
A Implementação Dos Turnos De Seis Horas Nas Emeis De São Paulo E Seus Efeitos Para O Trabalho E Saúde Docente
By Karen Cristina Sobral BockLength4h 49m
About this audiobook
Este livro originou-se de uma pesquisa de mestrado finalizada em 2021 que teve como objetivo trazer à tona a questão do adoecimento docente na Rede Municipal de Educação de São Paulo, em especial nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEI) e analisar as repercussões da escolha feita pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo de ampliar para 6 horas o tempo de permanência diária das crianças sem alterar os turnos de trabalho das professoras, por ocasião da implantação do Ensino Fundamental de nove anos. A autora aponta que a opção da SME-SP por reduzir em um ano a permanência das crianças nessas escolas, simultaneamente ao aumento da carga horária diária na escola sem alterar as jornadas de trabalho das professoras acarretou uma ampliação dos desafios a elas e piora em suas já precárias condições de trabalho, que incluíam salas de 35 crianças de 4 anos aos cuidados de apenas uma professora. Foram especialmente afetadas as professoras do turno intermediário. Essas docentes, que antes da reorganização permaneciam com a mesma turma durante quatro horas, passaram a lecionar para duas turmas diferentes, sendo apenas duas horas com cada turma de até 35 crianças, sem momento de formação e planejamento coletivo com a outra professora da turma. A pesquisa teve como fontes documentos produzidos pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, livros de ponto e de atribuição docente de três EMEIs, entre 2006 e 2013, e entrevistas semiestruturadas com cinco professoras. As análises dos dados têm como aporte teórico a Teoria Crítica da Sociedade, com especial atenção aos conceitos de Racionalidade Tecnológica e Bildung e Halbildung (formação e pseudoformação), desenvolvidos por Herbert Marcuse, Theodor W. Adorno e Max Horkheimer. Durante a pesquisa ficou evidente o esforço da atual gestão municipal e SME-SP em não tornar públicos os dados relacionados ao adoecimento docente. No entanto, houve acesso a um relatório publicado em 2020 pela Fundação Carlos Chagas (FCC), financiado pela SME-SP em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) que revela dados do absenteísmo docente, em que é possível constatar que o adoecimento tem grande impacto no cotidiano das escolas de São Paulo, sendo a principal causa da ausência de professores.
Audiobook details
GenrePsychology
Length4 hrs 49 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateSep 17, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1KAREN CRISTINA SOBRAL BOCK
2AGRADECIMENTOS
3metodologia científica...
41 TRABALHO E SAÚDE DOCENTE, AS EMEIS E O ENSINO FUNDAMENTAL DE
52 ADOECIMENTO E ABSENTEÍSMO DOCENTE NA REDE MUNICIPAL DE
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63 REPERCUSSÕES DA REESTRUTURAÇÃO DAS EMEIS A PARTIR DO ENSINO
7APÊNDICE C – DADOS DAS ENTREVISTAS
8Essa pesquisa está relacionada diretamente à minha atuação na Rede Municipal de
9(e-SIC) de dados detalhados, porém anônimos, acerca das licenças e readaptações de
10funções administrativas e depender de autorizações de instâncias superiores (FUNDAÇÃO
11nas EMEIs.
12possivelmente culminando em despersonalização e adoecimento.
13“Escola de Frankfurt”, Herbert Marcuse, Theodor W. Adorno e Max Horkheimer. Estes
14Adorno (1993), ao explorar os conceitos de formação e pseudoformação, refere-se
15Adorno apresenta uma crítica contundente ao que denominou de pseudocultura, forma
16emancipação da consciência, pré-requisito para a verdadeira prática democrática. Desta
17Ela deveria simultaneamente ser espaço de convivência e aprendizagem social, mas também
18Objetivos
19Foi realizada uma revisão bibliográfica mediante levantamento e análise da legislação
201 TRABALHO E SAÚDE DOCENTE, AS EMEIS E O ENSINO FUNDAMENTAL DE
211.1 O trabalho docente
22estudantes, a sua força de trabalho.
23Na Conferência Internacional de Saúde, realizada em Nova Iorque em 1946, a
24Há ainda pesquisas com foco nas estratégias de resistência ao adoecimento, como
251.3 AS EMEIS DE SÃO PAULO
2615.306,65 (FNDE, 2020), superior inclusive às estimativas relacionadas ao Custo Aluno
27próprio Ministério da Educação (MEC, 2020).
28de atendimento à demanda.
29Complementação de Jornada (CJ) como professoras eventuais, auxiliando as demais
30Professores e Funcionários Municipais de São Paulo (APROFEM), que embora representem
311.4 O EF DE NOVE ANOS
32reestruturação das EMEIs no município de São Paulo.
33de idade.
34para o EF.
35Segundo constata Machado (2016), não houve um eficiente diálogo anterior promovido
36Reuniões Pedagógicas e períodos curtos de planejamento no início de semestre (não
372 ADOECIMENTO E ABSENTEÍSMO DOCENTE NA REDE MUNICIPAL DE
38EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO
39Peruchi (2017), em sua dissertação de mestrado em fonoaudiologia, estuda as condições
40readaptações definitivas de professores que foram readaptados no período, com as seguintes
41READAPTAÇÕES DE DOCENTES POR ANO A ANO: 2016 A 2019
42Total
43explicações no mesmo dia.
44Empresa de Tecnologia de Informação e Comunicação do Município – PRODAM, geraria
45gestões.
46Como aponta Andrade (2005), o estudo relacionado ao absenteísmo ou absentismo
47trabalhos que
48impossibilidade completa, resta redistribuir as crianças, muitas vezes superlotando as demais
49Encontram-se no relatório, quadros de dados anteriormente compilados pelo Centro de
50evidentemente mais significativas entre as professoras no cargo “Professor de Educação