
Desistir do Próprio Filho: A Violência do Aborto Paterno
Ausência por escolha, abandono afetivo e as marcas de uma paternidade negadaBy Laryssa Gabrielle da Silva FerreiraLength2h 21m
About this audiobook
Desistir do Próprio Filho: A Violência do Aborto Paterno é uma obra contundente, sensível e necessária sobre uma forma de violência ainda invisibilizada: a renúncia consciente do pai à paternidade. A partir do conceito de "aborto paterno", a autora propõe um deslocamento simbólico e social do termo "aborto", para nomear a escolha masculina de abandonar emocional, afetiva e juridicamente um filho, antes ou depois do nascimento. Não se trata de interrupção biológica da vida, mas da interrupção do vínculo, do cuidado e da responsabilidade. Com abordagem interdisciplinar, o livro articula Direito de Família, psicologia, psicanálise, sociologia e políticas públicas para analisar:
•a desistência paterna durante a gestação;
•o abandono afetivo após o nascimento;
•os impactos emocionais e identitários na criança;
•a sobrecarga estrutural da maternidade solo;
•a tolerância cultural e institucional à ausência masculina;
•os limites e possibilidades da responsabilização jurídica do pai ausente.
Mais do que um ensaio teórico, esta obra é também testemunho, denúncia e acolhimento. Ao longo dos capítulos, a autora entrelaça dados, estudos acadêmicos e experiências reais, revelando como o abandono paterno não é um fato isolado, mas um fenômeno estrutural sustentado pelo machismo, pelo silêncio social e pela omissão do Estado. Este livro é um chamado urgente à revisão do conceito de paternidade.
Porque paternidade não é opção.
É presença, compromisso e responsabilidade.
Audiobook details
GenrePsychology
Length2 hrs 21 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMar 12, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2PREFÁCIO
3INTRODUÇÃO
4CAPÍTULO 1 – O QUE É O ABORTO PATERNO?
51.1 Definição Simbólica e Social
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61.2 Diferenças entre: a ausência involuntária e o abandono por escolha
71.3 A invisibilidade do tema na Cultura e no Direito
8CAPÍTULO 2 – A DESISTÊNCIA ANTES DO NASCIMENTO
92.1 Gravidez sem Reconhecimento
102.2 Negação da Paternidade
112.3 Impactos Emocionais para as Gestantes
12CAPÍTULO 3 – A AUSÊNCIA PÓS-NASCIMENTO
133.1 Fugas conscientes após o parto
143.2 “Pais de fim de semana” e o abandono afetivo
153.3 A maternidade solo como consequência estrutural
16CAPÍTULO 4 – AS MARCAS NA CRIANÇA
174.1 Desenvolvimento emocional e identidade
184.2 Sentimento de rejeição e vazio afetivo
194.3 Estudos sobre o abandono paterno na infância
20CAPÍTULO 5 – O PESO SOBRE A MÃE
215.1 Dupla jornada, solidão e sobrecarga
225.2 A romantização da mãe solo: entre a força e a invisibilidade
235.3 Estigmas sociais e ausência de suporte institucional
245.4 A maturidade feminina como imposição social
255.5 O silêncio social diante da paternidade ausente
265.6 Violência simbólica e invisibilização da dor materna
27CAPÍTULO 6 – O SISTEMA JURÍDICO E A RESPONSABILIDADE PATERNA
286.1 O abandono afetivo e a responsabilização no direito
296.2 O dever de cuidado como obrigação jurídica e moral
306.3 Pensão não é presença: limites legais da paternidade
316.4 Lacunas na legislação e jurisprudência brasileira
32CAPÍTULO 7 – POR QUE OS HOMENS DESISTEM?
337.2 Cultura patriarcal e ausência de educação emocional
347.3 O descompasso entre o que se exige das mães e o que se tolera dos pais
35CAPÍTULO 8 – REPARAÇÃO E CAMINHOS POSSÍVEIS
368.1 Reconhecimento, escuta e reconstrução de vínculos
378.2 Ações educativas e políticas públicas
388.3 A importância da responsabilidade emocional masculina
398.4 O retorno do pai “quando quiser”: o direito egoísta da ausência escolhida
408.5 O aborto paterno simbólico: quando o homem renuncia à vida que gerou
418.6 Entre o direito e o abandono: quando o aborto paterno ganha nome
42CAPÍTULO 9 – A INVISIBILIDADE NUMÉRICA
439.1 Crianças sem o nome do pai: o registro da ausência
449.2 Mães solo e o peso da maternidade unilateral
45CAPÍTULO FINAL – O CAPÍTULO QUE A VIDA ESCREVEU
46POSFÁCIO: ENTRE O SILÊNCIO E O RENASCER