
Estética Da Ausência Em Vidas Secas
By Augusto Vasconcelos NetoLength8h 23m
About this audiobook
Este livro mergulha na fascinante análise fílmica de Vidas Secas (1963), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, uma obra que marcou o cinema brasileiro com sua sensibilidade e profundidade estética. Situado no cruzamento entre os estudos de mídia e cultura, este trabalho investiga como a adaptação do romance homônimo de Graciliano Ramos transpôs os códigos verbais da literatura para os códigos visuais e sonoros do cinema. A premissa central é que a obra cinematográfica e a literária compartilham elementos, temas, figurações e soluções estruturais, mantendo uma correspondência que vai além da superfície. Ao longo da análise, ficou evidente uma forte equivalência temática e ideológica entre as duas formas de expressão, acompanhada por semelhanças em suas estruturas e estilos narrativos. Para aprofundar essa reflexão, a análise foi dividida em três grandes eixos: os aspectos fílmicos, os elementos audiovisuais e os proxêmicos (relações espaciais e interações entre os personagens e o ambiente). A partir do instrumental teórico da semiótica francesa, especialmente as contribuições de Algirdas Julien Greimas, ampliadas por Anna Maria Balogh e Nícia Ribas D'Avila, foram identificados os pontos de convergência e divergência entre o filme e o livro.
Audiobook details
GenreBiography and Memoir, Philosophy
Length8 hrs 23 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateJan 19, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1ESTÉTICA DA AUSÊNCIA EM VIDAS SECAS ADAPTAÇÃO PARA CINEMA DE OBRA LITERÁRIA
2Prefácio
3Sumário
4INTRODUÇÃO
5(DISCURSO DE RECEPÇÃO AO ACADÊMICO
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6Foram usadas considerações teóricas diversas.
7Julien Greimas sobre semiótica narrativa
8CAPÍTULO I
9O cineasta Nélson Pereira dos Santos que
101.1. 1. Influências ideológicas e estéticas:
11Santos precisou passar por uma experiência ímpar
12Nélson rumou, juntamente com sua equipe, ao sertão da
13A experiência malograda da primeira tentativa de
14andar de matuto marrento.
15de-bois. A câmera o acompanha numa panorâmica. O
16A mãe responde que “é um lugar ruim demais”. “Ruim
17Sinhá Vitória e os meninos se escondem enquanto Fabiano
18Cabo (1959) de Mário Carneiro e Arruanda (1960) de Luis
19Sabemos tratar-se de uma benzeção, mas essa
20Artaud. Parece que as palavras atrapalham Fabiano. A
21Acreditamos que o problema de Fabiano seja
22Antônio Vieira e pelo escrivão Pero Vaz de Caminha, está
23Não cremos que Nélson Pereira dos Santos tenha
24Conclui-se que os
251968 pareciam subversivos e extremos
26CAPÍTULO IV
27Essa hierarquia dos desvios pauta-se pelo grau de
28característica de narrativa de virtualização (fato da família
29Aqui definimos os termos confusos que muitas vezes
30CAPÍTULO V
315.2. A montagem de Vidas Secas
32Orson Welles, diretor de Cidadão Kane (EUA, 1940), usou
33Pereira dos Santos tinha consciência de que a câmera era
34Pereira dos Santos adaptasse esta realidade estética ao
35Esse “poder de resumo ainda mais requintado pelo
36Na seqüência Mudança, Nelson Pereira dos Santos usou
3714 planos retratam Fabiano e outro
38CAPÍTULO VI
39Balogh segue dizendo que é possível perceber duas
4013 Nós, como viemos fazendo, os grafaremos por completo.
41Cândido e Cintra está presente nas cenas de abertura e
42D’Ávila diferencia dois tipos de figurais: o figural-1
43Percebe-se que a organização dos tracemas na
44Ambas são muito anguladas, mas de novo, as
45Uma reflexão maior sobre o figurativo da trouxa de
46Percebe-se que as cromemas aqui extraídos diluem
47Encontra-se neste cartaz uma síntese. Fabiano e
48Vidas Secas
49A moviola, palavra que vêm de movie (“filme” em
507.1. A proxêmica