
Discurso De Ódio, Violência De Gênero E Pornografia:
By Raisa D. RibeiroLength10h 53m
About this audiobook
A pornografia é alvo de grande polarização, existindo um debate acirrado no contexto estadunidense e europeu desde a década de 1970 sobre a sua tutela. Dentro do próprio movimento feminista, existem disputas sobre como tratar a questão, tendo sido escolhido, como marco teórico, a corrente feminista abolicionista ou antipornografia, com destaque às figuras de Catharine MacKinnon e Andrea Dworkin. Dividido em quatro capítulos - i) Conceitos Fundamentais, ii) Pornografia como Prática Discursiva Constitutiva, iii) Efeitos Negativos da Pornografia e iv) Pornografia e Discurso de Ódio - este livro pretende verificar se a pornografia pode ser considerada uma forma de discurso de ódio, em razão da constatação de seus efeitos de incitar e promover a violência contra a mulher e os impactos derivados desta qualificação na seara constitucional, envolvendo os direitos fundamentais da liberdade de expressão e da igualdade. O livro é fruto das pesquisas acadêmicas realizadas durante o mestrado da autora. Após cinco anos da publicação da primeira edição, a obra foi revisada e sintetizada pela autora, que conta com maior maturidade de pesquisa, enquanto doutora (UFRJ) e professora universitária (UNIRIO). Sem fazer julgamentos morais ou éticos sobre a exibição de relações sexuais, a autora pretende demonstrar o que há de errado com a pornografia e o que desafia a sua tutela jurídica, por uma ótica pouco encarada pela sociedade brasileira.
Audiobook details
GenrePsychology
Length10 hrs 53 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJun 16, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1VIOLÊNCIA DE GÊNERO E
2AGRADECIMENTOS
3A pornografia agora surge como um dos
4Enfim, convido o leitor a mergulhar na obra que
5NOTA À 3ª EDIÇÃO
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6INTRODUÇÃO
7O discurso de ódio é um tema que vem suscitando muitas
8Realizando uma análise crítica das obras de
9Assim, o presente trabalho foi fruto de pesquisas
10Neste momento, ressaltei que violência de gênero
11Capítulo 1.
12Assim, através de uma análise introdutória das
13“materiais sexuais explícitos”, além de possuir uma
14No entanto, nestas duas classificações de
15De acordo com Andrea Dworkin e Catharine
161.3 Pornografia versus Erotismo
17A obscenidade está mais preocupada com
18Em 1973, a Suprema Corte dos Estados Unidos
19No caso New York Times v. Sullivan, a Suprema
20Ocorre que o discurso que a pornografia propaga
21A liberdade pode, ainda, ser classificada como
22Segundo Nicholas Capaldi34, a liberdade de
23A pornografia não pode ser considerada apenas
24A pornografia personifica o que os homens
25A autoafirmação metafísica masculina é protegida
26O segundo dogma da supremacia masculina
27O terceiro dogma da supremacia masculina se
28Na pornografia o poder de aterrorizar também
29O poder de nomear também é um elemento
30absoluto, mantido por forças armadas e por leis, que os
31Na pornografia, o poder de possuir também está
32As discussões sobre pornografia acirram os ânimos e
33Disponível
34Através da Lei Maria da Penha foram criados
35da unidade doméstica, no âmbito da família ou na seara
36encontrava perpetuado32. Ademais, a Lei Maria da Penha
37masculina não é uma novidade dos séculos XX e XXI. No
38De acordo com Catharine MacKinnon, na
39uma cifra oculta, podendo essa percentagem ser muito
40Russell:
41De outro lado, existem mulheres de que fato
42Catharine MacKinnon, isto depende da imagem de corpo
43Observa-se que a sociedade entende que o ser
44Além disso, o acesso de materiais pornográficos
45Na pornografia, não-quer-dizer-sim139. A negativa
46De acordo com Gail Dines, o sexo pornográfico
47Neste contexto, a simulação de um orgasmo
48Assim, a pornografia constrói os estereótipos
49A pornografia constrói um estereótipo de mulher à
503.3.1 A teoria da imitação: a relação de causalidade