
Narrativas de Vida de Antígona (Sófocles), Sor Juana e Olympe de Gouges
a Justiça no divã da Análise do DiscursoBy Adriana do Carmo FigueiredoLength14h 23m
About this audiobook
Este livro é fruto de uma longa trajetória de pesquisas acadêmicas nas áreas de Linguística, Direito e Literatura que resultou na escrita da tese doutoral, premiada no Brasil e no exterior, sobre as narrativas de vida de Antígona (Sófocles) (442 a.C.), Sor Juana Inés de la Cruz (1648-1695) e Olympe de Gouges (1748-1793). Nessa obra, foram analisadas vozes enunciadoras que marcaram as origens do Direito, em sua complexidade que envolve as noções dos Direitos Humanos. O corpus é composto por epístolas, declarações, diálogos e cenas enunciativas das vozes supracitadas. Os referenciais teóricos concentram-se, especialmente, nas abordagens da pesquisadora Ida Lucia Machado sobre narrativas de vida, na Teoria Semiolinguística desenvolvida por Patrick Charaudeau, na Teoria da Ação Comunicativa, conforme propõe Jürgen Habermas, em conceitos que tocam as noções de ethos panfletário, discutidos por Ruth Amossy, e na dimensão do hiperenunciador, como indica Dominique Maingueneau. Para a revisão de literatura das fontes do Direito, a pesquisa buscou traçar um mapeamento do tema, conforme delineado pelas Ciências Jurídicas. Essa cartografia das fontes propiciou uma reflexão inicial acerca das noções de tradição, descontinuidade e ruptura. Como resultado da pesquisa, foi discutido em que medida essas vozes analisadas podem ser compreendidas como precursoras das bases valorativas das fontes do Direito pelos olhares femininos, em suas dimensões enunciativas, históricas e sociológicas.
Audiobook details
GenreOther
Length14 hrs 23 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateApr 7, 2022
LanguagePortuguese
Table of contents
1Agradecimentos
2Introdução
3Capítulo 1 Percurso histórico das fontes do direito: Em busca de novas leituras pelas vias do texto e do discurso
41.1 A teoria das fontes e sua problemática: de onde nasce o Direito?
51.2 Classificações das fontes materiais e formais: notas sobre a herança discursivo-cultural que brota das origens do Direito
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61.3 As fontes do Direito e as noções de tradição e descontinuidade
71.4 As fontes do Direito como espelho das narrativas de vida: novas perspectivas metodológicas para o estudo das Ciências Jurídicas
81.5 Entre o mítico, o vivido e o narrado: as fontes do Direito em diferentes materialidades discursivas
9Capítulo 2 A análise do discurso e a hermenêutica jurídica: O direito e seus possíveis interpretativos
102.1 Por que escolhemos as narrativas de vida para pensarmos as origens do Direito?
112.2 Aproximações entre a Teoria Semiolinguística de Charaudeau e a Teoria Social de Habermas
122.3 O contrato comunicativo de Charaudeau e a ideia de consenso em Habermas
132.4 Das imagens de mundo dentro de uma concepção de justiça aos imaginários sociodiscursivos
14Capítulo 3 Entre o dizer e o dito... O que dizem as narrativas de Antígona?
153.1 Direito e Discurso literário: narrativas da teoria da justiça
163.2 A complexidade da categoria sujeito e sua ética discursiva
173.3 As narrativas de vida em Antígona e seus efeitos discursivos
183.4 Quem é “essa mulher”?... nasce Antígona, desvanece Sófocles
193.5. Por quais direitos clama Antígona?
20Capítulo 4 Narrativas de vida de Sor Juana Inés de la Cruz: O direito da mulher ao conhecimento e à liberdade de expressão
214.1 Breve panorama da trajetória de vida da Fênix do México: a racionalidade como fundamento da “inclinação”
224.2 Sor Juana Inés de la Cruz: uma “transclasse” avant la lettre
234.3 Entre véus e plumas: o espanto como elemento constitutivo do universo trans
244.4 Uma mulher criolla no cativeiro da nação mexicana: as máscaras e seus vestidos
254.5 Por quais direitos clama Sor Juana Inés de la Cruz?
26Capítulo 5 Narrativas de vida de Olympe de Gouges: O Século das Luzes e o direito à cidadania
275.1 A Revolução Francesa e suas contradições: o humanismo condenado à guilhotina
285.2 A menina do Languedoc e as memórias do seu nascimento
295.3 A carta à Rainha e o pot-pourri de imaginários
305.4 O apelo humanitário de Olympe de Gouges e a defesa pela igualdade de direitos
315.5 É pelas urnas que se decide o destino da pátria!
325.6 Entre a vida privada e a esfera pública: a política que brota dos “salões”
335.7 Por quais direitos clama Olympe de Gouges?
34Considerações Finais