
Jornalismo como antifilosofia e a formação de indivíduos fascistas no golpe de 2016
By Emerson Campos GonçalvesLength7h 36m
About this audiobook
A consolidação das redes sociais on-line tem provocado um constante estado de excitação e otimismo entre usuários da web, profissionais da área (como jornalistas) e, também, no campo acadêmico, onde têm sido defendidas teorias que preveem a transformação do nosso próprio modo de vida a partir de uma "cibersociedade" autorregulada pela "inteligência coletiva". Contudo, na contramão da euforia exacerbada, o que tem se testemunhado nesse espaço ainda é o amplo domínio dos processos semiformativos propagados pela indústria cultural; a multiplicação exponencial de conteúdos rasos que supersaturam nossos sentidos; e a proliferação de discursos de ódio e intolerância, próprios daquelas personalidades que Theodor W. Adorno e seus colaboradores em Berkeley identificaram como potencialmente autoritárias ou fascistas. Partindo da realidade supracitada, num movimento dialético de crítica negativa, esta obra responde como (e em que medida) a supersaturação dos sentidos dos indivíduos associada à antifilosofia promovida pelos mass media contribui para a proliferação de traços da síndrome fascista nas redes sociais on-line. Para isso, retoma a Escala F e analisa a formação de indivíduos fascistas durante o golpe jurídico-midiático-parlamentar de 2016, quando a presidenta Dilma Rousseff foi injustamente afastada do cargo e se tornou alvo do discurso de ódio da extrema-direita.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length7 hrs 36 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJun 20, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1PREFÁCIO À PRIMEIRA EDIÇÃO
262.5. JORNALISMO COMO PRODUTO DA INDÚSTRIA CULTURAL: UMA ANTIFILOSOFIA
2PARTE 1. [INTRODUÇÃO] SOBRE JORNALISMO, GOLPES E MENTIRAS
272.6. “ERA PÓS-MASSIVA” VERSUS SOCIEDADE EXCITADA: EMBATE DE CONCEITOS
31.1. APRESENTAÇÃO DO TEMA: ALGUNS RECORTES, PONTOS E COSTURAS
282.7. SOCIEDADE EXCITADA E NOVOS MOLDES DA INDÚSTRIA CULTURAL
41.2. JUSTIFICATIVA: POR QUE INVESTIGAR EDUCAÇÃO, JORNALISMO E FASCISMO?
29PARTE 3. [MÉTODO]30 ESTUDOS SOBRE A PERSONALIDADE AUTORITÁRIA31
51.2.1 Incipiência de estudos sobre o tema: vestígios para um primeiro diálogo
303.1. IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DOS ESTUDOS CONDUZIDOS EM BERKELEY
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61.2.2. Interesse pessoal e debates dentro do PPGE
313.2. O PROJETO ANTES DO PROJETO: A DIVERGÊNCIA DE ADORNO COM LAZARSFELD
71.3. PROBLEMA E OBJETIVOS: PARÂMETROS PARA ELABORAÇÃO DA TESE
323.3. ESTUDOS SOBRE A PERSONALIDADE AUTORITÁRIA: HIPÓTESES E FUNDAMENTOS
81.3.1. Problema investigado
333.4. O MÉTODO DO GRUPO DE BERKELEY: TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS DE PESQUISA
91.3.2. Objetivos de pesquisa
343.4.1. Convencionalismo (rígida aderência ao convencional e aos valores estabelecidos), adesão aos valores de classe média
101.3.2.1. Geral
353.4.2. Submissão autoritária (submissão acrítica perante a imposição moral de autoridades idealizadas dentro do grupo)
111.3.2.2. Específicos
363.4.3. Agressividade autoritária (tendência a rechaçar/oprimir quem não se comporta de forma convencional)
121.4. TRÊS HIPÓTESES: PRIMEIROS APONTAMENTOS “PROVISÓRIOS” PARA A TESE
373.4.4. Antissubjetividade (anti-intracepção, oposição ao subjetivo, ao imaginativo)
131.5. ESCOLHA EPISTEMOLÓGICA: A TEORIA CRÍTICA DA SOCIEDADE COMO MÉTODO
383.4.5. Superstição e estereotipia (adesão a explicações místicas)
141.5.1. Pesquisa teórica e a empiria no conceito
393.4.6. Poder e “dureza/rigidez” (interpretação de todas as relações a partir da força e do poder)
151.5.2. Corpus: o golpe de 2016 na visão do público de Carta Capital e Veja
403.4.7. Destruição e cinismo (justificação de atos violentos a partir de valores universais)
161.6. ESTRUTURA DO TRABALHO: CINCO PASSOS PARA CONSTRUÇÃO DA TESE
413.4.8. Projeção (transferência de sentimentos reprimidos no id)
17PARTE 2. [TEORIA] JORNALISMO COMO ANTIFILOSOFIA
423.4.9. Obsessão com sexo e sexualidade (vigilância constante do corpo do outro)
182.1. MASS MEDIA E A REGRESSÃO DOS SENTIDOS: A INDÚSTRIA CULTURAL
433.5. CONCLUSÕES DE BERKELEY E PRINCIPAIS CRÍTICAS
192.2. PRINCIPAIS INFLUÊNCIAS PARA O CONCEITO DE INDÚSTRIA CULTURAL
443.6. CATEGORIAS APLICADAS AO ESTUDO NAS REDES SOCIAIS ONLINE
202.3. PRODUTOS SEMIFORMATIVOS DENTRO DA INDÚSTRIA CULTURAL
45PARTE 4. [ANÁLISE] PERSONALIDADES POTENCIALMENTE FASCISTAS ENTRE OS LEITORES DE VEJA E CARTA CAPITAL
212.3.1. Padronização na indústria cultural
464.1. A história do golpe contada pelas revistas Veja e Carta Capital
222.3.2. Sobre a universalização do particular: totalização
474.2. Manifestação de personalidades fascistas nos comentários de Carta Capital
232.3.3. Regressão dos sentidos e sequestro do esquematismo
484.2.1. “Por uma américa conservadora” (convencionalismo)
242.3.4. Em busca de uma definição: a indústria cultural é [...]
494.2.2. “A caçadora de criminosos” (submissão acrítica)
252.4. NOVOS FORMATOS, A MESMA INDÚSTRIA: FILOSOFIA DE FLUSSER E DEBORD
504.2.3. “Mete a borracha neles” (agressividade autoritária)