
Length9h 15m
About this audiobook
Editorial Pode-se admitir que a Educação brasileira assumiu um compromisso includente, com a proposição da sua lei orgânica, em 1996. A LDB/96 reflete uma mudança conceitual sobre a questão da inclusão, fruto dos novos paradigmas engendrados nas Ciências da Educação. No ambiente pedagógico, os novos paradigmas da inclusão já se fazem notar, sobretudo na forma de políticas públicas. Entretanto, no cotidiano escolar, a consecução dos objetivos educacionais para a inclusão ainda é uma realidade distante. Na prática, apesar da sua imensa boa vontade, os professores ainda não estão preparados para lidar com alunos com deficiência, o que implica urgência de debate do tema, nos cursos de formação docente. É importante inserir o aluno com deficiência na escola regular, porque é lá que a diversidade humana se valoriza, fazendo com que a pessoa possa, além de aprender, constituir uma vida social, pautada na solidariedade e na compreensão de que as diferenças são necessárias e podem vir a ser um ponto positivo no desenvolvimento humano, como um agente que revigora as relações sociais e o próprio aprendizado. Considerando que o sujeito se constrói nas suas interações com o meio, a escola é o locus ideal para o desenvolvimento do ser humano, não apenas no que tange ao seu desenvolvimento cognitivo e ao aprendizado, mas sobretudo no que se refere às suas estruturas psíquicas e afetivas. A inserção do aluno com deficiência na escola não favorece apenas o seu desenvolvimento, mas também o desenvolvimento dos demais alunos, que podem aprender a conviver com as diferenças, tornando-se cidadãos mais preparados para a vida social. No ambiente escolar, a interação entre alunos com deficiência e alunos sem deficiência é mediada pelo professor, que pode desenvolver os sentimentos de cooperação e de solidariedade entre todos os atores da comunidade escolar. O professor, assim, terá a oportunidade de analisar a si mesmo e à sua prática, no sentido de percebê-la como um diferencial inclusivo, próprio dos educadores. Seguindo as diretrizes apontadas na Declaração de Salamanca, houve uma mudança no conceito de escola. Antes, a escola era compreendida como um espaço em que a cognição e o aprendizado eram fomentados e desenvolvidos, cabendo aos professores a organização das atividades. Atualmente, a escola é palco de socialização e desenvolvimento integral do ser humano, um espaço dialético, de trocas simbólicas, onde todos se transformam. Esta nova concepção abriga perfeitamente o aluno com deficiência, não somente como alguém que demanda cuidados diferenciados, mas também como alguém capaz de ensinar a convivência com a diversidade. A escola é, pois, um espaço de uma educação integral e para todos, no qual nenhuma criança pode ser privada do direito à Educação de qualidade a ao atendimento às suas necessidades. Assim, é imprescindível que a escola ofereça todos os recursos para a real inclusão do aluno com deficiência, promovendo a conscientização de toda a comunidade escolar sobre o seu potencial transformador. Desejamos, a todos, uma excelente leitura Equipe coordenadora
Audiobook details
GenreEducation and Learning, Children's Literature
Length9 hrs 15 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 6, 2019
LanguagePortuguese
Table of contents
1REVISTA OLHARES DOCENTES – FAEC
2Periodicidade semestral
3SUMÁRIO
441 O psicopedagogo e as intervenções no processo de desenvolvimento de
589 Histórias de vida, memórias e trajetórias de resiliência feminina:
Show all chaptersShow less
6137 Epistemología Convergente e identificación del Trastorno por Déficit de
7Editorial
8REFLEXÕES CONTEMPORÂNEAS SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CAMINHOS JÁ TRILHADOS, CAMINHADAS AINDA EM CONSTRUÇÃO
91 Introdução
10BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, MEC, Brasília, 1996
11BRASIL. Senado Federal. Diretrizes Nacionais para Educação Especial na educação Básica.Mec/SEESP,2001.
12SCHARWARTZAN, J.S. Síndrome de Down.São Paulo: Mackenzine, 1999.
13A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
141 Introdução
152.1 Evasão, repetência e exclusão, de
16Daiane Katharine Filgueira de Almeida*7
171 Introdução
18Para
19INCLUSÃO DE ALUNOS CEGOS NAS ESCOLAS REGULARES
201 Introdução
21REFERÊNCIAS
22Kátia Cilene Santos da Luz*9
231 Introdução
242.1 Educação Especial e inclusiva:
2511 Jornal inglês.
26REFERÊNCIAS
2715 maio
28RESUMO
291 Introdução
30INCLUSÃO DE ALUNOS SURDOS NA ESCOLA REGULAR: ASPECTOS LINGUISTICOS E PEDAGÓGICOS
311 Introdução
32REFERÊNCIAS
33REFLEXÕES ACERCA DA INCLUSÃO DO DEFICIENTE AUDITIVO NAS ESCOLAS DE ENSINO REGULAR
34FONSECA, Vitor. Educação Especial. 2. ed. Porto Alegre: Revista e Aumentada,1995.
35TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) E INDISCIPLINA
361 Introdução
37REFERÊNCIAS
38EPISTEMOLOGÍA CONVERGENTE E IDENTIFICACIÓN DEL TRASTORNO POR DÉFICIT DE ATENCIÓN E HIPERACTIVIDAD
391 Introduccion
40REFERÊNCIAS
41Ronei Oliveira dos Santos*22
421 Introdução
43REFERÊNCIAS
44Distribuído e comercializado por