
Pensar o sublime com Heidegger apesar de Heidegger
notas sobre uma tonalidade afetiva fundamentalBy Clécio Luiz Silva JúniorLength9h 5m
About this audiobook
Este livro apresenta alguns modos para se pensar possibilidade do conceito de sublime na obra do filósofo alemão Martin Heidegger. Para isso, o autor faz uma reconstituição do texto "A verdade sublime", de Philippe Lacoue-Labarthe, examinando e fortalecendo a aproximação entre os conceitos de verdade (aletheia) e o de sublime (Erhabene). Em seguida, Clécio Luiz constata, a partir da compreensão do sublime como possibilidade de desvelamento da verdade, uma certa presença do sublime na obra de Heidegger que vai muito mais além desta primeira relação: o autor vai demonstrar que não apenas o léxico do sublime está presente no obra de Heidegger, mas que há profunda afinidade entre o sublime e as tonalidades afetivas fundamentais (Grundstimmungen), sobretudo a tonalidade do espanto (Erstaunen). Este livro aponta para uma possibilidade de compreender o espanto como afinação fundamental para o acontecimento sublime e, consequentemente, abre para nós a possibilidade de reencontrar no thaumazein, mais uma vez, o sentido de ser.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length9 hrs 5 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateOct 6, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
212.2 TENSÕES ENTRE O BELO E O SUBLIME
2INTRODUÇÃO
222.2.1 Beleza como acontecimento da verdade
31 PRIMEIRA PARTE: PHILIPPE LACOUE-LABARTHE E O SUBLIME AFIRMATIVO
232.2.2 O belo, o sublime e a verdade
41.1 A OPERAÇÃO LACOUE-LABARTHEANA: UM PANORAMA
242.3 DISTENSÃO SUBLIME: NECESSIDADE DE UMA TORÇÃO
51.2 PORQUE É LEGÍTIMO FALAR EM UMA VERDADE SUBLIME? UMA RECONSTITUIÇÃO DO TEXTO DE LACOUE-LABARTHE
252.3.1 Primeira admissão: o conceito do sublime pode ser visualizado como tema central em Heidegger: 2.3.1.1 Um sublime sagrado
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61.2.1 Acerca do gênio, imaginação e arte sublime
262.3.2 Segunda admissão: o sentimento sublime violenta, mobiliza e ascende a um pensamento sublime – Uma contribuição de Gilles Deleuze
71.2.2 Os limites metafísicos do sublime kantiano: o problema do heliotropismo
272.3.3 Terceira admissão: da relação do sublime com as tonalidades afetivas (Grundstimmung e Befindlichkeit)
81.2.3 Apesar de Kant, o sublime de Kant
282.4 STIMMUNG E BEFINDLICHKEIT: TONALIDADES PATÉTICAS
91.2.4 O desinteresse kantiano: uma possibilidade de afastamento da determinação eidética
292.5 THAUMAZEIN E GRUNDSTIMMUNG
101.3 A PERMANÊNCIA DA ARTE: UMA TAREFA ONTOLÓGICA E POLÍTICA
302.5.1 A falta de indigência e a impossibilidade de afinação
111.4 BELO E SUBLIME: O PROBLEMA DA ADEQUAÇÃO E DA INADEQUAÇÃO
312.5.2 Outro início requer outra tonalidade?
121.5 O SUBLIME É AINDA UM CASO DO BELO: FREUD, LAOCOONTE E MOISÉS
322.5.3 O outro início re-quer o espanto
131.6 O PROBLEMA DA DETERMINAÇÃO EIDÉTICA
332.6 O THAUMAZEIN É O ESPANTO QUE PERMANECE
141.7 O TEMPLO DE ISIS
342.7 COMPREENDER O ESPANTO (ERSTAUNEN)
151.8 PHAINESTHAI E ALETHEIA
352.8 PATHOS E A TONALIDADE AFETIVA FUNDAMENTAL DO SUBLIME
161.9 A ORIGEM DA OBRA DE ARTE: UMA POSSIBILIDADE DO ACONTECIMENTO SUBLIME
362.9 GRUND, ABGRUND E GRUNDSTIMMUNGEN: O ESPANTO SUBLIME E O JOGO FUNDADOR
171.10 LONGINO E O SUBLIME: SUPERAÇÃO DA DETERMINAÇÃO EIDÉTICA
372.10 A TAREFA SUBLIME DO ESPANTO: O ESPANTO AFINA PARA A ABERTURA DO SER
181.11 CONCLUSÃO PROVISÓRIA OU UM SALTO NO ABISMO: O ESPANTO PODE SER UMA TONALIDADE NA QUAL SE AFINA PARA O SUBLIME?
383 CONSIDERAÇÕES FINAIS
192 SEGUNDA PARTE – UM SALTO NO ABISMO: CONTRIBUIÇÕES À TESE DE UM SUBLIME EM HEIDEGGER
39BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
202.1 O SUBLIME AFIRMATIVO COMO ONTOLOGIA OU SUPERAÇÃO DA ESTÉTICA: 2.1.1 Brevíssima anotação sobre o problema da estética moderna para Heidegger