
O Samba como Signo da Identidade Cultural na Música Popular Brasileira
uma memória institucionalizada a partir dos anos 1930By Camilla Ramos dos SantosLength8h 59m
About this audiobook
O Samba, linguagem musical que representa a Cultura Afro-brasileira, foi inscrito na história como um signo identitário do Brasil, nos anos 1930, mediante um imaginário mítico e uma política economicista. Neste estudo, é analisado o surgimento do Samba na cidade do Rio de Janeiro e a sua incorporação à história da produção cultural do Brasil, assim como a sua inscrição como mercadoria cultural e o imaginário político dos anos 1930. Apesar de representar o Brasil internacionalmente, a Cultura Afro-brasileira só foi incorporada efetivamente como parte da memória e identidade desta nação mediante as políticas afirmativas dos anos 1970. São enfatizados os antagonismos presentes nesse quadro discursivo e as soluções encontradas para combater o racismo. Postula-se uma teoria materialista do discurso, que constitui a sistematização de um nível de existência sócio-histórica e geopolítica, que coteja conceitos que enfatizam a materialidade discursiva inscrita na Música Popular Brasileira nos anos 1930. É realizado um exercício topográfico como um dispositivo de análise descritiva, enfatizando o corpo cognoscente e o fenômeno do assujeitamento ideológico a partir de tecnologias do imaginário na Era do Rádio. Referente a tópos discursivos, a memória foi articulada como um paradigma da cognição, ao tornar-se perceptível e inteligível para a representação da linguagem territorial, a ser compartilhada no complexo da luta entre classes na dinâmica intersubjetiva da metáfora do indivíduo político. A obra Casa-Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, é referenciada como um texto literário que disseminou o mito da democracia racial.
Audiobook details
GenreHistory
Length8 hrs 59 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 27, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
73.1 O ESTABELECIMENTO DA INDÚSTRIA CULTURAL NO BRASIL NOS ANOS 1930 E A INVENÇÃO DE UMA TRADIÇÃO: 3.1.1 A reprodução das condições de produção do Samba como um bem simbólico
21. INTRODUÇÃO
83.2 O IMAGINÁRIO POLÍTICO DOS ANOS 1930 E A INSCRIÇÃO DO SAMBA COMO UMA MERCADORIA CULTURAL: 3.2.1 Crítica à política cultural dos anos 1930
32. TOPOGRAFIA DA CULTURA: UM CONCEITO DESCRITIVO SOBRE A MATERIALIDADE COGNITIVO-DISCURSIVA
94. CASA-GRANDE & SENZALA E A POLÍTICA DISCURSIVA DE GILBERTO FREYRE: A ESCRITA LITERÁRIA DO SOCIÓLOGO QUE DISSEMINOU UM MITO NOS ANOS 1930
42.1 OS PRESSUPOSTOS TEÓRICOS DO DISPOSITIVO DE ANÁLISE TOPOGRÁFICA DA CULTURA: UM CONCEITO DESCRITIVO
104.1 A LITERARIEDADE EM CASA-GRANDE & SENZALA E O MITO DA SOCIOGRAFIA BRASILEIRA
52.2 DESCRIÇÃO DO FENÔMENO DA METÁFORA DO INDIVÍDUO/ENTE POLÍTICO: 2.2.1 A linguagem territorial e a representação das ações e relações sociais no Brasil nos anos 1930
114.2 O ESTILO DA ESCRITA DE GILBERTO FREYRE EM CASA-GRANDE & SENZALA E A LITERATURA FREYREANA: 4.2.1 Aspectos fenomenológicos da política discursiva da sociografia de Gilberto Freyre
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63. A INCORPORAÇÃO DO SAMBA À HISTÓRIA DA PRODUÇÃO CULTURAL DO BRASIL
12CONSIDERAÇÕES FINAIS