
Educação e Política em Rousseau
caminhos para a construção da liberdadeBy Natal EstevesLength4h 37m
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Subjacente à ênfase dada aos aspectos abstratos nos escritos políticos de Rousseau, nota-se o esboço de um plano de ação política. Então perguntamos: o que significa formar para a cidadania no contexto social descrito no Segundo discurso? Como o Emílio responde a isso? O tratamento desse problema da educação de Rousseau pressupõe um movimento analítico englobando três obras: o Segundo discurso, o Emílio e o Contrato social. O que, por sua vez, exige que se tenha, em mãos, um fio condutor a elas compatível. Esse fio condutor não poderia ser outro senão a problemática da liberdade, pois ela constitui-se o ponto de convergência do pensamento antropológico, político e educacional rousseauniano. Na análise da relação da liberdade e o homem, vimos que ela consiste no principal atributo do homem natural. Constitui-se em sua diferença específica e é, portanto, indispensável à sua existência. Ao abandonar o estado de natureza, essa liberdade é perdida, visto que as relações sociais estabelecidas, de forma inconsequente, tendem a suprimi-la. Sendo a condição de liberdade indispensável à sua existência, impõe-se, ao homem civil, a necessidade de resgatá-la, agora, em uma forma compatível com a vida social, ou seja, que se institua uma liberdade moral ou política. Posto que a liberdade, agora exigida, se trata de uma convenção, não se encontra, no homem, portanto, disposições naturais à sua efetivação. Então, é necessário construí-las, e essa tarefa cabe à educação.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length4 hrs 37 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateNov 29, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2INTRODUÇÃO
3CAPÍTULO I - DO HOMEM NATURAL E SUA ESPECIFICIDADE
41. DO MÉTODO EM ROUSSEAU
51.1 Dimensão natural
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61.2 Dimensão Racional
71.3 Dimensão Genética
81.4 Dimensão Evolutiva-conjectural
91.5 Significação do método
102. DA ESPECIFICIDADE DO HOMEM
112.1 Bondade Natural: Definição e estrutura conceitual
122.1.1 Natural, em bondade natural
132.1.2 Bondade, em bondade natural.
142.1.3 Bondade Natural e seu locus epistemológico: 2.1.3.1 Desatando o nó górdio
152.2 Da condição natural do homem
162.2.1 Nem bondade nem maldade, mas, amoralidade
172.2.2 Da igualdade no estado de natureza
182.2.3 Da liberdade no estado de natureza
19CAPÍTULO II - DA DESNATURAÇÃO DO HOMEM E A SOCIEDADE CORROMPIDA
201. DO PROCESSO DE DESNATURAÇÃO
211.1 Condição de possibilidade da desnaturação
221.1.1 Liberdade e desnaturação
231.1.2 Perfectibilidade e desnaturação
241.2 Circunstâncias da desnaturação
251.2.1 Idade de ouro
261.2.2 Três marcos decisivos na evolução da desigualdade
272. DA SOCIEDADE CORROMPIDA
28CAPÍTULO III - DA CIDADANIA COMO EXPRESSÃO DA LIBERDADE
291. DO PACTO SOCIAL
302. DA VONTADE GERAL E SOBERANIA
312.1 O problema do mando republicano
322.2 O problema da obediência autônoma
333. LEI, LIBERDADE E CIDADANIA
343.1 Da lei como expressão da vontade geral
353.2 Da Liberdade civil e seus condicionantes
363.3 Do cidadão
37CAPÍTULO IV - EDUCAÇÃO, LIBERDADE E NATUREZA
381. PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS
392. A ESTRUTURA DA EDUCAÇÃO ROUSSEAUNIANA
403. MÉTODOLOGIA EDUCACIONAL ROUSSEAUNIANA
41CAPÍTULO V - EDUCAÇÃO E POLÍTICA: UMA FÓRMULA PARA A CONSTRUÇÃO DA LIBERDADE
421. UNIDADE DA OBRA DE ROUSSEAU
432. O CONTRAPONTO HISTÓRICO-POLÍTICO DA EDUCAÇÃO ROUSSEAUNIANA
443. EDUCAÇÃO, POLÍTICA E LIBERDADE
453.1 Estratégia metodológica e dimensão política
463.2 Dimensão dos fins e sentido político: 3.2.1 Da essência da cidadania e a educação.
47CONSIDERAÇÕES FINAIS