
Saber Direito - Volume 3
tratado de Filosofia JurídicaBy Rossini CorrêaLength14h 47m
About this audiobook
Trata-se de ensaio jusfilosófico singular que, situado entre os tempos axiais e a transição renascentista, e desta à aurora da pós-modernidade, transforma a experiência jurídica em objeto complexo de reflexão, em seu diálogo necessário com as circunstâncias históricas, econômicas, sociais, políticas e ideológicas. Singular, neste sentido, significa proceder à reconstrução do magistério de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, segundo o qual filosofar é colocar em causa a história da Filosofia. Aqui, analógica e extensivamente, jusfilosofar é repensar a história da Filosofia do Direito, tomando-a pela plural raiz, para transcender e transgredir os positivismos estabelecidos, fechando a janela e instaurando o pensar jurídico na complexidade da cambiante paisagem. A dimensão singular do presente estudo jusfilosófico reside na autonomia mental da sua tessitura, manifestada na decisiva ruptura com a tradição mecânica, ainda vigente, de renúncia à crítica, na Filosofia e de redução ao legalismo, no Direito, submetendo ambos a narrativas desentranhadas dos sistemas multimodais em que interagem, com fundamentos históricos, econômicos, sociais, políticos e ideológicos necessários. Neste sentido, o estudo jusfilosófico em questão, decisivamente, constitui uma Teoria 'Impura' do Direito. Erudição, crítica, análise, compreensão e interpretação, conjugados neste ensaio jusfilosófico, têm por objetivo a formação de uma consciência jurídica transfigurada, comprometida com a mudança do modo de produção e do modo de produzir o Direito, segundo um duplo critério de veracidade: o da promoção da Vida e o da dignificação do Homem. As raízes da Filosofia, os sentidos do Direito, os condicionamentos históricos, as estruturas econômicas, as realidades sociais, os estabelecimentos políticos e as agendas ideológicas, neste livro, conversam entre si, consubstanciando, em sua peculiaridade, uma nova e distinta maneira de realizar a jusfilosofia, ao iluminar criticamente o pensamento dos jusfilósofos, à luz de interpretações originais. O Direito, o Estado, o Poder, a Justiça e a Paz, sem dúvida, constituem eixos temáticos recorrentes, segundo os quais a jusfilosofia e os jusfilósofos foram postos em causa, em diálogos críticos, que precederam a Sócrates e chegaram a Maquiavel, perpassando do berço da civilização à aurora da modernidade. E desta, dissecada pela razão sensível, o itinerário da ciência e da filosofia nos séculos antecedentes e subsequentes à Revolução Francesa terminou por ser revelado, das raízes da modernidade e seus estertores, com pontes levantadas de Thomas Hobbes até Hans Kelsen, nos tempos cambiantes e incertos da pós-modernidade.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length14 hrs 47 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateOct 28, 2020
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2CAPÍTULO XII. QUE REI SOU EU? A FILOSOFIA DO DIREITO DO TALVEZ LIBERAL, CONSERVADOR, REACIONÁRIO, REVOLUCIONÁRIO, SPINOZISTA E CONVERTIDO BARÃO DE MONTESQUIEU
3CAPÍTULO XIII. JEAN-JACQUES ROUSSEAU, CIDADÃO DE GENEBRA, DE VIVÊNCIA FRANCESA E DESTINO UNIVERSAL E AS BANDEIRAS DA LIBERDADE, DA VERDADE E DA POBREZA OU A ARTE DE SER DEMÔNIO, PARA HEGEL E SANTO, PARA MAIAKÓVSKI (pt. 1)
4CAPÍTULO XIII. JEAN-JACQUES ROUSSEAU, CIDADÃO DE GENEBRA, DE VIVÊNCIA FRANCESA E DESTINO UNIVERSAL E AS BANDEIRAS DA LIBERDADE, DA VERDADE E DA POBREZA OU A ARTE DE SER DEMÔNIO, PARA HEGEL E SANTO, PARA MAIAKÓVSKI (pt. 2)
5CAPÍTULO XIV. DO NATURALISMO DA REVOLUÇÃO FRANCESA AO POSITIVISMO DE NAPOLEÃO BONAPARTE, OU DE COMO, DOS SONHOS DOS FILÓSOFOS AO PROTAGONISMO DO IMPERADOR, O PRIMEIRO ESTADO MODERNO FOI ORGANIZADO E O SEU DIREITO FOI CODIFICADO DE MANEIRA CENTRAL E SISTÊMICA (pt. 1)
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6CAPÍTULO XIV. DO NATURALISMO DA REVOLUÇÃO FRANCESA AO POSITIVISMO DE NAPOLEÃO BONAPARTE, OU DE COMO, DOS SONHOS DOS FILÓSOFOS AO PROTAGONISMO DO IMPERADOR, O PRIMEIRO ESTADO MODERNO FOI ORGANIZADO E O SEU DIREITO FOI CODIFICADO DE MANEIRA CENTRAL E SISTÊMICA (pt. 2)
7CAPÍTULO XV. KARL MARX, FRIEDRICH ENGELS E VLADIMIR LÊNINE: A SANTÍSSIMA TRINDADE, O MITO DO FIM DO ESTADO, O DOGMA DE QUE O DIREITO É DE DIREITA, A CRENÇA NA MORTE DA DEMOCRACIA E A FÉ EM QUE A DITADURA ABRE AS PORTAS DO PARAISO (pt. 1)
8CAPÍTULO XV. KARL MARX, FRIEDRICH ENGELS E VLADIMIR LÊNINE: A SANTÍSSIMA TRINDADE, O MITO DO FIM DO ESTADO, O DOGMA DE QUE O DIREITO É DE DIREITA, A CRENÇA NA MORTE DA DEMOCRACIA E A FÉ EM QUE A DITADURA ABRE AS PORTAS DO PARAISO (pt. 2)
9CAPÍTULO XV. MANTENHAM-SE PERFILADOS. O DIREITO NA PIRÂMIDE DE HANS KELSEN: RAZÃO, LÓGICA, ESTADO, NORMA, COAÇÃO E ORDEM NA MECÂNICA JURÍDICA (pt. 1)
10CAPÍTULO XV. MANTENHAM-SE PERFILADOS. O DIREITO NA PIRÂMIDE DE HANS KELSEN: RAZÃO, LÓGICA, ESTADO, NORMA, COAÇÃO E ORDEM NA MECÂNICA JURÍDICA (pt. 2)
11SOBRE O AUTOR