
Kant e a história a priori da filosofia
Os artifícios da reflexão e a ideia do tribunal na Crítica da Razão PuraBy Rodrigo Andia AraújoLength11h 54m
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Fruto de uma pesquisa de doutorado realizada na Universidade de São Paulo defendida no ano de 2018, este trabalho possui um caráter exploratório, mas com um aspecto extrovertido e provocativo, na medida que colocamos em relevo em nossa análise a concepção kantiana de história da filosofia. Esta pesquisa tem por objetivo mostrar que a metodologia empregada pela Crítica da razão pura é um método de natureza transcendental que torna a "história da filosofia" um empreendimento relevante para a reflexão do passado. Porque, partindo-se do princípio a priori da razão que legitima a sua natureza arquitetônica, quando atrelada a ideia de uma legislação que tem por fundamento uma metafísica, a história da filosofia, concebida desse modo, pode ser pensada como uma história filosofante da razão. Nossa justificativa para a comprovação dessa hipótese estará pautada na ideia do tribunal da razão como um método para reflexão de uma metafísica que julga o seu passado em função agora da filosofia transcendental. Pois, nessas circunstâncias, se detivermos nossa atenção para o lugar que ocupa o conceito de reflexão transcendental diante do pressuposto que associa o método crítico com a sua atividade legislativa alcançada, veremos que a natureza do sistema arquitetônico da razão justifica essa atividade da reflexão que faz também da história da filosofia um sistema da razão.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length11 hrs 54 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateDec 1, 2020
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
162.3. - KANT E A HISTÓRIA DA METAFÍSICA NO DESPERTAR DA RAZÃO NOS SONHOS DE UM VISIONÁRIO
2APRESENTAÇÃO
172.3.1 - O despertar do “método” na Notícia de 1765
3INTRODUÇÃO
183.2.- O despertar da “razão” nos Sonhos de um Visionário
4I - A HISTÓRIA DA METAFÍSICA E AS PRETENSÕES DA RAZÃO
19CAPÍTULO 3. O VALOR CRÍTICO DA REFLEXÃO E A HISTÓRIA DA FILOSOFIA NO CONTEXTO DO TRIBUNAL DA RAZÃO.
5II - A LITERATURA SECUNDÁRIA E SUAS INTERPRETAÇÕES
203.1. - O FILÓSOFO CRÍTICO COMO PENSADOR AUTÔNOMO
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6III - DAS BASES INTERPRETATIVAS
213.2. - A REFLEXÃO TRANSCENDENTAL E A ANFIBOLIA DOS CONCEITOS
7CAPÍTULO 1 - A HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA ÉPOCA DE KANT E O TRIBUNAL DA RAZÃO NO CONTEXTO DA CRÍTICA DA RAZÃO PURA
223.3. - A MÉTODO DA REFLEXÃO E O CONCEITO DE FILOSOFIA
81.1. - A HISTORIOGRAFIA DA ÉPOCA E OS FUNDAMENTOS DA METODOLOGIA CRÍTICA
233.4. - O MÉTODO CRÍTICO DO FILOSOFAR E A HISTÓRIA A PRIORI DA FILOSOFIA
91.2. - A METODOLOGIA CRÍTICA NA ATIVIDADE DO TRIBUNAL DA RAZÃO
243.5. - A DISCIPLINA COMO COERÇÃO DA RAZÃO ORIENTAR O PENSAMENTO
101.3. - AS DEFINIÇÕES DE “HISTÓRIA” EM KANT
25CAPÍTULO 4. FILOSOFIA E HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA ESTRUTURA ARQUITETÔNICA DA RAZÃO
111.4. - A HISTÓRIA FILOSOFANTE E OS PROGRESSOS DA METAFÍSICA
264.1. - A ELABORAÇÃO CONCEITUAL NO SISTEMA DA RAZÃO
121.5. - O TRIBUNAL DA RAZÃO E O CAMPO DE BATALHA DA METAFÍSICA
274.2. - LEGISLAÇÃO CRÍTICA OU “HEURÍSTICA” DO PENSAR?
13CAPÍTULO 2 - A HISTÓRIA DA FILOSOFIA COMO UMA HISTÓRIA DAILUSÃO NADIALÉTICA TRANSCENDENTAL.
284.3. - A ESTRUTURA DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA E O GOVERNO DA RAZÃO
142.1. - SOBRE A ILUSÃO TRANSCENDENTAL
294.4. - O SISTEMA E A TELEOLOGIA NA IDEIA DE UMA HISTÓRIA DA RAZÃO PURA
152.2. - A METODOLOGIA CRÍTICA DA DIALÉTICA E A METAFÍSICA DE PLATÃO
30CONSIDERAÇÕES FINAIS