
Length1h 43m
About this audiobook
Uma obra procurando valorizar extremos ocasionados pela vida. A trajetória de João traz uma peculiar análise sobre divergentes pontos da nossa existência. Com uma linguagem compreensível que se destina a diversos tipos de leitores. Com fidelidade ao exposto e com muito carinho, apresento o novo feito.
Audiobook details
GenreSpirituality and Religion
Length1 hr 43 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateOct 5, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
16Mas o que interessa por agora é que João está vivo. Mesmo com poucas esperanças no futuro, o garoto tinha a sua mamãe cumprindo o fundamental na sua criação. Quero dizer, lhe nutrindo e tratando da sua higiene adequada.
2Cecília
17O menino, ao longo dos seus seis meses de vida, não apresentou doença alguma. Ainda bem, pois com aquelas condições econômicas, seria muito difícil tratar de João, no tocante à saúde. Sabemos que o tratamento de saúde da década de 1980, no Brasil, não é tão efetivo adequadamente.
3Logo após deixar o interior do organismo da mãe, foi cortado o cordão umbilical e a famosa palmada foi dada no bumbum de João. Após este ato, o pequeno ser gerado não chorou, o que levou aos médicos, após o trabalho da parteira, verificarem sua respiração. O resultado da averiguação foi de que estava tudo bem com o bebê.
18Posto isso, João chegou ao mundo de uma forma diferente dos demais. Todos somos diferentes e únicos, mas ocorre disparidades que merecem serem ressaltadas. Assim enxergamos tais diferenças de um modo perceptível latente. Mesmo fora do campo científico, podemos aferir disparidades.
4Com uma saúde perfeita, o menino nasceu em uma contradição por não chorar. Seria a bravura da mãe já presente no filho desde pequeno? Isso ninguém vai saber responder. Porém, a chegada de João estava selada, sem a mínima alegria de sua mãe, apenas com um sorriso da médica que lhe atendeu, durante os instantes finais do seu nascimento.
19Acontece que não para por aí, elas servem para medir o liame entre o normal e o fora do comum. Reside uma diferença de senso comum, fundamental.
5Após os momentos de início na terra, e sua saída do hospital, depois da regulação médica, o menino seguiu para o domicilio de sua mãe.
20João, não era uma disparidade, as condições solidificadas faziam ele ser diferente e, por conseguinte, algo sem razoabilidade. É natural encontrar diferenças desmedidas em nossas vidas, porém, vale muito destacar.
Show all chaptersShow less
6Os patrões já reclamavam desde o início da gravidez de Cecília. Ameaçando a empregada de demissão. Contudo, no final, aceitaram que o seu filho poderia ter um berço em um quarto pequeno, da sua casa. Era o aposento em que Maria dormia.
21Evidenciando, nesta esteira, percebemos quais são as medidas aceitáveis e adequadas, das nossas vidas. Por isso a importância de perceber estas emanações.Cecília
7No seu quarto, quase não tinha espaço para cama e um pequeno guarda-roupa, entretanto, ali coube apertadamente, o berço de João. O lugar, no qual a mamãe tinha que se deslocar em direção de uma parte da cama, no intuito de sair do aposento. Pois, o restante tomado era predominantemente ocupado pelo armário e o novo berço.
22O que Cecília imaginava do futuro daquele novo ser não era esperançoso. Se ela tivesse Um estranho cotidiano
8Nos primeiros meses, o menino mamava muito. Parecia assustador, aos olhos de Cecília, entretanto a mulher foi se acostumando. João mamava cinco vezes ao dia.
23Um sinal do rádio
9Os cuidados com o novo garoto renderam mais reclamações dos seus patrões. A casa continuava com uma frequentação alta, pelos visitantes que chegavam e exigiam mais serviços domésticos. Cecília, tinha dois encargos, amamentar o seu filho e exercer sua profissão. Apesar de tudo isso, o seu emocional nem era abalado.
24(Untitled)
10No que tange aos seus chefes, eles nem se importavam com o garoto que chegou ao mundo, com muita sede de leite. Só queriam que sua subalterna trabalhasse cada vez mais. Isso nem era uma necessidade, se assemelhava a uma satisfação do seu ego misturado com cobrança de trabalho. Uma falta de sorte, por parte de João, vir ao mundo sob essas condições defasadas. Nasceu pobre, sem um teto adequado, com uma mãe atarefada e sedento.
25O abatimento
11A vida parecia não cuidar de João, pois as disparidades já apresentadas embaraçavam o seu caminho. Desde a sua vinda ao mundo, o pequeno já encontrava dificuldades anormais.
26Um novo horizonte
12Todavia, sua mãe sempre agindo com naturalidade lhe fez o básico que uma mulher com a qualificação materna pode fazer. João foi amamentado adequadamente. Algumas horas chorou esperando pelo leite materno e outras horas foi nutrido corretamente.
27Bar do Jão
13Não era o desejo de Cecília maltratar o filho ou não dar importância a sua existência. Ela só foi machucada pelo tempo em que lhe abateu e tornou aquela mulher desanimada com os acontecimentos da vida. Muito mais méritos da vida lhe fazer ser tão displicente com o seu cotidiano, do que ela ocasionar aquela condição.
28A primeira namorada, a primeira esposa
14A chegada de João não foi felicidade de ninguém. E muita irritação de Mário e Juventina, de uma criança que não chorava mas sugava todo o leite materno, quando, possível ser oferecido. E a moça sabia o momento certo de quando João precisava ser amamentado. Isso se indicava por circunstâncias, nas quais, o menino ficava quieto. Quando ele não estava sorrindo ou se mexendo, a mão sentia que ele tinha fome.
29(Untitled)
15O destino se demonstrava sem esperança, em se tratando de João. O que seria a educação daquele menino? Ele cresceria com amor? Poderia virar um marginal? Essas eram muitas questões, nas quais podem ser analisadas