
Insubmissas Mulheres Negras
racismo institucional e cotidiano na escrevivência de uma servidora pública negraBy Rosangela Araujo AlmeidaLength12h 7m
About this audiobook
Esta obra apresenta um estudo profundo sobre trajetórias, experiências e memórias coletivas como forma de revelar a realidade crítica da classe trabalhadora negra no Brasil. A partir da história da minha família, migrante nordestina e negra, recupero a ancestralidade e as vivências no sudoeste baiano, trazendo à tona as vozes de trabalhadores rurais invisibilizados, contribuindo para o enfrentamento do apagamento epistêmico da memória negra. A pesquisa articula essas memórias com a formação social brasileira pós-abolição, que, apesar de extinguir formalmente a escravidão, negou cidadania plena à população negra. Por meio das memórias de mulheres negras, evidencia-se o racismo estrutural e institucional que sustenta uma divisão racial marcada por desigualdades históricas. Com base na escrevivência e no racismo cotidiano, revelo minha condição de mulher negra na cidade de São Paulo, conectando-a às vivências de servidoras públicas negras da Prefeitura de São Paulo. As entrevistas constatam o racismo institucional nos espaços de trabalho, expressões do sistema capitalista que exclui, adoece e marca os corpos negros com estigmas e traumas. Este livro é um convite à escuta, ao reconhecimento e à valorização das vozes negras que resistem e constroem memória, identidade e história.
Audiobook details
GenrePsychology
Length12 hrs 7 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateOct 10, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
274 “QUANDO NÓS, MULHERES NEGRAS, EXPERIMENTAMOS A FORÇA TRANSFORMADORA DO AMOR EM NOSSAS VIDAS, ASSUMIMOS ATITUDES CAPAZES DE ALTERAR COMPLETAMENTE AS ESTRUTURAS SOCIAIS EXISTENTES”
2AGRADECIMENTOS
284.1 Apresentação
3LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
294.2 No meio do caminho aparece uma treta: É Racismo Estrutural ou não?
41 INTRODUÇÃO
304.3 Racismo institucional - processos de racialização e branquitude
52 “PRECISAMOS NOS ESFORÇAR PARA ERGUER-NOS ENQUANTO SUBIMOS. EM OUTRAS PALAVRAS, DEVEMOS SUBIR DE MODO A GARANTIR QUE TODAS AS NOSSAS IRMÃS, IRMÃOS, SUBAM CONOSCO”
314.4 Mulheres Negras ingressam no serviço público
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62.1 O processo de colonização e a descoberta da raça
324.5 Ubuntu - nossa coletividade no campo das ações de resistência
72.2 Awon Baba
334.6 Ruim com eles! Pior sem eles
82.3 A viagem e processo de resgate da memória dos antepassados
344.7 As microagressões no cotidiano de trabalho
92.3.1 Tanhaçu
354.7.1 Tempestades e sombras sob as cabeças de servidoras públicas
102.3.2 Laços
364.7.1.1 Isolamento/silenciamento
112.3.3 Tucum
374.7.1.2 Dororidade
122.4 A Família: As Araujos e os Almeidas
384.7.1.3 Estigmatização
132.4.1 Mulheres de Jesus
394.7.1.4 Apagamento / rebaixamento
142.4.2 Rosalina Rosa de Jesus e José Antonio Santana
404.7.1.5 Negro disputa com negro
152.4.3 Conhecendo os Araujos
414.7.1.6 Tratamento diferenciado
162.4.4 Madalena e Miguel
424.7.1.7 Provar que você é competente
172.5 Do terreiro ao asfalto: um caminho sem volta
434.7.1.8 Exclusão
182.6 E os novos baianos chegam na terra da garoa
444.7.1.9 Descrédito
192.7 Os Almeidas e o destino nas mãos das feiras: 2.7.1 Enlance do povo dos Laços
454.7.1.10 Agressividade
203 “QUANDO ESTAMOS CANSADOS, QUE APRENDAMOS A DESCANSAR E NÃO A DESISTIR”
464.7.1.11 Desqualificação
213.1 Apresentação
474.8 O desgaste mental e os efeitos do Racismo Institucional
223.2 Escrevivências de uma infância racializada
484.9 Solidariedade de classe
233.3 Vivências de uma menina negra no espaço educacional
494.10 Ninguém solta a Mão de ninguém - Militância e Resistência
243.4 Sabará Miolo
504.11 Denúncia
253.5 Dinâmicas de poder nas relações afetivas de um casal negro
515 CONCLUSÃO: A ESCREVIVÊNCIA DE NÓS MESMAS
263.6 Escrevivências de uma jovem negra