
Length6h 55m
About this audiobook
Por mais de dois séculos, os argumentos teístas estiveram à sombra de um veredito que parecia definitivo. Em sua monumental Crítica da Razão Pura, Immanuel Kant decretou o fim da teologia natural, afirmando que a razão humana, ao tentar provar a existência de Deus, estaria perseguindo ilusões. Para muitos, Kant fechou completamente a porta para o conhecimento de Deus através da razão teórica.
Mas e se esse veredito não for definitivo?
Nesta obra de Arthur Santos, as famosas objeções de Kant aos argumentos teístas são reabertas e colocadas sob o microscópio da filosofia analítica da religião. Através de uma investigação rigorosa, o autor demonstra que as barreiras erguidas por Kant podem não ser tão intransponíveis quanto a tradição nos fez acreditar. Utilizando ferramentas lógicas modernas, o livro desmonta peças centrais das objeções de Kant.
O livro "Kant e a Teologia Natural" não é apenas um estudo histórico, mas um exercício de rigor lógico. É um convite para que o leitor revisite um dos debates mais profundos da humanidade com um novo fôlego. Se a razão pura falhou em encontrar Deus, talvez o rigor analítico encontre as brechas necessárias para que a busca continue.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length6 hrs 55 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 29, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
323.2 Objeções de Kant ao argumento cosmológico
2LISTA DE ABREVIATURAS
333.2.1 Objeção 1: a inferência de uma causa a partir do contingente não tem sentido fora do mundo sensível
3APRESENTAÇÃO
343.2.2 Objeção 2: o argumento cosmológico confunde possibilidade lógica com possibilidade transcendental
4PREFÁCIO E AGRADECIMENTOS
353.2.3 Objeção 3: a ilegitimidade de inferir uma primeira causa a partir da impossibilidade de uma série infinita de causas
5INTRODUÇÃO
363.2.4 Objeção 4: há uma falsa autossatisfação da razão quando se completa a série causal com a primeira causa
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61 OBJEÇÃO GERAL DE KANT AOS ARGUMENTOS TEÍSTAS
373.2.5 Objeção 5: dependência do argumento cosmológico em relação ao ontológico
71.1 Os argumentos teístas como uma ilusão metafísica
383.3 Avaliação das objeções de Kant ao argumento cosmológico
81.1.1 Sinteticidade a priori na KrV de Kant
393.3.1 Dependência da Objeção 1 em relação ao sistema crítico de Kant
91.1.2 Rejeição de Kant à metafísica tradicional
403.3.2 Dependência da Objeção 2 em relação ao sistema crítico de Kant
101.1.3 Os argumentos teístas no contexto da Dialética Transcendental
413.3.3 Análise da Objeção 3
111.2 Quadro geral da objeção de Kant aos argumentos teístas
423.3.4 Análise da Objeção 4
121.2.1 Classificação dos argumentos teístas13
433.3.5 Análise da Objeção 5: independência do argumento cosmológico em relação ao ontológico
131.2.2 Crítica de Kant ao argumento ontológico
443.4 Considerações finais sobre as objeções de Kant ao argumento cosmológico
141.2.3 Crítica de Kant ao argumento cosmológico
454 ANÁLISE CRÍTICA DAS CONSIDERAÇÕES DE KANT SOBRE O ARGUMENTO ONTOLÓGICO
151.2.4 Crítica de Kant ao argumento físico-teológico
464.1 O argumento ontológico
161.3 Considerações finais sobre a OKAT
474.1.1 Versões clássicas do argumento ontológico: Anselmo e Descartes
172 ANÁLISE CRÍTICA DAS CONSIDERAÇÕES DE KANT SOBRE O ARGUMENTO FÍSICO-TEOLÓGICO
484.1.2 Versão contemporânea do argumento ontológico: Plantinga
182.1 O argumento físico-teológico
494.2 Objeções de Kant ao argumento ontológico
192.1.1 Versões clássicas do argumento físico-teológico: Aquino e Newton
504.2.1 1° objeção: obscuridade do conceito de um ser absolutamente necessário
202.1.2 Versões contemporâneas do argumento físico-teológico: Craig e Swinburne
514.2.2 2° objeção: impossibilidade de proposições existenciais necessárias
212.2 Objeções de Kant ao argumento físico-teológico
524.2.3 3° objeção: impossibilidade do argumento ontológico a partir da distinção entre analiticidade e sinteticidade
222.2.1 Limitações do argumento físico-teológico
534.2.4 4° objeção: a existência não é um predicado real
232.2.2 Dependência do argumento físico-teológico em relação aos argumentos cosmológico e ontológico
544.3 Avaliação das objeções de Kant ao argumento ontológico
242.3 Avaliação das objeções de Kant ao argumento físico-teológico
554.3.1 Resposta à 1° objeção: a tese de que o conceito de um ser absolutamente necessário é obscuro depende do sistema crítico de Kant
252.3.1 Avaliação das limitações do argumento físico-teológico
564.3.2 Resposta à 2° objeção: é possível haver proposições existenciais necessárias
262.3.2 Independência do argumento físico-teológico em relação aos argumentos cosmológico e ontológico
574.3.3 Resposta à 3° objeção: a distinção entre analiticidade e sinteticidade não demonstra a impossibilidade do argumento ontológico
272.4 Considerações finais sobre as objeções de Kant ao argumento físico-teológico
584.3.1 Resposta à 4° objeção: considerações sobre predicação e existência
283 ANÁLISE CRÍTICA DAS CONSIDERAÇÕES DE KANT SOBRE O ARGUMENTO COSMOLÓGICO
594.4 Considerações finais sobre as objeções de Kant ao argumento ontológico
293.1 O argumento cosmológico
60CONSIDERAÇÕES FINAIS
303.1.1 Versões clássicas do argumento cosmológico: Aquino e Leibniz
61APÊNDICE A - PROVA SEMÂNTICA DO ARGUMENTO OKAT
313.1.2 Versões contemporâneas do argumento cosmológico: Craig e Swinburne
62APÊNDICE B - PROVA SINTÁTICA DO ARGUMENTO OKAT