
Inocentes & Culpados
repensando o julgamento inquisitorial ibéricoBy Maria Carolina Scudeler SilvaLength4h 54m
About this audiobook
Este livro de Maria Carolina Scudeler Silva é o resultado da sua dissertação de mestrado em História Social pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. A publicação mostra a atualidade do assunto abordado neste trabalho, inserindo novos olhares ao brilhantismo da historiografia clássica.
Criada pelos Estados Ibéricos e apoiada pela Igreja Católica no século XVI para investigar e punir indivíduos que não estivessem agindo de acordo com a moral religiosa, a Inquisição Moderna foi uma instituição que agiu através de denúncias e segredos, forjando heresias e apontando como principal inimigo o cristão-novo. Ao analisar o funcionamento do Tribunal do Santo Ofício, através de documentos inquisitoriais e trabalhos diversos publicados sobre o tema, percebe-se o caráter indispensável que a instituição teve no sentido de restringir as liberdades individuais, em prol de uma ideia de uniformidade baseada numa verdade absoluta – a fé católica. Em um período de tantas transformações como foi o da modernidade, a Inquisição se tornou uma das principais instituições de manutenção do Antigo Regime, assegurando o poder nas mãos do clero e da nobreza.
Audiobook details
GenreHistory
Length4 hrs 54 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateMar 14, 2022
LanguagePortuguese
Table of contents
1PREFÁCIO
17CAPÍTULO 3 O FUNCIONAMENTO DO TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO: O QUE DIZEM AS VOZES OFICIAIS E AS SOLITÁRIAS?
2HOMENAGEM À ANITA NOVINSKY (IN MEMORIAM)
183.1. O MANUAL DOS INQUISIDORES E O REGIMENTO DE 1640: A LEGISLAÇÃO DO SANTO OFÍCIO
3AGRADECIMENTOS
193.1.1. “As ovelhas do rebanho” e suas heresias
4APRESENTAÇÃO
203.1.2. A burocracia e o corpo administrativo do Tribunal do Santo Ofício
5INTRODUÇÃO: BIBLIOGRAFIA E FONTES
213.1.3. O processo padronizado: a busca da culpa
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6CAPÍTULO 1 A INQUISIÇÃO IBÉRICA E COLONIAL
223.2. O EXEMPLO DO MEDO E A PRÁTICA DA TORTURA
71.1. FORMAÇÃO DO TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO: ESPANHA E PORTUGAL
233.3. AS VOZES SOLITÁRIAS: O EXEMPLO DE NOTÍCIAS RECÔNDITAS DO MODO DE PROCEDER DA INQUISIÇÃO COM OS SEUS PRESOS: 3.3.1. “Logo, como dizem se trata naquele tribunal da salvação das almas?”
81.2. A INQUISIÇÃO NA COLÔNIA: DE PORTUGAL AO BRASIL
24CAPÍTULO 4 OS PRISIONEIROS DO TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO: EXEMPLOS DA INTOLERÂNCIA (BRASIL NA PRIMEIRA METADE DE SÉCULO XVIII)
9CAPÍTULO 2 ANÁLISES TEÓRICAS SOBRE A INQUISIÇÃO
254.1. Genealogia: 4.1.1. O labirinto genealógico
102.1. A “VERDADE” NOS PROCESSOS E A REALIDADE DO CRIPTOJUDAÍSMO: ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA E ISRAEL S. REVÁH
264.2. DENÚNCIAS E TORTURA
112.2. A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA REALIDADE: PETER BERGER E PIERRE BOURDIEU
274.3. CRENÇA
122.3. OS CRISTÃOS-NOVOS COMO OUTSIDERS
284.4. CONFISCO DE BENS
132.3.1. Como se constrói a relação estabelecidos-outsiders: o estudo de Norbert Elias
294.5. AUTOS DE FÉ E SENTENÇAS
142.3.2. A família como representação da diferenciação
30CONSIDERAÇÕES FINAIS
152.3.3. Nomia X Anomia
31ANEXOS: GENEALOGIAS
162.4. DA ANÁLISE HISTÓRICA À JUSTIFICATIVA DO JULGAMENTO INQUISITORIAL