
A Responsabilidade Civil Ambiental e o Estado como Sujeito Reparador
By Carlos Eduardo Silva e SouzaLength15h 7m
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O meio ambiente deve ser compreendido como tudo o que nos circunda. Em qualquer variável que seja (isto é, artificial, natural, do trabalho e cultural), o ambiente deve ser amparado. Assim procede a legislação brasileira e isso pode se perceber também em experiências normativas estrangeiras. Sob a ótica do Direito Internacional, pode-se, inclusive, ratificar a ideia constitucional brasileira de que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito humano fundamental. A relação que o Estado deve possuir com o meio ambiente deve ser intensa. Ao lado dos cidadãos, o ente estatal necessita promover a sua prevenção, uma vez que os danos ambientais possuem, em sua natureza, a característica da irreversibilidade, o que pode revelar consequências negativas para a humanidade. A prevenção é, pois, medida imperativa. Considerando, entretanto, que se vive em uma sociedade de riscos, não se pode afirmar que nenhum abalo ao meio ambiente possa ser evitado. Essa meta, na atualidade, seria utópica. Nesse sentido, é preciso compreender como lidar com os danos ambientais, caso estes sejam constatados. A responsabilidade civil ambiental (inclusive quando direcionada contra o Estado) surge, então, como ferramenta possível para enfrentar a lesão ao meio ambiente, quando os mecanismos de prevenção não forem suficientemente eficazes para que esta seja evitada.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length15 hrs 7 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 28, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Agradecimentos
383.4.2. O dano ambiental e suas características
2Introdução
393.4.3. Classificação do dano ambiental
3CAPÍTULO I: A PROTEÇÃO JURÍDICA DO MEIO AMBIENTE
403.4.4. A quádrupla responsabilização pelas condutas e atividades lesivas ao meio ambiente
4Introdução ao Capítulo
413.4.5. A resposta ao dano ambiental: como repará-lo?
51.1. Compreensão da expressão “meio ambiente”
423.5. O nexo de causalidade na responsabilidade civil ambiental
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61.2. Classificação do meio ambiente
433.6. A conduta causadora do dano ambiental
71.3. A evolução histórico-constitucional da proteção ambiental
443.7. A responsabilidade civil ambiental por causas e concausas
81.4. A tutela do meio ambiente no Direito Internacional
453.8. Excludentes de responsabilidade civil e cláusula de não indenizar em matéria ambiental
91.5. Meio ambiente e direitos humanos: diálogo entre os sistemas internacionais de proteção73
463.9. O princípio da reparação integral na responsabilidade civil ambiental
101.5.1. Expansão, fortalecimento e convergência dos sistemas de proteção internacional dos direitos humanos e do meio ambiente
473.10. O dano extrapatrimonial (ou moral) ambiental
111.5.2. Novas perspectivas, nos planos internacional e nacional, da proteção dos direitos humanos e do meio ambiente
483.11. O específico caso da responsabilidade civil por danos ao meio ambiente do trabalho: a lesão provocada pelo empregador
121.6. Experiências legislativas de alguns países na proteção do meio ambiente e na responsabilidade civil ambiental
493.12. Responsabilidade civil ambiental: uma profilaxia que se impõe na sociedade de risco566
131.6.1. Estados Unidos
50Considerações finais do capítulo
141.6.2. Itália
51CAPÍTULO IV: O ESTADO COMO SUJEITO REPARADOR E A RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL
151.6.3. Argentina
52Introdução ao capítulo
161.6.4. União Europeia
534.1. Responsabilidade civil do Estado ou da Administração Pública?
17Considerações finais do capítulo
544.2. Análise histórica da responsabilidade civil do Estado
18CAPÍTULO II: O ESTADO E OS PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE PROTEÇÃO PREVENTIVA DO MEIO AMBIENTE
554.2.1. Teoria da irresponsabilidade
19Introdução ao capítulo
564.2.2. Teorias civilistas
202.1. A necessária atuação estatal na prevenção de danos ao meio ambiente
574.2.3. Teorias publicistas
212.2. Instrumentos administrativos de proteção ambiental
584.3. A responsabilidade civil do Estado no ordenamento jurídico brasileiro
222.3. Políticas públicas ambientais249
594.3.1. O tratamento histórico-constitucional conferido à responsabilidade civil do Estado na legislação brasileira
232.4. Medidas de urgência na tutela administrativa ambiental: o princípio da precaução como elemento propulsor
604.3.2. Requisitos da responsabilidade civil do Estado
242.5. Instrumentos econômicos de proteção ambiental
614.3.3. Exclusão e atenuação de responsabilidade civil do Estado
252.6. A autorregulação como uma nova perspectiva na proteção ao meio ambiente
624.3.4. O artigo 37, § 6º da Constituição da República Federativa do Brasil, pessoas jurídicas nele descritas e a responsabilidade civil a elas inerentes
26Considerações finais do capítulo
634.4. A responsabilidade civil ambiental do Estado
27CAPÍTULO III: A RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS AO MEIO AMBIENTE
644.4.1. Responsabilidade civil do Estado por danos ambientais por condutas comissivas
28Introdução ao capítulo
654.4.2. Responsabilidade civil do Estado por danos ambientais, provocado por condutas omissivas
293.1. A responsabilidade e suas facetas
664.4.3. Responsabilidade civil por danos ambientais de pessoas jurídicas prestadoras de serviço público. A posição do Estado.
303.2. A responsabilidade civil
674.4.4. (Inexistência de) responsabilidade civil do Estado, por danos ambientais provocados por terceiros, no caso de regular exercício do poder de polícia
313.2.1. Compreensão do instituto e sua evolução histórica
684.4.5. Responsabilidade civil do Estado por danos ao direito de propriedade particular na instituição de instrumentos de promoção ambiental
323.2.2. Classificação da responsabilidade civil
694.4.6. A questão da responsabilidade civil ambiental solidária do Estado
333.2.3. Requisitos para a configuração da responsabilidade civil
704.4.7. Aplicação da teoria do risco integral ou do risco administrativo na responsabilidade civil ambiental do Estado? (In)existência de excludentes do dever de indenizar danos ambientais do Estado.
343.2.4. Excludentes de responsabilidade e a cláusula de não indenizar
714.4.8. A questão da prescrição na responsabilização civil ambiental do Estado
353.3. A responsabilidade civil ambiental no Brasil
724.5. O processo de responsabilização e a necessidade do despertar da cidadania ambiental
363.4. O dano ambiental no ordenamento jurídico brasileiro
73Considerações finais do capítulo
373.4.1. Compreensão sobre o dano ambiental e a sua distinção com relação ao dano ecológico
74Conclusões