
Length3h 59m
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É precisamente sobre o modo de trazer a singularidade à reflexão teórica psicanalítica que Ronaldo Manzi se debruça nas páginas desse livro, através de um esforço bem alinhavado de investigar o sentido do recurso a analogias na elaboração metapsicológica e o estatuto paradigmático que certos casos possuem no interior dessa própria forma discursiva. E é interessante notar que tal projeto se inicie já com uma espécie de apresentação de caso, um peculiar caso clínico-literário, se tal expressão fizer algum sentido: o caso Bartleby. A ideia não é a de tentar conceber a estrutura psicopatológica de um personagem, buscando impor ao relato literário um raciocínio clínico. É o oposto que se passa aqui: trata-se de indagar a racionalidade clínica a partir da singularidade trazida pela narrativa literária. O que há de distintivo nessa singularidade e que a torna absolutamente relevante é o fato de ser uma singularidade qualquer. E esse é o ponto central da contribuição de Manzi à discussão epistemológica sobre o caso clínico em psicanálise, que apresentamos muito esquematicamente acima: há uma irredutibilidade radical do caso que é tomado como exemplar, pois sua força como exemplo decorre justamente não se deixar subsumir completamente nos polos opositivos da particularidade e da universalidade. Ou seja, ali onde certa compreensão epistemológica estaria disposta a colocar o caso como ocorrência particular de uma generalização que se pretende universal, Manzi ressalta, seguindo Agamben, que para a psicanálise um caso só pode ser exemplar em sua singularidade. (Herivelto P. Souza)
Audiobook details
GenrePsychology, Philosophy
Length3 hrs 59 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 10, 2019
LanguagePortuguese
Table of contents
1Exemplos, exceções, metáforas...
2I. Título
3Esse livro é dedicado ao desconcertante.
4munidade que vem, diz:
5afirmação é um exemplo?
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6escolher um exemplo?
7bilíngue). Campinas: Editora da Unicamp, 2012.
8A teoria sobre a festa
9O tédio profundo – uma forma de resistência
10Adendo: A morte em Veneza
11Routledge, 1991.
12questão de sua validade
13Super-eu que a sociedade desenvolve:
14Uso pedagógico/explicativo da metáfora
15Integrando a metáfora à teoria
16(A elegância de encontro entre reais)
17O uso da arqueologia como metáfora
18No prefácio ao caso Dora (Análise fragmentária de uma histeria
19Pompeia serve-nos aqui de guia ao pensamento.
20A construção teórica aqui não abre mão de metáforas.
21táforas:
22gança da esfinge (1988):
23Em Moisés e o monoteísmo: três ensaios (1939 [1934-1938]), le-
24(A ceia)
25Excurso: A máquina de escrever de Freud
26Isso é válido cientificamente?
27MEZAN, Renato. A vingança da esfinge – Ensaios de psicanálise. São