
Psicologia Jurídica: A Criança, o Adolescente e o Caminho do Cuidado na Justiça - 3ª Ed - 2025
A Trajetória nas Avaliações Psicológicas nas Varas de Família e CriminalBy Glicia Barbosa de Mattos BrazilLength13h 31m
About this audiobook
O livro nasceu da minha inquietude com algumas questões: da invisibilidade com que é tratada a criança e adolescente nos litígios conjugais em varas de família, apesar de o discurso ser o de proteção; do lugar de protagonistas da criança e do adolescente nos processos, e a forma como os operadores entendem isso; do equívoco que é feito sobre escuta de crianças, quando se confunde o direito a ter uma oportunidade de ser escutada com o direito de decidir; do excesso de preocupação com a prova da verdade, acabando por gerar excesso de procedimentos, morosidade e violência contra criança, pois o tempo da infância passa rápido e o tempo da Justiça não percebe isso; da falta de instrumentos inibidores do atuar dos pais disfuncionais nos processos de disputa de guarda, que oprimem os filhos e os obriga a escolher um dos lados; dos abusos psicológicos e morais contra os filhos, que ficam à mercê dos pais que demandam à Justiça, que por sua vez entende que não é papel dela decidir algumas questões, e dá aos pais autoridade para decidirem, sendo que eles não estão aptos a decidir, porque estão raivosos, tristes, inseridos na lógica adversarial. Resultado: filhos partidos ao meio e invisibilizados.
O formato do livro surgiu da ideia de que existe um caminho percorrido na Justiça, tanto por parte dos profissionais, como por parte do jurisdicionado. Esse foi o ponto de partida para que cada capítulo tivesse um tema e o seguinte formato: divagação sobre o tema, caminho percorrido enquanto profissional, diálogo entre minhas ideias e a teoria e caso clínico, que ilustra a experiência da criança ou do adolescente envolvido em processo judicial sobre temas diversos.
A leitura é uma trajetória da criança na Justiça, passando pela escuta, pelas avaliações, vivenciando momentos difíceis em que os pais se tornam vingativos e usam os filhos como objeto de vingança, percorrendo outros caminhos de quando ainda há disputa, mas a disputa não é usando o filho como vingança, mas por querer pertencer à história do filho, como são as ações de paternidade socioafetiva. Tratei também do tema dos falsos abusos, das falsas memórias, pela frequência com que aparecem nos processos judiciais envolvendo crianças e adolescentes, onde vemos diariamente pais e mães órfãos de filhos vivos, porque perderam seus filhos, o tempo do processo os afastou definitivamente. O final do caminho é o resgate: é a tentativa de o Poder Judiciário retomar o vínculo afetivo entre pais e filhos, que foi perdido ao longo do processo judicial. E foi esse o primeiro artigo que escrevi, em 2010, quando tratei da Reconstrução de Vínculos Afetivos pelo Poder Judiciário, porque desde sempre acreditei que o caminho da Justiça é o da reconstrução de laços, é o da cura.
Glicia Barbosa de Mattos Brazil
Audiobook details
GenrePsychology, Politics and Government
Length13 hrs 31 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateApr 25, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
2DEDICATÓRIA
3NOTA DA AUTORA À 2ª EDIÇÃO
4CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO – RESOLUÇÃO 010/2005
5APRESENTAÇÃO
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6PREFÁCIO
7Capítulo 1 ESCUTA DE CRIANÇA E PROVA DA VERDADE JUDICIAL
8Capítulo 2 GUARDA E AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
9Capítulo 3 GUARDA COMPARTILHADA QUANDO OS PAIS NÃO SE FALAM
10Capítulo 4 DEPOIMENTO ESPECIAL E RISCOS: QUANDO E COMO OUVIR?
11Capítulo 1 EFEITO PSICOLÓGICO DE DUAS RESIDÊNCIAS
12Capítulo 2 CONVÍVIO VIRTUAL
13Capítulo 3 PATERNIDADE SOCIOAFETIVA
14Primeiras impressões sobre a nova lei da alienação parental1
15Capítulo 1 SINAIS E SINTOMAS DA ALIENAÇÃO PARENTAL
16Capítulo 2 QUANDO A ALIENAÇÃO VINGA OU NÃO VINGA
17Capítulo 3 QUANDO A ALIENAÇÃO PARENTAL GERA AUTOALIENAÇÃO
18Capítulo 4 FALSAS MEMÓRIAS E ALIENAÇÃO PARENTAL
19Capítulo 5 O CRIME COMPENSA
20Capítulo 1 PAIS TÓXICOS
21Capítulo 2 INVERSÃO DA GUARDA
22Capítulo 3 MANDA QUEM NÃO PODE E OBEDECE QUEM TEM JUÍZO1*
23Capítulo 4 A RECONSTRUÇÃO DOS VÍNCULOS PELO PODER JUDICIÁRIO
24Capítulo 5 SOBRE A RECUSA DA CRIANÇA OU ADOLESCENTE EM CONVIVER
25ANEXOS