
Length2h
About this audiobook
Um caminho enriquecido de sensações e valores. Nos permitindo uma maior reflexão acerca dos acontecimentos proporcionados. Relevando aspectos comuns. Num simples trajeto de vida, a obra se amolda ao descrito. Com fidelidade ao exposto, apresento mais um novo feito.
Audiobook details
GenrePhilosophy, Self-Help
Length2 hrs
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateJan 28, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
16Maria foi muito bem acomodada e sabia disso. Ela também gostava do seu patrão, não reclamava da vida que tinha. Um contentamento de um labor árduo, mas sabendo que todo trabalho é digno. Isso alegrava sua vida, mesmo não mostrando ou compartilhando sua alegria com os mais próximos.
2Bonifácio
17A trabalhadora não possuía planos de sair daquele local de trabalho. Pensava que criaria o seu filho naquele meio e ele se tornaria mais um fidedigno das lavouras. Uma visão restrita de crescimento, como aqueles mais pobres vislumbravam naquela época. Sabiam que não mudariam muito o seu cotidiano, mesmo com intenção de fazer isto.
3Numa cidade pequena, na qual o sol incide com muita intensidade e de forma muito forte, o calor dominava de uma forma incomum, Maria trabalhava sob esta temperatura exaustiva nas lavouras. Um vilarejo, aonde havia predominância de zona rural.
18Mediante toda a acomodação, muito honrosa, quando comparada as condições daquela classe específica, a trabalhadora sentiu a bolsa romper e procurou ajuda, sendo atendida.
4Não se incomodava com tanto calor, pois estava acostumada desde pequena com o clima local. O que lhe desconfortava era não zelar pela saúde do seu filho. Ela carregava no ventre um bebê cujo o tempo de concepção era de seis meses.
19As duas mulheres, encontradas na lavoura, fizeram um parto impecável, apesar de não tratar de serem médicas. Elas tinham um aprendizado e experiência que lhe permitiam proporcionar chegadas de novos seres ao mundo, com extrema facilidade.
5A década era remota e isso se destacava pela assiduidade de trabalho nos campos. Em 1940, notava-se o serviço braçal de alguém tão dedicada ao seu ofício.
20Bonifácio, chegou ao planeta. E sua mãe tinha uma alegria enorme em receber o seu novo menino. Uma emoção comum, para a maioria das mães, porém incomum em razão de Maria. Pois, o seu primeiro filho nasceu. E sendo o primeiro, se transformava em uma sensação peculiar.
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6O latifundiário, patrão de Maria, pagava bem os seus serviçais, incluindo ela. Sendo mais um motivo de que trabalhasse com muito esmero. O cultivo do café era uma marca muito forte da sua época. Exigia um labor de grande carga, porém a jovem não fugia dos seus afazeres.
21O menino não apresentava problemas algum. O que impedia qualquer tipo de tristeza, por parte de Maria. Sendo uma grande preocupação dela, aquele ser viesse em perfeitas condições de saúde. Também foi notado o seu estado puerperal sem muitas alterações.
7Além da sua dedicação, sua personalidade desencadeava um direcionamento de um comprometimento rígido com o trabalho. Se apresentava como uma pessoa séria, daquelas que tinham um humor bem inflexível. E, logicamente, não se perfazia em uma pessoa muito extrovertida. Apenas utilizava a comunicação como um meio essencial.
22O pequeno apresentava traços semelhantes ao de sua mãe. Seu pai, ninguém sabia quem era. Apenas foi fruto de uma relação esporádica com quem Maria não se lembrava ao certo quem gerou aquela criança. Ela desconfiava de três homens em que se relacionou, durante cerca de três meses. Aquele foi o período em que obteve mais relacionamentos.
8A cidade de Jequié, conhecida como terra do sol, aonde Maria habitava, costumava gerar cidadãos comprometidos com o labor. Também se notava cidadãos em que viviam de muita boêmia, dependentes do álcool, consolidando as poucas opções de entretenimentos oferecidas.
23A moça, não possuía o costume de namorar muito. Quando isso aconteceu com frequência, resultou no nascimento de Bonifácio. Foi como um acontecimento imprevisto, pelo lado do amor e pela falta de cuidado de prevenção. Vale salientar, os meios de cuidado, com o intuito de não engravidar, ainda eram meios precários. O coito interrompido se destacava como o mais eficaz.
9A mãe do bebê que estava prestes a nascer, incorreria em um parto muito natural. Devido aos poucos recursos tecnológicos ofertados pela temporalidade em que vivia. Ou seja, o nascimento do seu filho não seria através do parto cesariana.
24José, logo após o nascimento do menino, providenciou uma boa acomodação ao bebê. Isso provava o quanto ele gostava de Maria e também apontava o seu coração generoso. Qualidades que podem ser consideradas raras, em virtude de um tomador de serviços, perante ao que representava naquela sociedade.
10Nem tampouco vislumbraria dar à luz em um hospital. O comum era o parto fora do ambiente hospitalar e ela sabia disso. Não almejava nada fora desses padrões, apenas tinha o receio de não ser cuidada da devida forma. A sua vontade de que aquele menino viesse com uma boa saúde se transformou em um objetivo, como é comum para todas as mães.
25O nascimento de Bonifácio foi inesperado tanto no planejamento, quanto a sua acomodação. Agora, restava saber a via em que o mais novo menino de Maria percorreria.Dedicação
11Portanto, ela se licenciou do ofício, uma concessão do seu patrão. José era um homem muito solidário, tratava bem os seus empregados desde que cumprisse com o planejado. Divergia muito dos latifundiários de 1940, pois estes tinham as características de serem exploradores e não obtinham a solidariedade.
26Respeito
12O patrão era herdeiro de uma grande porção de terras produtivas agrícolas, na Bahia, e conseguia manter o bom negócio. Um dom de família, comprovado pela sua capacidade regente. Um dócil homem à frente dos negócios em que se tratava da mão-de-obra de trabalhadores braçais.
27Paixão
13José observava o andamento dos seus negócios de perto e principalmente dos seus subordinados laborais. Possuía um carinho especial por Maria, pois sabia que ela trabalhava com dedicação e era uma pessoa com muitas qualidades. Assim o homem valorizava não somente a futura mãe, mas todos os seus empregados.
28Gratidão
14Dessa forma, destinou que Maria ficasse no seu estabelecimento, sob vigilância. Cuidou de sua serviçal, para ser acompanhada por duas mulheres, ambas conhecidas como parteiras. Mulheres em que auxiliavam no nascimento de novos seres humanos.
29Tristeza
15O estabelecimento era uma luxuosa casa, bastante espaçosa, demonstrando o poderio econômico do latifundiário. A estrutura colonial se perfazia como uma grande característica daquele local. Os trabalhadores moravam em outra unidade da sua fazenda.