
Diferentes Olhares sobre a Preservação das Cidades
entre os dissensos e os diálogos dos moradores com o patrimônioBy Maria Cristina Rocha SimãoLength7h 41m
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Esse livro, resultado das investigações desenvolvidas pela autora no decorrer do doutoramento, associadas à extensa experiência profissional, trata das relações estabelecidas entre os moradores e o patrimônio urbano protegido, como apropriam, significam e expressam essas relações, por meio da leitura do cotidiano desses lugares.
Para realizar a pesquisa, foram eleitas duas cidades com o título de Patrimônio da Humanidade e tuteladas pelo Estado na qualidade de casos-referência: Ouro Preto|MG| Brasil e Guimarães|Minho| Portugal. Objetivando desvendar os diálogos e contradições inerentes ao processo de vivência nessas cidades, o trabalho foi estruturado em três linhas: a cidade como patrimônio, o patrimônio institucionalizado e o patrimônio à luz do direito à cidade. Além disso, ancorou-se nas premissas teóricas contemporâneas sobre a preservação, que entendem que o valor do patrimônio está nos significados atribuídos pelos sujeitos, enfatizando a função e o uso no presente.
Para a investigação direta com os moradores, foi traçada uma matriz analítica, possibilitando levantar os dados de forma qualitativa, segundo os valores enunciados: afetivos, documentais, de uso e éticos. A síntese dos dados permitiu a análise da relação dialética da cidade real, ou consentida, e da cidade patrimonializada, os reflexos da institucionalização do patrimônio na vivência dos moradores nesses espaços tutelados e a (des)vinculação do patrimônio do feixe de direitos que compõem o direito à cidade.
Audiobook details
GenreOther
Length7 hrs 41 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateAug 12, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2Nota da autora
3PREFÁCIO
4APRESENTAÇÃO: O uso cotidiano condiciona os olhares dos moradores em relação ao patrimônio?
5CAPÍTULO 1. PREMISSAS PARA INVESTIGAR A APROPRIAÇÃO DO PATRIMÔNIO URBANO: Sobre a matriz analítica para apreensão da apropriação do patrimônio urbano
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6CAPÍTULO 2. CONSTRUÇÃO E (DES)VALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO URBANO
7I. A cidade como patrimônio
8II. O patrimônio institucionalizado
9Da política de proteção do patrimônio no Brasil: Notas sobre a proteção do patrimônio em Portugal
10Sobre gestão urbana e preservação do patrimônio no Brasil
11III. O patrimônio à luz do direito à cidade
12Sobre as relações entre política urbana e política patrimonial
13A patrimonialização e os reflexos na cidade
14CAPÍTULO 3. APROPRIAÇÕES DO PATRIMÔNIO URBANO: VIVÊNCIAS DOS MORADORES EM OURO PRETO E GUIMARÃES
15I. OURO PRETO – MINAS GERAIS – BRASIL
16a. O processo de patrimonialização
17b. A regulamentação urbanística e patrimonial
18c. O cotidiano dos moradores na cidade patrimonializada
19O patrimônio na lente do cotidiano
20As sequelas decorrentes da tutela
21A utilização cotidiana da cidade patrimônio
22As contradições do turismo como atividade econômica
23II. GUIMARÃES – REGIÃO DO MINHO – PORTUGAL
24a. A preservação secular do patrimônio aliada a alterações urbanas
25b. A gestão urbano-patrimonial desde o quartel final do século XX
26c. Leituras do cotidiano na cidade patrimônio
27A para-identidade do vimaranense
28A predominância do bairrismo sobre a patrimonialização
29A cidade sem barreiras
30A perspectiva ou o futuro do turismo
31CAPÍTULO 4. MORADORES E PATRIMÔNIO: DIÁLOGOS E DISSENSOS
32I. A cidade consentida e a cidade patrimonializada
33Dos dissensos106
34Dos diálogos
35II. O patrimônio institucionalizado e a percepção dos moradores
36Da ruptura entre o espaço concebido e o espaço vivido e percebido
37Sobre a (in)visibilidade do espaço não patrimonializado
38III. O patrimônio e o direito à cidade
39Da paisagem urbana nas cidades patrimonializadas
40Do uso cotidiano da cidade
41CONSIDERAÇÕES FINAIS
42APÊNDICES
43I. Lista dos moradores pesquisados e respectivos dados
44II. Lista das instituições pesquisadas e respectivos cargos
45II.1. Ouro Preto
46II.2. Guimarães
47II.3. Entrevistas com outros técnicos