
A Ilusão Americana / Fastos Da Ditadura Militar No Brasil
By Eduardo PradoLength12h 22m
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A ILUSÃO AMERICANA: Nascido e criado num mundo de riqueza, elegância e cultura, o monarquista Eduardo Prado combateu a república instalada em 1889. Seu livro, publicado quatro anos depois, foi o primeiro a ser apreendido pela política republicana em São Paulo. Prado apontava as diferenças abissais entre o Brasil e os Estados Unidos e achava que a república tinha copiado o exemplo americano de uma maneira servil e equivocada. -- E esboça uma teoria do imperialismo americano. Em 5 de dezembro de 1893, a polícia de São Paulo fez a primeira apreensão de um livro censurado desde a proclamação da República, quatro anos antes. A obra se chamava A Ilusão Americana. Seu autor, Eduardo Prado, relataria depois: "O delegado entrou pela oficina e mandou ajuntar todos os exemplares do livro, mandando-os amontoar na carroça. O burro e o delegado levaram o livro para a repartição da polícia". Ameaçado de prisão, Prado fugiu para Paris. Seu texto era considerado subversivo porque criticava o sistema republicano. "As monarquias têm todo o interesse em adiar e evitar a grande crise do proletariado. (...) Na república (...) os homens sabem que, quer encham o seu país de benefícios, quer acumulem erros sobre erros, terão (...) de deixar o poder". A defesa da monarquia era coerente com a história de Prado. Filho de uma tradicional família de cafeicultores paulistas, ele era um dos maiores representantes da elite monárquica brasileira. Culto, requintado, foi amigo do escritor português Eça de Queiroz (1845-1900). Em sua última visita a São Paulo, em 1887, dom Pedro II fez questão de visitar a mãe de Eduardo, Veridiana Prado, em seu palacete, que depois seria ocupado pelo São Paulo Clube, no bairro nobre de Higienópolis. Mas, para além das críticas que irritaram a polícia do marechal Floriano, A Ilusão Americana tinha outro mérito, que só ficou claro com o passar do tempo: o livro de Prado era um dos primeiros panfletos a criticar a política externa americana. "[Em alguns] países sul-americanos, (...) há uma grande prevenção contra a política absorvente, invasora e tirânica da diplomacia norte-americana." E nisso ele se revelaria profético. Cinco anos depois da publicação de seu livro, os Estados Unidos venceriam a guerra contra a Espanha na região do Caribe e estenderiam seu controle sobre a América Central. Mas Eduardo não viveu para ver os americanos assumirem o papel de líderes mundiais. Ele conseguiu voltar a morar em São Paulo em 1900, apenas para morrer de febre amarela, no ano seguinte. Mas seu livro se mantém precursor da linha de pensamento que considera os americanos excessivamente intervencionistas. FASTOS DA DITADURA MILITAR NO BRASIL: Crítica fenomenal do intelectual Eduardo Prado sobre a os ditadores da República Brasileira.
Audiobook details
Rating★★★★ 4.2 (34)
Includes Goodreads, Amazon
GenrePolitics and Government
Length12 hrs 22 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateOct 27, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1INTRODUÇÃO
2I
3milhares de oficiais.
42 William Burke, South American independence, or the
56 Annual register of the year 1819. 1820; pág. 233, London.
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6Poderíamos encher páginas e páginas de extratos de livros, de
77 Von Holst, vol. I, págs. 422-428.
8Vamos ver os muitos fatos em que aquele governo, por seus
98 Wo!sey, Introduction to the Study of International Law, § 74
10O representante americano que tratou das reclamações de
11Da correspondência de Raguet veem-se os contrabandos
12rei absoluto e usurpador de Portugal!
13Secretário de Estado Daniel Webster?
14aliados?
15Os tratadistas de direito internacional dizem que para isso é
16Ora, os confederados estavam nesse caso, e o próprio
1716 Ibidem, 37th Congress; 2d session, vol. IV.
18eloquência pelo historiador americano H. H. Bancroft:
1921 Gronlund, Co-operative Commonwealth. London, 1891. Swan &
20Sonnenschein. Pág. 157.
21desenvolvimento da sociedade colonial; a monarquia mantida
22O grande orador americano Henry Clay falava, uma vez, em
23Eis aí o serviço que os Estados Unidos prestaram ao México
24americano.
25a falência fraudulenta, não da República Argentina, mas dos
2624 Walker on Nicaragua, pág. 6. Cojutepec, 1856.
27“Julgou o governo necessário, como medida de humanidade e de
2826 Von Holst, Constitucional History of the United States, 1856-
2927 Haydn’s, Dictionary of dates, 1889, ibidem.
30história.
3129 Hertslet, A complete collection of treaties, etc., vol. VIII, pág.
32Central, um inimigo.
33No dia 15 de abril de 1856 as provocações americanas
3433 Vide Nueva Granada y los Estados Unidos de America, Final
35Também no Peru se perguntava na imprensa, no congresso, em conversas particulares:
36fim.
37Nessa época de desmoralizações administrativas que chegam
38Nessa guerra havia, de um lado, o pequeno exército chileno
39Singular e estranha personalidade era a deste quase grande
40Imaginará alguém por ventura a república romana nascendo
41Querer justificar a corrupção e o crime quando aparecem, por
42Neste ínterim, numa estação de caminho de ferro, em
43Temos visto que não há país latino-americano que não tenha
44agravou. O comandante da Water Witch quis passar por um
4536 Calvo, Droit internationaI théorique et pratique, § 1.268.
4637 Defensa de los derechos de Venezuela, Caracas, 1878.
47Nesses conflitos, porém, o amor-próprio brasileiro sempre
4838 Washburn, History of Paraguay, 2 vols
49No mês de outubro de 1864, o vapor confederado Flórida e o
50tempestade de aplausos e gargalhadas.”