
Ninguém quer ser jurado
uma etnografia da participação dos jurados no Tribunal do JúriBy Fábio Ferraz de AlmeidaLength3h 30m
About this audiobook
Qual é a relação entre o Tribunal do Júri e a democracia? Qual é real participação dos jurados nos procedimentos do júri? Este livro oferece uma resposta a estas perguntas a partir de uma pesquisa etnográfica no Tribunal do Júri de Juiz de Fora/MG e de entrevistas com jurados. Enquanto no Direito existe uma escassez de trabalhos empíricos sobre o Júri, nas Ciências Sociais, as pesquisas negligenciam a dimensão prática do trabalho dos funcionários do tribunal, dando ênfase às sessões de julgamento. Analisando a organização do trabalho cotidiano dos funcionários do tribunal e as representações sociais construídas pelos jurados entrevistados, percebe-se que o papel destes nessas rotinas de trabalho é marginal, tanto pelas tarefas desempenhadas, quanto pela forma que se expressam ao longo dos procedimentos do júri. Essas rotinas - dentre as quais se inserem os mecanismos de seleção dos jurados e de votação dos quesitos - são construídas para fazer a instituição funcionar. Entretanto, como as pessoas não estão interessadas em participar, os funcionários têm de empreender esforços ao selecionar os jurados, buscando fazer o júri acontecer. Nesse cenário, surgem os jurados experientes, que ganham a predileção do juiz por se colocarem à disposição do tribunal, mas que pouco se relacionam com a noção de participação popular na justiça, já que utilizam estratégias de legitimação e de construção de identidade, como a criação de uma associação própria.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length3 hrs 30 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 25, 2022
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
21 INTRODUÇÃO
32 METODOLOGIA
42.1 DEFININDO UM OBJETO
52.2 CONSTRUINDO UM PROBLEMA DE PESQUISA
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62.3 A PESQUISA DE CAMPO
72.4 OBSTÁCULOS PRÁTICOS DE PESQUISA
82.5 PENSANDO AS ENTREVISTAS
92.6 REALIZANDO AS ENTREVISTAS
102.7 INTENSIFICANDO A ANÁLISE DOS DADOS
113 O TRABALHO NO TRIBUNAL DO JÚRI
123.1 A ROTINA CONCERTADA NA SECRETARIA
133.2 O LUGAR DIFERENCIADO DOS PROMOTORES E DO DEFENSOR PÚBLICO
144 DA SELEÇÃO À ASSOCIAÇÃO
154.1 SELECIONANDO UM JURADO
164.2 VOTANDO NA SALA SECRETA
174.3 NINGUÉM QUER SER JURADO
184.4 A ASSOCIAÇÃO DOS JURADOS
195 CONSIDERAÇÕES FINAIS
20POSFÁCIO