
Length6h 47m
About this audiobook
Por mais de dois séculos, os argumentos teístas estiveram à sombra de um veredito que parecia definitivo. Em sua monumental Crítica da Razão Pura, Immanuel Kant decretou o fim da teologia natural, afirmando que a razão humana, ao tentar provar a existência de Deus, estaria perseguindo ilusões. Para muitos, Kant fechou completamente a porta para o conhecimento de Deus através da razão teórica.
Mas e se esse veredito não for definitivo?
Nesta obra de Arthur Santos, as famosas objeções de Kant aos argumentos teístas são reabertas e colocadas sob o microscópio da filosofia analítica da religião. Através de uma investigação rigorosa, o autor demonstra que as barreiras erguidas por Kant podem não ser tão intransponíveis quanto a tradição nos fez acreditar. Utilizando ferramentas lógicas modernas, o livro desmonta peças centrais das objeções de Kant.
O livro "Kant e a Teologia Natural" não é apenas um estudo histórico, mas um exercício de rigor lógico. É um convite para que o leitor revisite um dos debates mais profundos da humanidade com um novo fôlego. Se a razão pura falhou em encontrar Deus, talvez o rigor analítico encontre as brechas necessárias para que a busca continue.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length6 hrs 47 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 29, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1LISTA DE ABREVIATURAS
323.2.1 Objeção 1: a inferência de uma causa a partir do contingente não tem sentido fora do mundo sensível
2APRESENTAÇÃO
333.2.2 Objeção 2: o argumento cosmológico confunde possibilidade lógica com possibilidade transcendental
3PREFÁCIO E AGRADECIMENTOS
343.2.3 Objeção 3: a ilegitimidade de inferir uma primeira causa a partir da impossibilidade de uma série infinita de causas
4INTRODUÇÃO
353.2.4 Objeção 4: há uma falsa autossatisfação da razão quando se completa a série causal com a primeira causa
51 OBJEÇÃO GERAL DE KANT AOS ARGUMENTOS TEÍSTAS
363.2.5 Objeção 5: dependência do argumento cosmológico em relação ao ontológico
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61.1 Os argumentos teístas como uma ilusão metafísica
373.3 Avaliação das objeções de Kant ao argumento cosmológico
71.1.1 Sinteticidade a priori na KrV de Kant
383.3.1 Dependência da Objeção 1 em relação ao sistema crítico de Kant
81.1.2 Rejeição de Kant à metafísica tradicional
393.3.2 Dependência da Objeção 2 em relação ao sistema crítico de Kant
91.1.3 Os argumentos teístas no contexto da Dialética Transcendental
403.3.3 Análise da Objeção 3
101.2 Quadro geral da objeção de Kant aos argumentos teístas
413.3.4 Análise da Objeção 4
111.2.1 Classificação dos argumentos teístas13
423.3.5 Análise da Objeção 5: independência do argumento cosmológico em relação ao ontológico
121.2.2 Crítica de Kant ao argumento ontológico
433.4 Considerações finais sobre as objeções de Kant ao argumento cosmológico
131.2.3 Crítica de Kant ao argumento cosmológico
444 ANÁLISE CRÍTICA DAS CONSIDERAÇÕES DE KANT SOBRE O ARGUMENTO ONTOLÓGICO
141.2.4 Crítica de Kant ao argumento físico-teológico
454.1 O argumento ontológico
151.3 Considerações finais sobre a OKAT
464.1.1 Versões clássicas do argumento ontológico: Anselmo e Descartes
162 ANÁLISE CRÍTICA DAS CONSIDERAÇÕES DE KANT SOBRE O ARGUMENTO FÍSICO-TEOLÓGICO
474.1.2 Versão contemporânea do argumento ontológico: Plantinga
172.1 O argumento físico-teológico
484.2 Objeções de Kant ao argumento ontológico
182.1.1 Versões clássicas do argumento físico-teológico: Aquino e Newton
494.2.1 1° objeção: obscuridade do conceito de um ser absolutamente necessário
192.1.2 Versões contemporâneas do argumento físico-teológico: Craig e Swinburne
504.2.2 2° objeção: impossibilidade de proposições existenciais necessárias
202.2 Objeções de Kant ao argumento físico-teológico
514.2.3 3° objeção: impossibilidade do argumento ontológico a partir da distinção entre analiticidade e sinteticidade
212.2.1 Limitações do argumento físico-teológico
524.2.4 4° objeção: a existência não é um predicado real
222.2.2 Dependência do argumento físico-teológico em relação aos argumentos cosmológico e ontológico
534.3 Avaliação das objeções de Kant ao argumento ontológico
232.3 Avaliação das objeções de Kant ao argumento físico-teológico
544.3.1 Resposta à 1° objeção: a tese de que o conceito de um ser absolutamente necessário é obscuro depende do sistema crítico de Kant
242.3.1 Avaliação das limitações do argumento físico-teológico
554.3.2 Resposta à 2° objeção: é possível haver proposições existenciais necessárias
252.3.2 Independência do argumento físico-teológico em relação aos argumentos cosmológico e ontológico
564.3.3 Resposta à 3° objeção: a distinção entre analiticidade e sinteticidade não demonstra a impossibilidade do argumento ontológico
262.4 Considerações finais sobre as objeções de Kant ao argumento físico-teológico
574.3.1 Resposta à 4° objeção: considerações sobre predicação e existência
273 ANÁLISE CRÍTICA DAS CONSIDERAÇÕES DE KANT SOBRE O ARGUMENTO COSMOLÓGICO
584.4 Considerações finais sobre as objeções de Kant ao argumento ontológico
283.1 O argumento cosmológico
59CONSIDERAÇÕES FINAIS
293.1.1 Versões clássicas do argumento cosmológico: Aquino e Leibniz
60APÊNDICE A - PROVA SEMÂNTICA DO ARGUMENTO OKAT
303.1.2 Versões contemporâneas do argumento cosmológico: Craig e Swinburne
61APÊNDICE B - PROVA SINTÁTICA DO ARGUMENTO OKAT
313.2 Objeções de Kant ao argumento cosmológico