
A Revolta que não Houve
Adhemar de Barros e a Articulação contra o Golpe Civil-Militar (1964-66)By Carlos Henrique dos Santos RuizLength6h 40m
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Em 1º de abril de 1964, é derrubado o presidente constitucional da república João Goulart, consolidando o Golpe Civil-Militar, depois de uma Crise de Hegemonia. No entanto, o novo período não foi de tranquilidade política, havendo tanto contestações e tentativas de revolta por grupos de oposição quanto disputas entre os grupos políticos no poder, que ficaram polarizados entre os "moderados" e os "duros" para definir qual seria o projeto hegemônico dirigiria o Bloco Histórico. De início, muitos participantes e apoiadores do golpe acreditavam que os militares logo devolveriam o poder aos civis. Mas com a prorrogação do mandato do General Castelo Branco e a consequente cassação de expoentes históricos civis que apoiaram o golpe, como Juscelino Kubitschek, outras lideranças começaram a perceber que um grupo dos militares procurava se hegemonizar no poder e estava conquistando espaço, com projeto político próprio. O Governador de São Paulo, Adhemar de Barros, entendeu que seria o próximo político a ser cassado. Face à impopularidade do regime devido à crise econômica, ele se alia a vários grupos políticos descontentes distintos, entre os quais a esquerda nacionalista e ligada ao PCB, e a militares descontentes, como o General Amaury Kruel, entre outros, articulando-se com ele à frente de um contragolpe. No entanto a revolta não aconteceu, e Adhemar de Barros teve o mandato de governador cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos, terminando "A Revolta que não Houve".
Audiobook details
GenreHistory
Length6 hrs 40 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMar 18, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
102.3 A CONSOLIDAÇÃO DO PROJETO DOS “DUROS”
2INTRODUÇÃO
112.4 REVOLTAS E CONTESTAÇÕES NO PERÍODO
3CAPÍTULO 1 UM PANORAMA CONFLITUOSO: A CRISE DE HEGEMONIA NO GOVERNO JOÃO GOULART
12CAPÍTULO 3 A CAMINHO DA REVOLTA: A CONSPIRAÇÃO
41.1 OS LIMITES DO GOVERNO PARLAMENTARISTA
133.1 O PLANEJAMENTO POLÍTICO DA REVOLTA
51.2 RETORNO AO PRESIDENCIALISMO E CRISE DE HEGEMONIA
143.2 O PODER MILITAR DA REVOLTA
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61.3 O GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964
153.3 A REVOLTA QUE NÃO HOUVE EM CURSO
7CAPÍTULO 2 A DISPUTA DE PROJETOS HEGEMÔNICOS: MODERADOS X DUROS NO GOVERNO CASTELO BRANCO
163.4 A REVOLTA EM OUTROS ESTADOS
82.1 AS DIFERENÇAS ENTRES “MODERADOS” E “DUROS”
17CONSIDERAÇÕES FINAIS
92.2 A DISPUTA HEGEMÔNICA DURANTE O GOVERNO CASTELO BRANCO