
Barragens de rejeitos de mineração
governança dos riscos para prevenção de danos socioambientaisBy Jacqueline CavalcanteLength21h 7m
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O retrato atual do Brasil na atividade com barragens minerárias destaca-se por um histórico de falhas, envolvendo fatalidades e prejuízos ambientais, o que gera inquietação social. Essa situação evidencia a não observância da orientação constitucional pela prevenção e controle dos riscos decorrentes dessa atividade econômica. Assim, considerando-se os recentes desastres tecnológicos resultantes de falhas em barragens de rejeitos minerários, com impactos socioambientais imensuráveis, sob alguns aspectos, questiona-se: em que medida as normas brasileiras sobre gestão de riscos e segurança de barragens de rejeitos minerários e os atores responsáveis pela execução têm dialogado com uma proposta de governança dos riscos dessas estruturas e como isso se refletiu no desastre de Mariana e suas consequências? Conclui-se que, embora se verifique um início de desenho de uma proposta de governança dos riscos, iniciado após o desastre de Mariana, não há um posicionamento claro. Os principais empreendedores dessas barragens não têm internalizado uma cultura de gestão de riscos, o que, associado à prática de descumprir normas que preveem itens relevantes de segurança, torna a execução dessa atividade uma temeridade. E, mesmo o país dispondo de vários órgãos/entidades para a execução das políticas de segurança, por vezes é possível identificar omissão na respectiva atuação, o que favorece esses empreendedores e contribui para impedir avanços em direção a uma efetiva governança dos riscos.
Audiobook details
GenreScience and Nature
Length21 hrs 7 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateFeb 8, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
492.2.3 Agência responsável pela articulação entre os órgãos fiscalizadores
2INTRODUÇÃO
502.2.4 Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) - porta-voz da mineração brasileira
31 ANÁLISE E GESTÃO DE RISCOS EM BARRAGENS DE REJEITOS DE MINERAÇÃO
512.3 Execução da política brasileira de segurança de barragens de rejeitos de mineração
41.1 Risco em barragens de rejeitos minerários como decorrência dos processos
522.3.1 Classificação das barragens de rejeitos de mineração do Brasil
51.1.1 Risco à luz do Direito
532.3.2 Cumprimento das normas de segurança na execução e manutenção das barragens minerárias no Brasil pelos órgãos/entidades de controle
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61.1.2 Análise e avaliação de risco em barragens de rejeitos de mineração
542.3.2.1 Atuação dos órgãos e entidades executores de licenciamento ambiental
71.1.3 Aspectos socioeconômicos do risco financeiro em barragens de rejeitos minerários
552.3.2.2 Registros e ponderações sobre a efetiva atuação da ANM
81.2 Gerenciamento de riscos em barragens minerárias e a relevância do Padrão Global estabelecido pela Global Tailings Review Organization
562.3.2.3 A efetividade da atuação da ANA
91.2.1 Processos e perspectivas do gerenciamento de riscos para prevenção de falhas
572.4 Conclusões parciais (pt. 1)
101.2.2 A NBR ISO 31000 como referencial normativo para a gestão de riscos no Brasil
582.4 Conclusões parciais (pt. 2)
111.2.3 O Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos como orientação para melhoria do arcabouço regulatório do Brasil
593 REMODELAGEM NORMATIVA E DE POLÍTICAS PÚBLICAS NA GESTÃO DE RISCOS E DE OUTRAS POLÍTICAS DE SEGURANÇA EM BARRAGENS DE REJEITOS MINERÁRIOS
121.3 Histórico de falhas em barragens minerárias nos últimos anos como um indicativo forte dos riscos dessas estruturas
603.1 Banco de Dados Global de barragens minerárias e a posição do Brasil em relação a alguns países
131.3.1 A escolha do método construtivo de barragens de rejeitos minerários como indicativo de opção do nível de falha inicial
613.1.1 Um olhar sobre as práticas de outros países quanto à orientação normativa para a gestão de riscos por empreendedores de barragens minerárias
141.3.2 Registros mundiais de falhas em barragens de rejeitos de mineração e a situação no Brasil
623.1.2 Insuficiência das medidas adotadas pelo Brasil quanto à orientação normativa para a gestão de riscos decorrentes de barragens minerárias
151.4 Causas e consequências de falhas em barragens de rejeitos de mineração
633.2 Principais riscos a prevenir ou mitigar, por uma perspectiva corretiva em relação às falhas já ocorridas, e proativa quanto a outras possibilidades
161.4.1 Interdependência nas causas de falhas ao longo dos anos sem o correspondente aprimoramento na prevenção
643.2.1 Escolha de políticas públicas sem um foco claro nas políticas e estratégias de prevenção dos riscos socioambientais da atividade
171.4.2 Monitoramento insuficiente das estruturas como um fator predominante para falhas
653.2.1.1 Diretriz de normas sobre licenciamento ambiental, no Congresso Nacional, com foco predominante em aspectos econômicos.
181.4.3 Prejuízos aos indivíduos, à natureza e às gerações futuras e a possível criminalização do ecocídio
663.2.1.2 Ausência de fomento à criação do Conselho Nacional de Política Mineral como instrumento de governança pública do setor mineral
191.4.4 Prejuízos econômicos como fator determinante ao poder público para a adoção de posicionamento mais efetivo pela prevenção de falhas
673.2.1.3 Necessidade de orientação da Agenda Regulatória da mineração brasileira, com a participação da sociedade
201.4.5 Reconhecimento da existência de lacuna normativa para proteção de pessoas vítimas de desastres em barragens minerárias
683.2.1.4 Proposta de remodelagem normativa ou de diretriz para política pública voltada à prevenção de riscos de barragens minerárias
211.5 A prevenção e controle dos riscos na atividade minerária como orientação constitucional
693.2.2 Falta de robustez na proibição de construção/alteamentos sob o método de montante ou desconhecido em barragens minerárias
221.5.1 Os princípios da precaução e da prevenção como aliados na prevenção de riscos
703.2.2.1 Proibição pelo Estado de Minas Gerais de licenças ambientais para barragens que utilizem o método a montante
231.5.1.1 A relevância do princípio da precaução e os entraves jurídicos à sua aplicabilidade em alguns países, incluído o Brasil
713.2.2.2 Proibição pela ANM de construção/alteamentos a montante em barragens minerárias
241.5.1.2 Exemplos de efeitos processuais decorrentes da interpretação do princípio da precaução que dificultam a sua efetividade
723.2.2.3 Proposta de diretriz normativa visando ampliar a efetividade da proibição de construção/alteamentos a montante
251.5.2 O princípio do poluidor pagador como ferramenta indutora da internalização de custos ambientais
733.2.3 Ausência de gestão de riscos pelos empreendedores de barragens de rejeitos de mineração no Brasil e o controle ineficaz do Estado
261.6 Conclusões parciais
743.2.3.1 Abordagem gerencial inadequada sobre a análise e gestão de riscos pelos principais empreendedores de barragens minerárias no Brasil
272 POLÍTICA DE SEGURANÇA DE BARRAGENS DE REJEITOS DE MINERAÇÃO NO BRASIL
753.2.3.2 Falta de interesse real dos empreendedores na utilização do PAEBM, nos termos da orientação normativa
282.1 Normativos de suporte para a política nacional de segurança de barragens de rejeitos de mineração
763.2.3.3 Inobservância de norma quanto à realização, em 2016, de Auditoria Técnica Extraordinária de Segurança nas barragens a montante
292.1.1 A regulamentação do Código de Mineração após o desastre de Mariana
773.2.3.4 Descumprimento de norma quanto à realização semestral de Auditoria Técnica Extraordinária de Segurança nas barragens a montante
302.1.2 Licenciamento ambiental em barragem de rejeitos de mineração como abordagem normativa
783.2.3.5 Proposta de diretriz visando o estabelecimento ou aprimoramento de gestão de riscos pelos empreendedores de barragens minerárias
312.1.2.1 O licenciamento ambiental no Estado de Minas Gerais ao tempo do desastre de Mariana
793.2.4 Morosidade no estabelecimento, em âmbito nacional, de itens relevantes para redução de riscos de barragens minerárias
322.1.2.2 Revisão normativa do licenciamento ambiental e da gestão de segurança de barragens minerárias, em Minas Gerais, após o desastre de Mariana
803.2.4.1 Estabelecimento de caução ou outras garantias financeiras, em caráter facultativo
332.1.3 A Política Nacional de Segurança de Barragens como ferramenta na prevenção de danos em barragens minerárias
813.2.4.2 Inexistência de regulamentação adequada de penalidades pelo descumprimento da PNSB
342.1.3.1 O Plano de Segurança de Barragem como mecanismo para direcionar as fiscalizações de barragens
823.2.4.3 Proposta de governança pela ANM na implementação de itens relevantes para redução de riscos de barragens minerárias
352.1.3.2 Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens como relevante para dispor à sociedade as condições das barragens
833.2.5 Morosidade do Estado de Minas Gerais na efetivação de itens relevantes da Política Estadual de Segurança de Barragens
362.1.3.3 Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente como meio de suprir o acesso a informações ambientais no suporte à segurança de barragens
843.2.5.1 Ausência de regulamentação da caução para garantia de recuperação socioambiental, em casos de sinistros e de desativação de barragens
372.1.3.4 Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental para fins de pesquisa pública e auxílio à política de segurança
853.2.5.2 Falta de regulamentação das penalidades previstas em face de descumprimento da Pesb
382.1.3.5 O Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais como auxiliar da política de segurança
863.2.5.3 Demora na regulamentação do Plano de Ação de Emergência (PAE)
392.1.3.6 Relatório de Segurança de Barragens como instrumento de melhoria da gestão de segurança pelos órgãos e entidades fiscalizadores
873.2.5.4 Proposta de gerenciamento mais eficaz pelo Estado de Minas Gerais visando à devida implementação de itens relevantes para a PESB
402.1.4 Critérios gerais de classificação de barragens de rejeitos minerários
883.2.6 Gerenciamento inadequado dos riscos financeiros decorrentes de desastres, em desfavor das principais vítimas – as pessoas e o meio ambiente
412.1.4.1 Classificação quanto ao volume do reservatório
893.2.6.1 Importância das narrativas sob a ótica dos afetados por desastres tecnológicos, como do exemplo de Mariana
422.1.4.2 Classificação quanto à Categoria de Risco
903.2.6.2 As cidades do entorno do Complexo Minerário de Germano, antes e depois do desastre de Mariana, e o reflexo sobre as pessoas
432.1.4.3 Classificação quanto ao Dano Potencial Associado
913.2.6.3 A busca de responsabilização dos empreendedores da barragem de Fundão mediante ações judiciais
442.2 Órgãos e entidades com destaque na política nacional de segurança de barragens de rejeitos de mineração
923.2.6.4 O ajuste administrativo e a morosidade na condução das regularizações socioambientais
452.2.1 Órgãos ambientais à luz da Constituição federal e da Lei Complementar nº 140, de 2011
933.2.6.5 Proposta de implementação de normas e procedimentos para uma responsabilização mais ágil em caso de desastres com barragens minerárias
462.2.1.1 Órgão ambiental da União e a limitação de sua atuação em face da LC nº 140, de 2011
943.3 Conclusões parciais
472.2.1.2 Órgãos ambientais estaduais
95CONCLUSÃO GERAL
482.2.2 Agência reguladora da atividade de mineração