
A Superindústria do Imaginário
Como o capital transformou o olhar em trabalho e se apropriou de tudo que é visívelBy Eugênio BucciLength15h 36m
About this audiobook
A partir da segunda metade do século XX, o capitalismo entrou em acelerada mutação e o corpo da mercadoria perdeu lugar para a imagem da mercadoria, interpelando o sujeito pelo desejo, não mais pela necessidade. O valor de uso deu lugar ao valor de gozo. Assim, os conglomerados monopolistas globais que se ocupam da comunicação, da exploração do olhar e da extração dos dados pessoais – e dos quais as mídias digitais um combustível e uma extensão – se tornaram o centro do capitalismo, a aura mais fulgurante da Superindústria do Imaginário.
Este livro pretende, portanto, explicar a mudança no curso a partir da qual a comunicação desenvolveu sua capacidade particular de fabricar valor em escala superindustrial e passou a dominar nada menos que o centro do capitalismo. Para isso, Eugênio Bucci se vale de um repertório vasto, que vai da sociologia jurídica à linguística, da física à filosofia, da psicanálise à economia política, se inscrevendo, também, no campo dos estudos da comunicação.
Audiobook details
Rating★★★★★ 4.7 (167)
Includes Amazon, Goodreads
GenrePsychology, Business and Economics
Length15 hrs 36 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJun 25, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Apresentação: O Imaginário industrializado
2Primeira parte: A formação do telespaço público
31. A instância da imagem ao vivo
42. Opinião pública, o mito imprescindível
53. Existe razão na comunicação?
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64. As “telepresenças” definem o telespaço público
7Segunda parte: O gerúndio como forma do tempo histórico
85. O lugar que não para no lugar
96. O tempo que não tem tempo
10Terceira parte: Da ideologia à videologia
117. Do ideário ao inconsciente
128. A videologia, ou a imagem como língua
13Quarta parte: A implosão do sujeito
149. Uma agonia exponencial
1510. O fantasma (do capitalismo) ronda a comunicação
16Quinta parte: O valor de gozo na Superindústria
1711. Espetáculo: o capital que se mostra
1812. Estéticas e fruições mercantis
1913. A fabricação do valor de gozo
20Epílogo: Por uma subjetividade sem cifrão
21Agradecimentos
22Coleção Ensaios (pt. 1)
23Coleção Ensaios (pt. 2)
24A invenção de si e do mundo