
Length3h 16m
About this audiobook
A autora que vos fala nasceu em uma família cuja origem tanto paterna quanto materna são de imigrantes italianos. Sou bisneta de italianos natos, da cidade de Nápoles, uma das principais cidades ao Sul da Itália. Fundada no século VIII a.C. Minha família não tem nenhum registro da chegada de meus ancestrais ao Brasil, tudo o que sabemos a respeito de nossa linhagem é o que ouvimos de minha avó materna, uma pequenina senhorinha que apesar de sua frágil estatura física, após a morte de meu avô que partiu acometido por uma doença chamada tifo, a deixou com duas meninas e cinco meninos, todos menores, além do caçula que era uma criança especial, minha avozinha se mostrou bravamente corajosa na criação dos oito filhos. Ela se trajava como uma perfeita camponesa italiana, apesar de ter nascido no Brasil e jamais ter conhecido a Itália, acredito que tenha carregado os hábitos de seus pais que após sua chegada, assim como a maioria dos imigrantes italianos, conservaram suas tradições e os mesmos hábitos de sua terra natal. Diante de todas as histórias que a ouvia contardurante toda a minha infância, histórias de vários romances, os quais muitos dos casais que se conheceram nas colônias, terminaram por fazer suas juras de amor eterno ajoelhados diante do altar nas pequenas capelas das fazendas,todo esse romantismo italiano fez nascer em mim um carinho especial pela Itália e por sua gente festeira, gente que cativou o nosso país com seu aspecto sadio e aberto de falar alto com gesticulações e e generosas declarações de amizade. Trouxeram-nos suas maravilhas gastronômicas criando em nós o hábito de apreciar uma bela pasta aos domingos. Uma casa italiana é sempre aconchegante e acolhedora, com sua mesa sempre farta, jamais uma visita se retira antes que se sinta saciado com tantas delícias oferecidas. Não posso afirmar que todas as famílias italianas compartilhem desse gentil acolhimento, mas, as casas conhecidas por mim me davam a impressão de eu estar em minha própria casa. Na de minha avó, jamais se preparou uma refeição apenas para a família, sempre havia uma grande quantidade de comida porque fatalmente chegaria mais alguém para compartilhar de sua mesa. São momentos que eu jamais vou me esquecer. Em muitos almoços com minha avó e meus tios maternos, os quais eu sempre estava presente, nos juntávamos a tantos outros parentes e também vários agregados que gostavam de falar todos ao mesmo tempo, como a maioria dos italianos falam em tom elevado, era dificil entender alguma coisa naquele burburinho, quem estivesse de fora até podria imaginar que se tratava de uma bela discussão em família. Nem sempre nossa mesa estava diversificada de pratos, mas, aquelas pessoas amigas e parentes que aos poucos iam se achegando, transformavam um simples almoço de domingo em uma verdadeira festa. Ali se falava de tudo, fofocava-se muito, se ria e por fim se cantava fraguimentos errados de músicas italianas. Infelizmente chega o dia em que tudo se acaba, Deus nos leva as pessoas mais queridas, as quais nos deixam marcas profundas e uma eterna saudade. Hoje, esses almoços já não acontecem mais, não existe mais a casa da vó, apenas em nossa lembrança revivemos todo aquele barulho, risos, cantoria, aquele cheirinho de comida boa que vinha da cozinha, muitos pratos se transando sobre a mesa quando alguém dizia em voz bem alta, vamos comer. Depois de tudo nós tínhamos vontade de chorar ao ver no que havia se transformado a cozinha da casa da vó, a pia parecida de restaurante em dia de caos, mas todos se juntavam para deixa-la como nova, um brinco, como dizia a avozinha. As tradições se perderam no decorrer do tempo e as pessoas, devido ao ritmo de vida urbana, acabaram por se afastarem.
Audiobook details
GenreSelf-Help, Poetry
Length3 hrs 16 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJul 5, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1VERA LÚCIA PEZZOT
2Prólogo
3famílias
4tornaram parte
5A Imigração Italiana no Brasil
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6aproximadamente dez milhões de italianos tenham deixado seu país.
7foram atirados ao mar.
8Por Vera L. Pezzot
9Festa típica italiana
10moça de ouro, obediente, direitinha, trabalhadeira.
11Mal sabiam que era Paolo quem estava chamando e correndo
12fazenda.
13bem?
14Harararara.
15Ao descer, encontrou seu pai que o abraçou novamente.
16Paolo não via a hora que pudesse sair para aproveitar sua
17nome é Paolo, certo? Certo doutor. Harararara
18caneca limpa.
19por Giovana a seu pai Jácomo.
20assim da nossa menina?
21Ao chegarem ao terreiro da fazenda já se ouvia a música
22toda delicadeza, como só mesmo um perfeito cavalheiro o faria.
23não sei o que lhe responder.
24saberia ficar sem você.
25(Autores: Buongiovanni - G. Capurro - 1912)
26ed io le ho chiesto: "Ma quando, ma quando?"
27Sua tradução dizia assim:
28será pago o teu desejo".
29Despediram-se e Giovana foi para casa com seus pais.
30Giovana respondeu.
31Dna. Maria respondeu ironicamente.
32Giovana, que veio cheia de receios cumprimentar seu namorado.
33Giovana disse.
34flor em seus lindos cabelos claros.
35Aquela tarde foi inesquecível, a noite estava chegando e
36Giovana precisava voltar para casa.
37casamento?
38perguntando isso filho, você não fez mal a Giovana, fez?
39Nós vamos juntos com você, senão vai borrar as calças. Hahahahaha
40nós serviremos o jantar.
41Jácomo respondeu. - Não se preocupe, minha veia, ninguém cozinha melhor que
42Carlo, ali presente ao lado de sua esposa Sra. Antonela.
43agradecer a todos pela surpresa.
44Ele concordou enquanto se dirigia ao monte de lenha para
45à senhora, eu vou para minha casa ficar com minha família.
46dele, tentando se proteger.
47lembra daquele dinheirinho que eu estava economizando?
48chorou muito em seus braços.
49acaso esta infeliz vivendo aqui?
50Dna. Maria continuou dizendo.