Length2h 51m
About this audiobook
A trajetória do poeta Jardes. Em um período no qual existiam muitos poetas, apesar da grande censura. A fertilidade atingia as mentes que exerciam este criativo estilo literário. E podemos notar isso numa história. Este livro retrata o tipo de acontecimento, muito bem. A obra conta com uma criatividade impressionante. Com fidelidade ao exposto, apresento um novo feito.
Audiobook details
GenreSpirituality and Religion
Length2 hrs 51 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateSep 29, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
30Sua mãe não conseguia disfarçar o nervosismo, sua face apresentava uma cor avermelhada, ela esbravejou:
2O menino, incorrendo num lapso temporal de um tédio, ouvia sua mãe elaborando um poema que lhe chamava muita atenção. Enquanto, ele estava numa escrivaninha de madeira de lei. A mulher preparava algo relativo ao seu ofício, em pé, num aposento próximo. E o som do recital ecoava, ao passo que o garoto fazia o exercício de caligrafia. Dessa maneira ela dizia:
31- Filho! Isso não são notas de um aluno exemplar!
3A formiga
32O garoto sem estar ciente do que estava acontecendo, mas muito assustado perante o nervosismo da sua mãe, indaga:
4Abriga
33- Mas o que é isto?
5A sua amiga
34Renata assevera:
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6Na medida em que trabalha
35- Você tem que demonstrar mais conhecimento, nos seus testes e provas. Precisa estudar mais, para errar menos. Isto aqui significa que você não está se dedicando. O seu pai não gostaria desses resultados que você trouxe para casa.
7Sua solidariedade se espalha
36Jardes conseguiu entender, pela primeira vez, a razão de realizar testes e provas. Era negativo que não tivesse uma certa noção sobre isso. Pois, sua mãe lhe orientava. Mas, tudo informado sobre a razão de fazer provas de conhecimento não foram necessárias ao teor da responsabilidade.
8Como uma batalha
37O menino achava que aquelas provas seriam um mero exercício, em que poderia executar com displicência. Não considerava aquilo importante, apenas faria pela ordem de sua mãe, mandar o garoto frequentar à escola. As atribulações ficaram em branco, como quem recepcionasse e desviasse a interpretação de uma orientação fornecida.
9No seu ofício
38O garoto ficou triste, quando a gravidade daquilo surgiu para ele. Uma grande surpresa avassaladora, geradora de uma amargura terrível. Acentuado pelo sermão da sua mãe e pela menção da tristeza que geraria, caso o seu pai estivesse vivo. Isto abateu Jardes, fortemente.
10Ampara em exercício
39Jardes sempre sonhou com um pai presente, era o que ele notava na escola, através da felicidade dos seus colegas em ver e estar com o seu pai. Presenciava aqueles momentos com uma certa inveja e muita tristeza, pelo carinho que os homens demonstravam diante dos seus filhos.
11Que não é um vício
40Todos conhecem a falta que um pai faz para o seu filho. Uma relação em que o garoto jamais poderia achar a cura. Ele tinha que aceitar o destino que lhe reservou nascer sem pai. Porém, não era uma tarefa fácil, aquilo iria remoer muito a sua ferida grande até cicatrizar.
12Aquilo soou muito bem aos ouvidos da criança. Realmente achando muito interessante, o efeito sonoro daquelas rimas e sentido toda a semântica propiciada. O encantado menino sentiu a tarde se esgotar apreciando a beleza daquele estilo literário. Era negativo que sua genitora recitou mais poemas. Aquele poema bastou, para chamar muito a atenção do seu filho.
41O que Renata orientou ficou claro para o seu filho. Agora ele tinha uma boa noção do que é estar numa escola. Naquela noite, sua mãe tratou de lhe explicar os minuciosos detalhes de frequentar um estabelecimento educacional. Ela não falhou, Jardes apresentou uma certa displicência sobre o orientado por sua mãe.
13Aonde habitava os contemporâneos de um cenário tranquilo e de boa estabilidade financeira, se encontrava o menino encantado, de dez anos, o Jardes, sabia ler e escrever. Isto, se devia muito a sua mãe, Renata. Ela era professora de português, na década de 1910.
42Tudo que foi ocasionado naquela noite, implicou numa tristeza imensa ao menino. Depois de toda a culminação de uma catástrofe relevante aos seus sentimentos. O garoto absorveu o momento com uma sensibilidade imensa. Aliás, a sensibilidade aguçada era peculiar ao menino.
14Algo não muito comum, na sua época, obter um domínio básico da língua portuguesa. Porém, Jardes estava num padrão de alfabetizado. Um pouco até precoce, no momento em que vivia.
43Então, foi assim que deitou e tentou dormir, no seu quarto composto por uma cama, escrivaninha e guarda-roupa. Mas logo percebeu que estava ansioso e não conseguiria dormir tão fácil. Levantou olhou para o lado e viu uma espécie de caderno sobre sua escrivaninha. O objeto era muito pequeno, ninguém sabia ao certo se era uma agenda ou caderno.
15O menino perdeu o pai, muito cedo. Não chegou nem a conhecer o homem que lhe proporcionou a vida. José morreu de uma parada cardíaca, enquanto a mãe de Jardes se encontrava no sexto mês de gravidez.
44Abriu essa espécie de conjunto de folhas e começou a escrever:
16Foi um duro golpe, Renata perdeu o seu amado, muito cedo. O jovem de trinta e nove anos, partiu deixando uma história de muito amor, em relação a sua esposa. E de uma esperança ceifada pelo destino, presenciar o nascimento do seu filho.
45O pai
17Sobre o pai de Jardes, Robério era professor de história, tinha uma vida de boêmia muito forte. O que talvez acentuou os seus problemas patológicos, devido a este fator e uma vida sedentária. Apesar do desleixo de saúde, Robério era muito admirado por todos. Um sujeito que gozou de uma vida bem aproveitada, ao passo que teve uma rápida chance de viver.
46Atrai
18Atinente à Renata, uma mulher extremamente dedicada ao seu trabalho e criação do seu filho. Se preocupava sobre o bom aproveitamento de desempenho escolar do seu menino. Desde cedo, incentivando o seu único descendente a ler muito. Se vale destacar, com exacerbação, uma qualidade da mãe, era o seu padrão de conduta exemplar, sempre muito correta nas suas ações e pensamentos.
47Quem vai
19Relativo aos atributos físicos, o garoto tinha a cor de pele parda, traços finos herdados da sua descendência portuguesa, um cabelo liso, olhos castanhos, um corpo esbelto e uma estatura mediana, no que tange, a sua idade.
48O pai toma conta
20No tocante, a sua mãe que parecia muito com uma portuguesa, apesar de nascer no Brasil. Ela tinha descendência portuguesa. Seus traços eram finos e sua cor de pele era branca. Uma mulher de atributos de uma beleza portuguesa.
49De quem apronta
21Jardes, como todo garoto necessita de um cuidado maior, em função das suas necessidades básicas. O menino contava com o trabalho da empregada doméstica, muito amorosa e dedicada. A trabalhadora não deixava faltar comida para o garoto, brincava com ele e fazia com muito amor, os desígnios do seu ofício. Seu nome era Maria. Uma jovem negra que tinha uma alegria, na sua vida, de fazer inveja, a felicidade que ela possuía.
50E afronta
22Na fase de vida atual, eram as pessoas com que Jardes se relacionava muito, grande parte do tempo da sua vida. Obviamente, tinha contatos com outras pessoas tais como: colegas de escola e amigos de bairro.
51O pai com cuidado
23Jardes cresceu no famoso bairro da Barra, na cidade denominada Salvador, no Estado da Bahia. Apesar de ser um bairro que oferecesse uma boa segurança e bons recursos de lazer, o garoto gostava de ficar mais em casa.
52É honrado
24A sua casa possuía um estilo peculiar da sua época. O que chamamos, hoje, de arquitetura colonial. Com um padrão uniformizado que davam uma certa semelhança ao estilo português.
53Até ao filho não batizado
25Quanto, a personalidade do garoto, era de ser muito tímido, parece que faltava um empurrão para que ele se comunicasse com as pessoas. Mesmo assim ele tinha um jeito cativante, lhe rendia aproximações, desta maneira. A dificuldade de Jardes
54Um pouco surpreendente para um garoto, com a idade de dez anos. Porém, foi exatamente como Jardes iniciou a sua escrita naquele suporte de papel. Ele lembrou daquilo que sua mãe recitou e teve o ímpeto de escrever de forma parecida.
26Numa noite chuvosa, de sexta-feira, a professora apreciava um documento escolar, muitas vezes não muito querido. A mãe, nervosa, chamava pelo seu filho, ao passo que sentia tristeza também, mediante a testemunha do seu desempenho escolar, através de um boletim. Assim clamava:
55Guardou aquilo numa gaveta e ficou aliviado, por uma expressão no papel. Seria um confidente apaziguador na mente do menino. Talvez, ali iniciasse uma vocação por afinidade de sentimentos. Aquele dia ficou marcado, o pequeno Jardes achou uma espécie de remédio, ao seu sofrimento.Reforço nos estudos
27- Jardes! Venha aqui!
56Guardou aquilo numa gaveta e ficou aliviado, por uma expressão no papel. Seria um confidente apaziguador na mente do menino. Talvez, ali iniciasse uma vocação por afinidade de sentimentos. Aquele dia ficou marcado, o pequeno Jardes achou uma espécie de remédio, ao seu sofrimento.Reforço nos estudos (pt. 1)
28O menino correu assustado até a sala, nunca ouviu a sua mãe alterar o tom de voz daquela forma, e assim indagou:
57Guardou aquilo numa gaveta e ficou aliviado, por uma expressão no papel. Seria um confidente apaziguador na mente do menino. Talvez, ali iniciasse uma vocação por afinidade de sentimentos. Aquele dia ficou marcado, o pequeno Jardes achou uma espécie de remédio, ao seu sofrimento.Reforço nos estudos (pt. 2)
29- O que foi? Mãe!
