
Length2h 53m
About this audiobook
Como juiz criminal, passei anos imerso nas complexas realidades humanas que deságuam nos processos judiciais. As crônicas que apresento são reflexos da minha vivência em audiências, repletas de paixões, dramas e mazelas sociais.
Nestas páginas, compartilho minha jornada como magistrado, buscando aplicar a lei sem perder a humanidade.
Compartilho a fé inabalável de muitas mães que, remoendo suas dores e ainda na pureza dos filhos, mesmo reconhecendo suas falhas, são aquelas que, efetivamente, têm esperança de que eles possam se emendar. De outro lado, vi e narro a busca pelo aconchego de muitos acusados por práticas criminosas, recorrendo ao colo da mãe com a certeza do amor sincero e da proteção.
Por diversas vezes me vi em conflito entre a tarefa de punir, pelo império da toga, e a evidência do fracasso do sistema penal, não só em razão de suas próprias mazelas, mas por, de fato, não conseguir satisfazer aquilo que traz como promessa ou que consta no senso coletivo como necessidade punitiva.
Por isso, cada crônica é um fragmento da minha experiência, expondo a fragilidade humana à lupa da justiça. Não busco respostas fáceis, mas convido o leitor a testemunhar, através dos meus olhos, a complexa e dolorosa busca por justiça em um mundo imperfeito. Que estas histórias reais inspirem a mesma reflexão que me acompanha nos corredores da "justiça".
Audiobook details
GenrePsychology
Length2 hrs 53 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 20, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2117. O estuprador que salvou a vida da vítima: Olhos D´Água
2Apresentação
2218. Como há filhos da mãe espalhados pelo mundo!
3Uma justificativa
2319. Mãe de puta, não é filha da puta!
4Os filhos das mães
2420. Vê lá, se com três filhos para cuidar, tem-se tempo para celular!
51. Quando a fria realidade pesa sobre os ombros do juiz
2521. A angústia do filho e da mãe
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62. Deus é bom demais! Qual Deus abandona o filho diante de seus agressores?
2622. Benza a Deus!
73. O epitáfio da tragédia humana
2723. É ou não é filho da mãe que não se compadece com a miséria alheia?
84. Dos encontros fortuitos, ou do destino certo!
2824. Desespero de mãe: Estarão as prisões obsoletas?
95. Filho, dá trabalho, então, dê-lhe trabalho: Choro
2925. A globalização das confusões de vizinhança e do processo judicial
106. A prisão que mais machuca é da impossibilidade do encontro: atinge a todos, sobretudo a quem não deu causa ao distanciamento
3026. E quem disse que amor é só de mãe!
117. Sabedoria de mãe
3127. O estranhamento diante da figura do acusado
128. Os filhos da mãe nascidos e aqueles que ainda não nasceram
3228. O peso da culpa e do amor: Para Sempre
139. A mãe do acadêmico
3329. O Filho da mãe: hora de amamentar!
1410. Os filhos dos pais
3430. Toda mãe é, também, filha da mãe
1511. Mãe, uns nunca as tiveram! Outros ainda as têm, mesmo septuagenárias!: O meu guri
3531. Lágrimas de crocodilo: Presos que menstruam
1612. Filhos homônimos, para mães homônimas
3632. Advogados também são filhos da mãe
1713. Os filhos órfãos
3733. A precisão investigativa do filho da cadela
1814. Filho da mãe endiabrado
3834. Cenas urbanas, a realidade que não se vê nas audiências!
1915. Os filhos distantes
39Amor só de mãe1
2016. Sinceridade materna