
"Uma festa de pretos"
ecos de resistências e poder no culto a São Benedito em Carapajó/Cametá-ParáBy Fernanda VarelaLength5h 33m
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Os discursos produzidos no entorno da Festividade de São Benedito, na Vila de Carapajó, Cametá/PA, são interpretados nesta obra como práticas culturais que vêm continuamente sendo (re) significadas. Assim, nas vivências e experiências cotidianas dos sujeitos sociais, busca-se compreender a festa, sobretudo para o preto, como um espaço discursivo, de sociabilidade, lazer, autoafirmação identitária e resistência. Traz-se, então, a festa não como uma forma linear de cultura, mas como uma prática que se dá no movimento. Por ser densa, representa disputas, encena conflitos que se fazem ou se valem de diversas estratégias que percorrem sua historicidade, dessa forma ressignificando-se até que chegasse ao seu formato atual.
A festa de São Benedito torna-se um campo promissor para que façamos um exame do contexto sócio-histórico que ali emerge, pois percebe-se a ocorrência de intensas trocas sociais, que não se resumem ao âmbito da festa, elas, em geral, tendem a ir mais longe, perpassam para as relações entre comunidade, escola, igreja, adentram os mais variados ambientes de trabalho e consumo que dão ao culto esse caráter singular. Assim, assume-se um papel importante na manutenção de uma identidade e tradição festiva – há o reforço de laços que na contemporaneidade engendram alguns desdobramentos relevantes – a festa não é apenas o lazer – é política, economia, ideologia e representatividade social.
Audiobook details
GenrePsychology
Length5 hrs 33 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 4, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
14DA IRMANDADE À CONTEMPORANEIDADE: COMO O SANTO CHEGA À IGREJA
2Entre O Caminhar E A Pesquisa: Uma Imersão Na Festividade De São Benedito De Carapajó- Cametá/Pará
153.1 Falamos de uma genética festiva: os carapajoenses carregam nas entranhas o gosto pela festa de São Benedito
3CAPÍTULO I
163.2 Da escravidão à libertação: histórias de fé, luta e resistência negra: 3.2.1 São Benedito, o autoretrato de um povo
4DE LONDRES A BEIRADÃO - EVOLUÇÃO TERRITORIAL E HISTÓRICA DA VILA DE CARAPAJÓ
173.3 O mastro: da dicotomia à integração e práticas de tomada de poder
51.1 O lugar da fala: apresentando o lócus de pesquisa
183.4 Subverter e resistir: aqui festa é dos pretos
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61.2 Aos Bittencourt o que é dos Bittencourt- uma nota sobre os “donos” da vila
19CAPÍTULO IV
71.3 O sentido da festa para os carapajoenses
20QUEM FESTEJA TAMBÉM EDUCA- REFLEXÕES SOBRE UMA PEDAGOGIA DA FESTA
8CAPÍTULO II
214.1 Confluências pedagógicas: entre saberes e resistências
9Quando O Preto Fala Da/Na Festa
224.2 O que a festa ensina e o que se aprende na festa: a educação dos/nos saberes populares
102.1 De boca em boca: narrativas que guardam a memória, identidade e historicidade de um povo
234.3 Práticas educativas informais: vivendo uma festa de culturas e insurgências
112.2 Quem te vê e quem te ouviu Sinhazinha: a oralidade como ferramenta de (re) afirmação de poder
24A FESTA CONTINUA, MAS POR HORA, UM ATÉ LOGO: CONSIDERAÇÕES FINAIS
122.3 Quando a resistência acontece: os discursos como representação da identidade preta na festa
25FONTES UTILIZADAS NA PESQUISA
13CAPÍTULO III
26ANEXOS