O Exercício Do Poeta

O Exercício Do Poeta

By Thales Do Nascimento
Michael Caine
Listen with Sir Michael Caine™ and 1,000+ voices
Length2h 51m

About this audiobook

A trajetória do poeta Jardes. Em um período no qual existiam muitos poetas, apesar da grande censura. A fertilidade atingia as mentes que exerciam este criativo estilo literário. E podemos notar isso numa história. Este livro retrata o tipo de acontecimento, muito bem. A obra conta com uma criatividade impressionante. Com fidelidade ao exposto, apresento um novo feito.

Audiobook details

GenreSpirituality and Religion
Length2 hrs 51 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateSep 29, 2023
LanguagePortuguese

Table of contents

1Introduction
2O menino, incorrendo num lapso temporal de um tédio, ouvia sua mãe elaborando um poema que lhe chamava muita atenção. Enquanto, ele estava numa escrivaninha de madeira de lei. A mulher preparava algo relativo ao seu ofício, em pé, num aposento próximo. E o som do recital ecoava, ao passo que o garoto fazia o exercício de caligrafia. Dessa maneira ela dizia:
3A formiga
4Abriga
5A sua amiga
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6Na medida em que trabalha
7Sua solidariedade se espalha
8Como uma batalha
9No seu ofício
10Ampara em exercício
11Que não é um vício
12Aquilo soou muito bem aos ouvidos da criança. Realmente achando muito interessante, o efeito sonoro daquelas rimas e sentido toda a semântica propiciada. O encantado menino sentiu a tarde se esgotar apreciando a beleza daquele estilo literário. Era negativo que sua genitora recitou mais poemas. Aquele poema bastou, para chamar muito a atenção do seu filho.
13Aonde habitava os contemporâneos de um cenário tranquilo e de boa estabilidade financeira, se encontrava o menino encantado, de dez anos, o Jardes, sabia ler e escrever. Isto, se devia muito a sua mãe, Renata. Ela era professora de português, na década de 1910.
14Algo não muito comum, na sua época, obter um domínio básico da língua portuguesa. Porém, Jardes estava num padrão de alfabetizado. Um pouco até precoce, no momento em que vivia.
15O menino perdeu o pai, muito cedo. Não chegou nem a conhecer o homem que lhe proporcionou a vida. José morreu de uma parada cardíaca, enquanto a mãe de Jardes se encontrava no sexto mês de gravidez.
16Foi um duro golpe, Renata perdeu o seu amado, muito cedo. O jovem de trinta e nove anos, partiu deixando uma história de muito amor, em relação a sua esposa. E de uma esperança ceifada pelo destino, presenciar o nascimento do seu filho.
17Sobre o pai de Jardes, Robério era professor de história, tinha uma vida de boêmia muito forte. O que talvez acentuou os seus problemas patológicos, devido a este fator e uma vida sedentária. Apesar do desleixo de saúde, Robério era muito admirado por todos. Um sujeito que gozou de uma vida bem aproveitada, ao passo que teve uma rápida chance de viver.
18Atinente à Renata, uma mulher extremamente dedicada ao seu trabalho e criação do seu filho. Se preocupava sobre o bom aproveitamento de desempenho escolar do seu menino. Desde cedo, incentivando o seu único descendente a ler muito. Se vale destacar, com exacerbação, uma qualidade da mãe, era o seu padrão de conduta exemplar, sempre muito correta nas suas ações e pensamentos.
19Relativo aos atributos físicos, o garoto tinha a cor de pele parda, traços finos herdados da sua descendência portuguesa, um cabelo liso, olhos castanhos, um corpo esbelto e uma estatura mediana, no que tange, a sua idade.
20No tocante, a sua mãe que parecia muito com uma portuguesa, apesar de nascer no Brasil. Ela tinha descendência portuguesa. Seus traços eram finos e sua cor de pele era branca. Uma mulher de atributos de uma beleza portuguesa.
21Jardes, como todo garoto necessita de um cuidado maior, em função das suas necessidades básicas. O menino contava com o trabalho da empregada doméstica, muito amorosa e dedicada. A trabalhadora não deixava faltar comida para o garoto, brincava com ele e fazia com muito amor, os desígnios do seu ofício. Seu nome era Maria. Uma jovem negra que tinha uma alegria, na sua vida, de fazer inveja, a felicidade que ela possuía.
22Na fase de vida atual, eram as pessoas com que Jardes se relacionava muito, grande parte do tempo da sua vida. Obviamente, tinha contatos com outras pessoas tais como: colegas de escola e amigos de bairro.
23Jardes cresceu no famoso bairro da Barra, na cidade denominada Salvador, no Estado da Bahia. Apesar de ser um bairro que oferecesse uma boa segurança e bons recursos de lazer, o garoto gostava de ficar mais em casa.
24A sua casa possuía um estilo peculiar da sua época. O que chamamos, hoje, de arquitetura colonial. Com um padrão uniformizado que davam uma certa semelhança ao estilo português.
25Quanto, a personalidade do garoto, era de ser muito tímido, parece que faltava um empurrão para que ele se comunicasse com as pessoas. Mesmo assim ele tinha um jeito cativante, lhe rendia aproximações, desta maneira. A dificuldade de Jardes
26Numa noite chuvosa, de sexta-feira, a professora apreciava um documento escolar, muitas vezes não muito querido. A mãe, nervosa, chamava pelo seu filho, ao passo que sentia tristeza também, mediante a testemunha do seu desempenho escolar, através de um boletim. Assim clamava:
27- Jardes! Venha aqui!
28O menino correu assustado até a sala, nunca ouviu a sua mãe alterar o tom de voz daquela forma, e assim indagou:
29- O que foi? Mãe!
30Sua mãe não conseguia disfarçar o nervosismo, sua face apresentava uma cor avermelhada, ela esbravejou:
31- Filho! Isso não são notas de um aluno exemplar!
32O garoto sem estar ciente do que estava acontecendo, mas muito assustado perante o nervosismo da sua mãe, indaga:
33- Mas o que é isto?
34Renata assevera:
35- Você tem que demonstrar mais conhecimento, nos seus testes e provas. Precisa estudar mais, para errar menos. Isto aqui significa que você não está se dedicando. O seu pai não gostaria desses resultados que você trouxe para casa.
36Jardes conseguiu entender, pela primeira vez, a razão de realizar testes e provas. Era negativo que não tivesse uma certa noção sobre isso. Pois, sua mãe lhe orientava. Mas, tudo informado sobre a razão de fazer provas de conhecimento não foram necessárias ao teor da responsabilidade.
37O menino achava que aquelas provas seriam um mero exercício, em que poderia executar com displicência. Não considerava aquilo importante, apenas faria pela ordem de sua mãe, mandar o garoto frequentar à escola. As atribulações ficaram em branco, como quem recepcionasse e desviasse a interpretação de uma orientação fornecida.
38O garoto ficou triste, quando a gravidade daquilo surgiu para ele. Uma grande surpresa avassaladora, geradora de uma amargura terrível. Acentuado pelo sermão da sua mãe e pela menção da tristeza que geraria, caso o seu pai estivesse vivo. Isto abateu Jardes, fortemente.
39Jardes sempre sonhou com um pai presente, era o que ele notava na escola, através da felicidade dos seus colegas em ver e estar com o seu pai. Presenciava aqueles momentos com uma certa inveja e muita tristeza, pelo carinho que os homens demonstravam diante dos seus filhos.
40Todos conhecem a falta que um pai faz para o seu filho. Uma relação em que o garoto jamais poderia achar a cura. Ele tinha que aceitar o destino que lhe reservou nascer sem pai. Porém, não era uma tarefa fácil, aquilo iria remoer muito a sua ferida grande até cicatrizar.
41O que Renata orientou ficou claro para o seu filho. Agora ele tinha uma boa noção do que é estar numa escola. Naquela noite, sua mãe tratou de lhe explicar os minuciosos detalhes de frequentar um estabelecimento educacional. Ela não falhou, Jardes apresentou uma certa displicência sobre o orientado por sua mãe.
42Tudo que foi ocasionado naquela noite, implicou numa tristeza imensa ao menino. Depois de toda a culminação de uma catástrofe relevante aos seus sentimentos. O garoto absorveu o momento com uma sensibilidade imensa. Aliás, a sensibilidade aguçada era peculiar ao menino.
43Então, foi assim que deitou e tentou dormir, no seu quarto composto por uma cama, escrivaninha e guarda-roupa. Mas logo percebeu que estava ansioso e não conseguiria dormir tão fácil. Levantou olhou para o lado e viu uma espécie de caderno sobre sua escrivaninha. O objeto era muito pequeno, ninguém sabia ao certo se era uma agenda ou caderno.
44Abriu essa espécie de conjunto de folhas e começou a escrever:
45O pai
46Atrai
47Quem vai
48O pai toma conta
49De quem apronta
50E afronta
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