
O silêncio da morte
as vertentes do silêncio no contexto de UTIBy Priscila Cristina Gomes Drumond SilveiraLength5h 3m
About this audiobook
Na atualidade, prevalece uma cultura pautada no ideal de consumo e bem-estar, onde o reconhecimento social está associado à ideia de sucesso e felicidade. Portanto, não convém ao sujeito falar sobre o seu sofrimento. Logo, se a morte gera sofrimento, ela deve ser silenciada. O interdito da morte ingressou no processo de ensino-aprendizagem dos profissionais de saúde, sobretudo dos médicos. Esta interdição faz parte do processo civilizador moderno e está atrelada às conquistas do iluminismo científico, que criou socialmente a solidão dos moribundos e enlutados. Houve um enfraquecimento dos rituais públicos em torno da morte e, consequentemente, um fortalecimento da medicalização pela ciência. A morte passou a ser medicalizada, por meio de tecnologias, assim como o luto. Contudo, não há como negar a tristeza gerada pela morte de um familiar. Freud entoa a relevância do exame de realidade e o fator tempo. O autor aponta que é justamente entrando em contato com os sentimentos que envolvem a perda de um ente querido que se possibilita a elaboração do luto. Diante disso, o presente trabalho tem o objetivo de problematizar como a morte e o luto são retratados nos dias atuais e nas instituições hospitalares e seu impacto sobre as pessoas que vivenciam uma experiência de perda de um ente querido.
Audiobook details
GenrePsychology
Length5 hrs 3 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateNov 22, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
2INTRODUÇÃO
3CAPÍTULO 1 - O HOMEM DIANTE DA MORTE
41.1 A MORTE E O LUTO EM TEMPOS ANTIGOS
51.2 O TABU DA MORTE
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61.3 A BANALIZAÇÃO DA MORTE
71.4 A MORTE NAS ENTRELINHAS: OS IDEAIS DA CULTURA
81.5 O LUTO NA CONTEMPORANEIDADE
9CAPÍTULO 2 - QUESTÕES SOBRE A MORTE NO CAMPO MÉDICO E HOSPITALAR
102.1 O MÉDICO E A MORTE: 2.1.1 A formação médica
112.2 A MORTE NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI): 2.2.1 Morte Encefálica (ME): a morte que salva vidas
122.3 OS CUIDADOS PALIATIVOS
132.4 OS CUIDADOS PALIATIVOS NA UTI
142.5 QUESTÕES BIOÉTICAS SOBRE A MORTE
15CAPÍTULO 3 - O HOMEM DIANTE DA MORTE
163.1 FREUD E A MORTE
173.2 A MORTE E A PSICANÁLISE
183.2.1 Totem e tabu
193.2.1.1 O tabu e a ambivalência emocional
203.2.1.2 O tabu em relação aos mortos
213.2.1.3 A morte do pai primevo
223.2.2 Reflexões sobre a morte
233.3 A PULSÃO DE MORTE
243.4 SOBRE A ANGÚSTIA
253.5 A TRANSITORIEDADE
263.6 LUTO E MELANCOLIA: 3.6.1 A dor e o luto
27CAPÍTULO 4 - O SILÊNCIO DA MORTE NO CONTEXTO DE UTI: A DOR SILENCIADA E A DOR SILENCIOSA
284.1 AS VERTENTES DO SILÊNCIO NO CONTEXTO DE UTI
294.2. A MORTE POR DETRÁS DAS CORTINAS
304.3 O SILÊNCIO DA DOR
314.4 A DIMENSÃO TRAUMÁTICA NO TABU DA MORTE
324.5 A FUNÇÃO DO PSICANALISTA NA UTI
33CONSIDERAÇÕES FINAIS