
Length7h 53m
About this audiobook
O presente trabalho teve como objetivo analisar a relação entre decisão judicial e cinema, explorando o tema direito e verdade. Esta dissertação buscou compreender o cinema como fundamento e retrato da decisão judicial. Foram realizadas quatro etapas de pesquisa: na primeira, analisou-se a conexão entre direito e cinema, destacando as interlocuções necessárias entre esses campos. Na segunda etapa, abordou-se a pergunta "por que estudar cinema?", explorando visões clássicas e o processo de subjetivação como montagem, entendendo o cinema como metáfora do mundo moderno e o conceito de choque. A terceira etapa dedicou-se ao estudo da decisão judicial e suas características. Na quarta etapa, foram investigadas decisões judiciais que utilizaram o cinema como fundamento, analisando como a película influenciou o processo decisório. Também se examinaram filmes que retratam a prolação judicial e como eles ajudam a pensar criticamente o tema. O estudo foi realizado por meio de pesquisa fílmica e bibliográfica, utilizando métodos dialético interdisciplinar, qualitativo e histórico, e caracterizando-se como zetético, exploratório e hermenêutico. Assim, estabeleceu-se uma relação dialética entre decisão judicial e arte cinematográfica, mostrando que o raciocínio decisório é complexo, indo além do lógico-formal e das simplificações dogmáticas. O cinema constrói o direito, assim como o direito constrói o cinema.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length7 hrs 53 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateSep 30, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
333.2 O desafio kelseniano
2AGRADECIMENTOS
343.2.1 A pureza metodológica
3INTRODUÇÃO
353.2.2 Atividade interpretativa
41. DIREITO E CINEMA: INTERLOCUÇÕES NECESSÁRIAS
363.2.3 Moldura interpretativa e interpretação autêntica e não autêntica
51.1 A expansão do raciocínio reflexivo por meio do enfoque teórico jurídico zetético
373.2.4 Política judiciária
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61.2 A interdisciplinaridade como forma de alargamento do pensamento jurídico reflexivo
383.3 A consciência jurídica material
71.3 Diálogos possíveis entre a complexidade do saber e das humanidades
393.3.1 O realismo de Alf Ross
81.4 A logopatia do cinema e os conceitos-imagem
403.3.2 Efetividade social e vigência jurídica
91.5 As emoções como instrumento de ampliação do aspecto subjetivo
413.3.3 Método jurídico ou interpretação
101.6 Law and Film: por aproximações necessárias
423.3.4 Crítica ao juiz mecanicista e a consciência jurídica material
112. VISÕES CLÁSSICAS SOBRE O CINEMA E O PROCESSO DE SUBJETIVAÇÃO COMO MONTAGEM
433.4 O silogismo e a construção das premissas maior e menor
122.1 Eis os limites do que eu posso. O resto é com vocês
443.4.1 Edificação da premissa maior
132.2 O cinema como prótese de percepção
453.4.2 Edificação da premissa menor
142.3 O cinema e outras formas de arte
463.5 Abuso e desequilíbrios nas relações de poder
152.4 A perda da “aura”
473.5.1 Pragmática jurídica
162.5 Alteração na forma de recepção e o nascimento do inconsciente no cinema
483.5.2 O aniquilamento do sujeito e a adoção de discurso único
172.6 O papel do ator
494. DECISÃO JUDICIAL E ARTE CINEMATOGRÁFICA: O CINEMA COMO FUNDAMENTO E RETRATO DA DECISÃO JUDICIAL
182.7 Anestesia e atenção: estetização da política ou politização da arte
504.1 O cinema como fundamento da decisão judicial
192.8 Estetização da política ou politização da arte
514.1.1 Doze homens e uma sentença, de Sidney Lumet (1957) – Piedmont Newnan Hospital, Inc. v. Barbour (2015) e Nash v. State (2014)
202.9 O cinema de Gilles Deleuze
524.1.2 O sol tornará a brilhar, de Daniel Petrie (1961) – Hall v. Lowder Realty Co. (2003)
212.10 O conceito de choque
534.1.3 A um passo da eternidade, de Fred Zinnemann (1953) – City of Salem v. Lawrow (2009)
222.11 Algumas nocividades advindas da relação de conceitos
544.1.4 Momentos decisivos, de David Anspaugh (1986) – Lowery v. Euverard (2007) e Tinker v. Des Moines Independent Community School District (1969)
232.12 A crise da imagem-movimento e a insurgência da imagem-tempo
554.1.5 Meu primo Vinny, de Jonathan Lynn (1992) – Novato Healthcare Center v. National Labor Relations Boara (2019)
242.13 Para uma definição do cinema moderno
564.2 O cinema como retrato da decisão judicial
252.14 Processo de subjetivação como montagem
574.2.1 O caso dos irmãos Naves, de Luís Sérgio Person (1967)
263. DECISÃO JUDICIAL
584.2.2 Testemunha de acusação, de Billy Wilder (1957)
273.1 A dogmática da decisão
594.2.3 Os sete de Chicago, de Aaron Sorkin (2020)
283.1.1 Ciência dogmática e saber tecnológico
604.2.4 Rashomon, de Akira Kurosawa (1950)
293.1.2 Ciência dogmática e o problema da decidibilidade de conflitos
614.2.5 Em nome do Pai, de Jim Sheridan (1994)
303.1.3 Decisão como um processo de aprendizagem
624.2.6 Justiça, de Maria Augusta Ramos (2004)
313.1.4 Decisão, conflito e poder de controle
63CONSIDERAÇÕES FINAIS
323.1.5 Decisão e poder de controle