
Sociedade de autônomos
crítica ao individualismo contemporâneo a partir de Byung-Chul Han e Hannah ArendtBy Bianca DamascenoLength15h 23m
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Este livro é um ensaio de crítica da noção de "autonomia" fabricada pelo sistema hegemônico neoliberal do século XXI no Ocidente. Tal abordagem visa abrir um espaço de análise ôntico-ontológica, a partir das obras de Byung-Chul Han e Hannah Arendt, sobre essa nova modulação de "sociedade de autônomos" que torna cidadãos "empresários de si" e "alienados do mundo". Contudo, trata de mostrar também que é possível resistir ao individualismo niilista pela subversão do próprio "primado da autonomia", reinscrevendo o conceito na compreensão arendtiana de Política. Dessa perspectiva, requalifica-se a singularidade em meio à pluralidade, levando a um cuidado de si que esteja decisivamente tramado no cuidado do mundo. Uma "autonomia político-plural".
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length15 hrs 23 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateSep 28, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
203.1.4 Transposição do eu-desempenho pela FILOSOFIA ZEN
2INTRODUÇÃO
213.2 De Han rumo ao pensamento arendtiano
31 DA GENEALOGIA DA AUTONOMIA À CRISE DA TRADIÇÃO
224 HANNAH ARENDT E A VITA ACTIVA: BASE DE REFLEXÃO DA ‘AUTONOMIA ATUANTE’
41.1 Aspectos genealógicos do conceito ocidental de autonomia
234.1 Vita Activa, rompimento com a tradição e alienação do mundo
51.1.1 Autonomia como ‘práticas de si’ – legado greco-romano
244.1.1 Caracterização da vita activa: labor, fabricação e ação
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61.1.2 Autonomia como ‘dignidade moral’ – legado kantiano
254.1.2 Vita activa X Vita contemplativa na nossa tradição: dicotomia do início ao fim
71.2 Morte de Deus e crise da tradição ocidental: o problema de uma compreensão contemporânea sobre a medida de todas as coisas
264.1.3 Desmundanização do mundo: entre a crise e a ruptura da tradição
81.2.1 Metafísica em chamas
274.2 Eichmann, o anti-autônomo X Sócrates, o grande autônomo
91.2.2 O niilismo como desafio hermenêutico
284.2.1 Eichmann: o adesista-burocrata
102 BYUNG-CHUL HAN E A CRÍTICA DA AUTONOMIA NEOLIBERAL: RESSIGNIFICAÇÃO NIILISTA DA LIBERDADE HUMANA
294.2.2 Sócrates: o filósofo-atuante
112.1 Individualismo niilista neoliberal na concepção de autonomia
305 AUTONOMIA POLÍTICO-PLURAL: UMA ‘MEDIDA DE SI’ POR CAMINHOS ARENDTIANOS
122.1.1 Autonomia niilista neoliberal: do desempenho ao esgotamento por autoexploração
315.1 Reinscrição da noção de autonomia
132.1.2 Autonomia niilista neoliberal: da autoexposição voluntária ao panóptico digital
325.1.1 Da lógica (totalitária) ao pensamento: sobre autoridade
142.1.3 Autonomia niilista neoliberal: do entretenimento ao embotamento da cidadania
335.1.2 Do comportamento à ação: sobre liberdade
153 AUTONOMIA E NEGATIVIDADE EM BYUNG-CHUL HAN: PARA ALÉM DA EMANCIPAÇÃO, DA INDEPENDÊNCIA E DA LIVRE INICIATIVA
345.1.3 Do clichê ao discurso: sobre verdade
163.1 Estratégias de transposição do ‘eu-desempenho’ em Han
355.2 Cuidado de si e cuidado do mundo: a faculdade do juízo como via de articulação entre pensamento, ação e discurso
173.1.1 Transposição do eu-desempenho pelo EROTISMO
365.2.1 Cultivando oásis no deserto
183.1.2 Transposição do eu-desempenho pela IDIOTIA
375.2.2 “Onde quer que vás, serás uma pólis”
193.1.3 Transposição do eu-desempenho pelo próprio CANSAÇO
38CONSIDERAÇÕES FINAIS