
O Brincar na favela da Maré
jogo de vida e resistência em território conflagradoBy Adelaide Rezende de SouzaLength13h 10m
About this audiobook
Esta obra, dotada de perspectiva audaciosa na forma de pensar e pesquisar a infância e a brincadeira, é resultado da tese de doutoramento de Adelaide, realizada no Programa de Pós-graduação em Psicologia, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O estudo aconteceu no território do Complexo de Favelas da Maré, que constitui, produz e encena as brincadeiras das crianças nesse lugar, visto por muitos não apenas como distante e precarizado, mas empobrecido simbolicamente. É como se, em face da presença enigmática do brincar humano, a autora pudesse estabelecer em relação a seu tema uma tensão permanente entre o que se sabe sobre o brincar e a incomensurabilidade do não se saber sobre essa mesma temática. Afinal, de que é feito o brincar nesse território? Como brincadeiras, e outras atividades infantis, entretecem os sentidos e as esperanças de crianças e adultos na Maré? O desafio investigativo significou descolonizar a pesquisa sobre brincadeiras, pondo em suspenso o viés romantizado e burguês com que essa temática quase sempre foi investigada. Este trabalho não é tão somente um tratado científico singular sobre o brincar na infância, é um precioso presente que atesta o valor e a relevância do conhecimento produzido nas universidades públicas brasileiras na direção de que possamos nos conhecer como brasileiros e brasileiras, desvendar as difíceis questões que minam a nossa história e vislumbrar formas de resgatar a nossa dignidade e humanidade.
Audiobook details
GenreEducation and Learning
Length13 hrs 10 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 27, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
324.4.8 Plano geral de análise dos resultados
2INTRODUÇÃO
335. CAPÍTULO V O GRUPO INFANTIL E A PRODUÇÃO DA CULTURA LÚDICA
31. CAPÍTULO I ESCOLA PÚBLICA: LUGAR DE ENCONTROS E DESENCONTROS
345.1 Forças que atuam no campo lúdico e seus elementos constitutivos
41.1 Da normatização do individual à produção coletiva de outras aprendizagens
355.1.1 Estrutura Familiar
51.2 Crise de autoridade e a disciplina/indisciplina
365.1.2 Territorialidade
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61.3 Convivência intergeracional
375.1.3 Gênero
71.4 Diante da camaradagem e dos atritos estudantis
385.2 Cumplicidades, envolvimentos e afetos que surgem do brincar
82. CAPÍTULO II A BRINCADEIRA, O RISO E A FANTASIA NA ESCOLA
395.2.1 Escravos de Jó ou roubou pão na casa do João
92.1 O brincar associado à produção de criatividade e à humilhação
405.2.2 O menino-guia: “fica calma, tia, você está comigo!”
102.2 Os sentidos e significados do humor na escola: risos e rebaixamentos
415.2.3 Em busca dos companheiros
112.3 O riso e a brincadeira como jogo coletivo na escola e os impasses do uso do tempo
425.3 As batalhas de rima: improvisos, duelos e resistência
122.4 As formas de expressão da cultura lúdica em territórios com condições vulneráveis
435.3.1 Primeiros contatos com a brincadeira de rima
133. CAPÍTULO III CONHECENDO O COMPLEXO DE FAVELAS DA MARÉ
445.3.2 Organização das regras
143.1 Relembrando o passado
455.3.3 As batalhas no palco – cumplicidade e duelo
153.2 Circuitos nos labirintos da favela entre becos, praças e vielas
465.3.4 Regras, zoações e laços de amizade: o que isso tem a ver?
163.2.1 A Divisa e a Praça da Paz
476. CAPÍTULO VI BRINCADEIRAS DOS JOVENS NA ESCOLA - COMER, ZOAR, CONVERSAR
173.2.2 Praça da Baixa do Sapateiro
486.1 O sentido de estar na escola: “por que todo mundo precisa estudar? A gente nasce pra isso, infelizmente!”
183.3 O lúdico e o humor na cultura mareense como força de resistência
496.2 Como os alunos se divertem na escola?
193.4 A escola para crianças e jovens do complexo de favelas da maré e suas singularidades
506.3 A comida e as festas – “do improviso ao curricular”
204. CAPÍTULO IV OBJETIVOS, MÉTODO, QUESTÕES INVESTIGADAS E A CONSTRUÇÃO DO CAMPO DE PESQUISA
516.4 O passeio
214.1 Objetivo geral
526.4.1 Abrangência Espacial
224.2 Objetivos específicos
536.4.2 A Coexistência Arrojada
234.3 Método
546.4.3 A coletivização da produção alimentícia
244.4 Caracterização e construção do campo de pesquisa
557. CAPÍTULO VII TODO MUNDO BRINCA NA FAVELA: DO TERRITÓRIO CONFLAGRADO À ALEGRIA DE ESTAR VIVO
254.4.1 A escola – primeiros contatos
567.1 As brincadeiras e os conflitos armados – ouvindo as crianças
264.4.2 Crianças do ensino fundamental I – a escolha da turma
577.2 Do culto ao baile funk “para distrair a mente”
274.4.3 Perfil do Grupo Infantil
587.3 Os jogos de azar: gênero e intergeracionalidade
284.4.4 A incursão na rotina escolar e a presença na sala de aula
597.4 As brincadeiras de antes – “[...] Não recriminando ninguém, porque cada geração é uma geração, cada época vai evoluindo, mas era diferente, eu me diverti muito!”
294.4.5 O peja diurno – programa de educação de jovens e adultos
607.5 O processo civilizatório lá fora é diferente daqui: qual a relação entre a rua e a aparente “brutalidade” encontrada em algumas formas de brincar e se divertir na maré?
304.4.6 O perfil das turmas do grupo de jovens
618. CONSIDERAÇÕES FINAIS
314.4.7 A tensão de pesquisar e ser pesquisado