
Territorialização dos Alimentos
e os alimentos pelas territorialidadesBy Marina Rocha MoreiraLength7h 12m
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A existência humana esteve sempre ligada ao consumo de alimentos, os quais, além de contemplarem a compleição física e nutricional dos indivíduos, são partes da cultura e inerentes às questões sociais das mais diversas categorias sociais. Entretanto, o modo de produção capitalista que se intensificou com a globalização neoliberal atingiu o mercado contemporâneo, afetando tudo que é produzido e colocado como produto, inclusive os alimentos. Essa obra analisa como a agricultura foi subsumida pelo capitalismo, transformando seus frutos (os alimentos) em regimes alimentares e commodities, que estão a serviço das empresas agrárias. Todo esse processo de territorialização dos alimentos lhes retirou o caráter de direito humano, transformando a acepção de Direito Agrário contemporaneamente à medida que foram sendo construídos impérios alimentares que comandam a produção e comercialização mundial de alimentos em todo o planeta. Os referidos impérios invisibilizam uma multiplicidade de sujeitos do campo, lhes retirando seus modos de produção e os condicionando a produzir à medida das exigências do mercado.
Audiobook details
GenreOther
Length7 hrs 12 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateJun 10, 2022
LanguagePortuguese
Table of contents
1APRESENTAÇÃO
2INTRODUÇÃO
3CAPÍTULO I – O DIREITO ACHADO NO CAMPO
41.1 EMPRESA AGRÁRIA: A PREMISSA DE CONTRAPONTO
51.1.1 Sobre a Empresa Agrária
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61.1.1.1 Atividade econômica organizada
71.1.1.2 Tratamento diferenciado
81.1.1.3 Atividade agrária e a propriedade de terras
91.1.1.4 Nomenclatura da empresa agrária
101.1.2 Empresa agrária como pressuposto do Direito Agrário Contemporâneo ou servindo à lógica do capital?
111.1.2.1 Direito Agrário da Empresa Agrária
121.1.2.2 Sobre o Agronegócio
131.1.2.3. Direito Agrário da Empresa Agrária e Direito do Agronegócio versus apagamento dos sujeitos do campo e de seus modos de reprodução
141.2. O QUE É O DIREITO A PARTIR DA TEORIA CRÍTICA DOS DIREITOS HUMANOS
151.2.1 Contrato social como base única do Estado moderno ou uma teoria clássica de sustentação do retrocesso?
161.2.2 Da Teoria Tradicional Clássica à Teoria Crítica dos Direitos Humanos – um caminho a percorrer
171.2.2.1 Teoria Crítica dos Direitos Humanos
181.2.2.1.1 Crítica ao universalismo da Teoria Tradicional Clássica
191.2.2.1.2 Da construção do direito na Teoria Crítica dos Direitos Humanos
201.3 O DIREITO ACHADO NO CAMPO
21CAPÍTULO II – TERRITORIALIZAÇÃO DOS ALIMENTOS
222.1 DO DIREITO ACHADO NO CAMPO À CONSTRUÇÃO DO DIREITO À ALIMENTAÇÃO: 2.1.1 Construção da alimentação como um direito positivado
232.2 O NEGÓCIO DOS ALIMENTOS
242.2.1 Sobre a globalização e o sistema capitalista
252.2.2 Os regimes alimentares
262.2.3 Os impactos da incidência do capital nas diversas relações
272.3 TERRITORIALIZAÇÃO DOS ALIMENTOS PELOS IMPÉRIOS ALIMENTARES
282.3.1 Da territorialização dos alimentos
292.3.2 Impérios Alimentares
302.4 TRANSFORMAÇÃO DOS ALIMENTOS – DO ELEMENTO CULTURAL À CRISE E À FOME
312.4.1 A crise
322.4.2 A fome
33CAPÍTULO III – OS ALIMENTOS PELAS TERRITORIALIDADES
343.1 “PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES”: OS SUJEITOS COMO PROTAGONISTAS NA CONSTRUÇÃO DO DIREITO
353.1.1 O protagonismo: do conceito de “sujeito” aos sujeitos coletivos de direito
363.1.2 Falando sobre as “flores”: os movimentos sociais na construção dos sujeitos coletivos
373.1.3 Os protagonistas na construção dos direitos
383.2 EMPRESA AGRÁRIA X SUJEITOS COLETIVOS: DE QUEM É O DIREITO ACHADO NO CAMPO?
393.2.1 Sobre a empresa agrária
403.2.2. Sobre sujeitos coletivos de direito
413.3 OS ALIMENTOS PELAS TERRITORIALIDADES
423.3.1 Para compreender as múltiplas territorialidades
433.3.2 Camponês x Agricultor familiar
443.3.3 Direito à alimentação pela lupa das territorialidades
453.3.4 Soberania alimentar
463.4. MOVIMENTO DE MULHERES CAMPONESAS
473.4.1. O campo é lilás
483.4.2 Lugar de mulher é no campo! – Relações de gênero e territorialidade na agricultura
493.4.3 Projeto Popular de Agricultura Camponesa
503.5 O DIREITO À ALIMENTAÇÃO ACHADO NO CAMPO PELAS TERRITORIALIDADES