
Length7h 27m
About this audiobook
Este livro é na verdade a adaptação da minha dissertação de Mestrado em Letras: O EU E A TRIBO: uma leitura da subjetividade no romance Levantado do Chão de José Saramago. Defendi este trabalho na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói-RJ, no ano de 2004. Ele pretende ser um exercício de leitura informada sobre o primeiro romance de Saramago que ali institui sua forma própria de escrever. Creio que dentro deste esforço, desenvolvi uma leitura específica, rompendo com a fortuna crítica diacrônica, e buscando uma abordagem sincrônica que respeitasse alguns interesses já manifestos do próprio autor, como a pintura e a caligrafia. Sendo uma adaptação de uma dissertação acadêmica todos os direitos autorais são reservados, mas desde já está autorizada qualquer reprodução e utilização parcial, desde que citada a fonte
Audiobook details
GenreChildren's Literature, Literary Classics
Length7 hrs 27 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateNov 29, 2012
LanguagePortuguese
Table of contents
1Apresentação e agradecimentos
2Sobretudo, gostaria de expressar também in memorian minha mais
3Sumário
4Prefácio
5Ao final de sua análise, Alcindo Miguel estabelece um paralelo entre o
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6competente poder de análise, ferindo preconceitos, ousando em sua interpretação e
7Alexander Pushkin1
8Saramago conta que ao publicar este romance em Portugal, houve um
9compreender o romance: “Você tem em casa um corredor comprido, não? Pois
10Observemos que Saramago exige de seu leitor um pacto de audiência e
11que de si não sabe conscientemente, colocar ali o seu desejo.
12ser exemplificados arcaicamente pelo camponês sedentário e pelo marinheiro
13Esta descrição coaduna com uma forma que acontece neste Saramago ao
14autodefina, transfira suas intenções de um sistema linguístico para outro, misture a
15realizará este mister convertendo-se simbolicamente de Mau-Tempo em Espada e
16Veremos que o texto romanesco terá seu encerramento muito adiante, sob
172 A abertura como um mapa
1820 SARAMAGO, op.cit., p. 14.
19Assim, a epígrafe, esse capítulo introdutório e sua frase de fechamento
203 Uma resposta para Almeida Garrett
21epígrafe seria: um símbolo – por relacionar logicamente ou homologicamente um
22Assim, teremos uma obra que se dividirá em dois blocos bem distintos
23introdução, de onde se poderá compreender, de um modo panorâmico, o
24Vejamos as palavras de seu personagem Dinis:
25possível perspectiva de superação, poderemos observar que a mesma se encontra
26somente como possibilidade futura àquele Deus que proverá. Deixemo-lo falar:
27A angústia imanente dessa obra de Garrett, sem dúvida, antecipa o
28Nessa obra, Garrett dirá de sua angústia exatamente com o limite humano
29Enquanto narrador, assumirá este lugar reservado por Garrett para um
30Para Saramago, o futuro chegou, é conhecido e comporta cerca de 100
31Saramago disse que não sabia de algo muito importante:
32Temos então uma obscuridade que Garrett se apressa por ir esclarecendo:
33Saramago38 conta que vem de uma família de camponeses pobres, sem
34Transposto como personagem central e viajante, estará esta sua família de origem
3542 SARAMAGO, op.cit., p. 319.
3643 HOMÈRE. Odyssée. Paris: Brodard et Taupin, 1960.
3744 CAMÕES, op. cit.
3848 SARAMAGO, op.cit., p. 58.
39Garrett afirma que suas introspecções exigem uma travessia horizontal
40movimento que no desejo tem origem, comportando um enigma que aparenta ser
41Essa paisagem, que o demiurgo narrador saramaguiano descreve de um
42vezes, por nós, colocado e enfim revelado.
43naturalizada; composta como uma realidade que resulta de uma evolução natural
44um modo que aparentemente se perpetuará pela eternidade:
4554 SARAMAGO, op.cit., p. 12-13.
46uma rica totalidade de determinações e relações diversas, e não com uma
47Saramago também irá pronunciar-se, pois como ele agora já claramente
48transposições históricas que se apresentam circulares, locais e gerais, pessoais e
49Polivalente, Coelho fala de uma ampla e muito precisa explicitação de proposta
5067 COELHO, op.cit., p. 93.