
Length19h 42m
About this audiobook
Narrativa épica-dramática e ensaio literário-científico, Os sertões (1902), de Euclides da Cunha, entrelaça explicação científica e denúncia social. Valendo-se de geologia, botânica e etnografia, entre tantos outros saberes, Euclides descreve o "martírio da terra" nas secas devastadoras, a labiríntica paisagem das caatingas espinhentas, a escassez material e a aguerrida existência do sertanejo. Na parte final de seu livro, narra a guerra de Canudos e condena o genocídio perpetuado pelas tropas do exército contra a comunidade religiosa sertaneja. Ao fazê-lo, expõe as fraturas e discrepâncias do Brasil republicano. Sua busca por uma nacionalidade "autêntica" que não fosse resultante de uma "civilização de empréstimo" foi tensionada por contradições. Em Euclides, convivem tanto as crenças cientificistas europeias de sua época baseadas no evolucionismo, na superioridade racial e na marcha inexorável do progresso, quanto seu intenso desejo por uma pátria mais igualitária, moderna, justa e apreciadora das especificidades brasileiras. Fervoroso adepto da causa republicana, Euclides é enviado para Canudos como correspondente de guerra do jornal O Estado de S. Paulo. Chega a Monte Santo, quartel-general das tropas republicanas em 4 de setembro de 1897. Três semanas depois, em 3 de outubro, dois dias antes da derrocada de Canudos, regressa. Republicano idealista, vê sua crença abalada com os atos de barbárie cometidos em Canudos contra uma população desvalida. A saga de Canudos que termina em sangue e fogo foi salva do esquecimento por sua escrita. Texto da exposição: Euclides da Cunha Os sertões - Testemunho e apocalipse Exposição da Biblioteca Nacional - Domínio Público
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Rating★★★★ 4.2 (4.9K)
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GenreOther
Length19 hrs 42 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateDec 6, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1SÉRIE ORIGENS DO LIVRO-REPORTAGEM
2Flutuante, 2022.
3NOTA PRELIMINAR
4A TERRA
5III. O clima. Higrômetros singulares.
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6Preliminares
7Terra ignota
8Em caminho para Monte Santo
9À luz crua dos dias sertanejos aqueles cerros, aspérrimos rebrilham, estontea-
10divagando, serpeantes...
11O clima
12Higrômetros singulares
13As secas
14As caatingas
15estepe nua.
16da natureza tropical um vácuo de deserto.
17Uma categoria geográfica que Hegel não citou
18Ao atravessá-los no estio, crê-se que entram, de molde, naquela primeira subdivi-
19tem um significado superior.
20Imaginem-se os resultados de semelhante processo aplicado, sem variantes, no
21hoje, apelam os nossos sertanejos.
22O martírio secular da terra
23O HOMEM
24muito de um objetivo prefixado.
25mado, só pode surdir de um entrelaçamento consideravelmente complexo.
26dades, que ainda os diversificam.
27de até o Rio Grande, deparam-se condições incomparavelmente superiores:
28...E sua reflexão na história
29dem, no precipitar a evaporação oceânica.
30Não há um tipo antropológico brasileiro.
31Os versos de um contemporâneo, Garcia de Resende, são um documento:
32Gênese dos jagunços
33Os jagunços: colaterais prováveis dos paulistas
34dações jesuíticas, no trato de terras que há pouco demarcamos.
35Um parêntesis irritante
36Uma raça forte
37O sertanejo
38Tipos díspares: o jagunço e o gaúcho
39O vaqueiro
40festações de força e agilidade e longos intervalos de apatia.
41O jagunço
42Servidão inconsciente
43O rodeio permanece por algum tempo deserto...
44Tradições
45A seca é inevitável.
46Religião mestiça
47Caráter variável da religiosidade sertaneja
48A “Pedra Bonita”
49chamariam mais serra de Piquaraçá, mas sim Monte Santo.”
50Os “Serenos”