
Length5h 37m
About this audiobook
Apresento ao leitor esta seleção de 100 poemas do meu heterônimo preferido de Fernando Pessoa, o autor de Tabacaria, o maior poema filosófico de todos os tempos. Álvaro de Campos, um dos mais icônicos heterônimos de Fernando Pessoa, é celebrado pela sua intensa expressividade e pelo lirismo profundo, carregado de inquietações existenciais. Seus versos são marcados por um constante questionamento do sentido da vida, da modernidade e da condição humana. Campos, com sua visão cosmopolita e ao mesmo tempo profundamente angustiada, reflete o espírito de uma época em transição, onde o choque entre o progresso e o vazio existencial se faz sentir em cada linha. Espero que, ao percorrer estas páginas, o leitor sinta o mesmo impacto que eu senti ao entrar em contato com a obra deste gênio literário. Que os versos de Álvaro de Campos despertem reflexões profundas e emocionem como só a verdadeira poesia é capaz de fazer.
Audiobook details
GenreLiterary Classics, Biography and Memoir
Length5 hrs 37 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateSep 6, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1100 Poemas de Álvaro de Campos (Heterônimo de Fernando Pessoa)
2Apresentação
3A todo gênio para si mesmo.
4Tabacaria
5Não posso querer ser nada.
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6Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
7Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
8E fico em casa sem camisa.
9E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
10Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
11Talvez fosse feliz.)
12Eu era feliz e ninguém estava morto.
13Com uma dualidade de eu para mim...
14O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
15Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
16Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
17Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
18A minha inteligência limitadora e gelada.
19Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
20Não Estou Pensando em Nada
21Tirar da alma os bocados precisos - nem mais nem menos -
22Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
23Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
24Acordar
25Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo.
26Tenho pela vida um interesse ávido
27Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
28Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
29Começo a Conhecer-me. Não Existo
30Quando Olho para Mim não Me Percebo
31Tenho uma Grande Constipação
32O Sono
33É contudo como todos os sonos.
34Encostei-me
35Esta Velha Angústia
36Mal sei como conduzir-me na vida
37Passagem das Horas
38Tempestades em torno ao Guardaful...
39Consangüinidade com o mistério das coisas, choque
40E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
41Vem, ó noite, e apaga-me, vem e afoga-me em ti.
42Não sei sentir, não sei ser humano, conviver
43Uma cousa vinda diretamente da natureza para mim.
44Tu, rainha, tu, castelã, tu, dona pálida, vem...
45E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo.
46(No mesmo abraço comovido)
47Vivi dentro de todos os crimes
48Rendez-vous a vermelho e negro no fundo-inferno da minha alma!
49Ó parte externa de mim perdida em labirintos de Deus!
50Estalagem, calabouço número qualquer cousa