
A Violência Na Teoria E Na Prática Clínica Da Psicanálise
By Jurandyr Nascimento Silva Jr.Length8h 55m
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O tema desse livro é a violência em sua articulação com o sintoma no contexto contemporâneo. O objetivo de nossa pesquisa foi investigar a relação entre violência e os sintomas na atualidade sob a ótica da psicanálise de orientação lacaniana. Nossa investigação nos permitiu aproximar a violência dos chamados novos sintomas. Buscamos, assim, apoiados nas práticas do dizer e na política do sintoma, em contraposição à política da vitimização, levar um sujeito, agressor ou vítima, a se questionar sobre a violência que o atravessa e torná-la um sintoma analítico, passível de interpretação e como algo que toca o inconsciente. Nossa conclusão foi de que a psicanálise pode levar um sujeito a duvidar da violência como uma passagem ao ato e torna-la um sintoma analítico, como dizer endereçado ao analista e conduzi-lo a uma mudança de posição quanto a sua fantasia e ao gozo.
Audiobook details
GenrePsychology, Children's Literature
Length8 hrs 55 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateFeb 3, 2018
LanguagePortuguese
Table of contents
1A violência na teoria e na prática clínica da psicanálise
22.VIOLÊNCIA E CIVILIZAÇÃO: a dialética entre o
34.4.1 Segregação, violência e o culto ao individualismo
4Partindo da suposição de que a violência seria um excesso
5Da questão principal enunciada mais acima desdobra-se uma
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6dicionários de língua portuguesa: o Novo Aurélio (1985) e o
7Reservadas as controvérsias políticas, ideológicas ou mesmo
8PRADO, 2004). Já no Micro Robert (1971), a violência é tratada
9Apontamos, anteriormente, o fato de a violência não ser um
10Assim, acreditamos ser possível conseguir avançar na
11Começaremos por uma formulação tardia em Freud. Em sua
12Tal hipótese foi recusada por Freud durante muito tempo. Freud
13[moi] imaginário: de fato, o sujeito ao não conseguir se nomear
14noção de agressividade como “tensão correlativa à estrutura
157 Trataremos desse assunto no Capítulo 4 de nosso livro.
16Ante tais desdobramentos é possível perguntar: quem, na
17A lei que estaria na base da constituição simbólica da humanidade
1810 A tradução é nossa.
19(LACAN, 1969-70[1992]). Através da leitura lacaniana dessa
202.1. A violência em todos os tempos
2111 Desenvolveremos essa questão mais adiante.
22Nesse sentido, pensamos ser de interesse levantar a discussão a
23No entanto, para que a palavra subsista, para que os laços sociais
24“conheça-te a ti mesmo” funcionasse como uma estratégia para
25Pois bem, Lacan situa sobre o corpo desse anel o sistema de
26Lacan afirma que a lei, relativa ao significante, se sustenta sobre
27Lacan escreve:
28ponta significante.” (LACAN, 1967-68, p. 80).
2957[1995]). Lacan continua dizendo que os filhos “não o mataram
30mãe, gozo esse considerado em seu duplo sentido: o gozo que a
31Lacan designa, primeiramente, como Nome-do-Pai, no qual se
32compartilhado por todos que os indivíduos se reconhecem entre
33assim escrito por Lacan: $<>a. Nenhuma intersubjetividade
34ao de Moisés, servem para nomear o que há na estrutura, no
351969-70[1992]) que Lacan critica o fato de Freud ter feito de
36esclarece: “o que se transcende por enunciar [...] que isso
37transmite de pai para filho, da ordem da sucessão e, enquanto
38“operação real” (LACAN, 1969-70[1992], p. 121) – engendrada
39pai primevo, Lacan diz nesse seu Seminário:
40fechado, circunscrito, onde o gozo fica contido por esse universal
41Conforme dissemos, o inconsciente é um dado importante na
42penso, penso onde não sou” (LACAN, 1966-67).
4324 Como foi visto no Capítulo 2 desta pesquisa.
44Enfim, o contemporâneo parece ser esse tempo marcado pela
453.2.3. O declínio dos valores
46Freud nos diz que “quando uma tendência instintiva [pulsional]
47Contudo, gostaríamos de assinalar que não iremos apresentar os
48saber, seu caráter trágico.
49Em nossa sociedade contemporânea, a vida não possui mais esse
503.3. O sujeito contemporâneo: um novo sujeito?