
Experiências vividas, naturezas construídas
enchentes no Pantanal (Porto Murtinho – 1970-1990)By Ilsyane do Rocio KmittaLength11h 31m
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A obra traz por objetivo contribuir e abordar problemáticas cada vez mais presentes no campo da História, cujo desafio norteador é apresentado no decorrer do trabalho da pesquisa e levantamento das fontes. Consistindo em construir uma análise, cujo significado das experiências vividas pelos sujeitos e os valores elaborados ou reelaborados levasse à percepção de que as experiências desses sujeitos históricos e sociais se expressam e se acumulam em forma de valores, imagens, crenças e sentimentos acerca de si, da natureza, do espaço em que se inserem na sociedade. Neste caso, pesquisar as enchentes do Pantanal, em Porto Murtinho, visava à criação de um conhecimento sobre o assunto e, subsecutivamente, apresentar características específicas, almejando ultrapassar uma explicação imediatista. A construção do conhecimento foi além do fato, com explicações consistentes, baseadas em referenciais teóricos e na utilização de metodologias apropriadas para a análise do processo componente da pesquisa. As enchentes marcaram profundamente a cidade, alterando o espaço e as relações de sociabilidade da população, no período de 1970 a 1990. Nesse período, as enchentes foram de grandes proporções para a cidade, resultando na construção do dique de contenção das águas e no deslocamento da população.
Audiobook details
GenreHistory
Length11 hrs 31 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateMar 26, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1ÚLTIMO OLHAR
2INTRODUÇÃO
3CAPÍTULO 1 O CICLO DAS ÁGUAS: UM MAR EM XARAIES
41.1 Aspectos históricos e características ambientais da região pantaneira
51.2 As enchentes em Porto Murtinho
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61.3 Homem e natureza no ritmo das águas no Pantanal sul-mato-grossense
71.4 Relação homem e natureza: elos “aparentemente” harmônicos
8CAPÍTULO 2 PORTO MURTINHO: AS ENCHENTES E A URBE
92.1 A cidade nas teias do seu traçado
102.2 Porto Murtinho: sua História e seus encantos no Pantanal de Nabileque
112.3 Nas fábricas de tanino emergem os “marca onças”282
122.4 A singularidade de um espaço urbano no Pantanal
132.5 A cidade e as águas: o Paraguai espraiado tracejando o “mar de xaraies”
14CAPÍTULO 3 AS ÁGUAS E A “CIDADE DE LONA”: EXPERIÊNCIAS DO COTIDIANO NA CADÊNCIA DAS ÁGUAS
153.1 “nesta hora todo mundo é igual, é como no carnaval”404
163.2 “tudo pra nós aqui se torna festa”
173.3 Recomeçar com a cidade, refazer os caminhos
183.4 Muitos deixaram a cidade
193.5 O murtinhense não vive sem o rio
20CAPÍTULO 4 O DIQUE COMO ELEMENTO CONSTITUTIVO E MODIFICADOR DO ESPAÇO URBANO
214.1 “ela se esconde por trás de uma muralha, é uma cidade corajosa e cheia de esperança”557
224.2 “a muralha que a cerca é a sua proteção, sua segurança contra as águas que constantemente avançam em sua direção”598
23CONSIDERAÇÕES FINAIS