
Da Máquina Do Tempo Para O Projetor De Cinema:
By Vitor Machado PortoLength2h 32m
About this audiobook
Esta monografia consiste em um estudo comparativo entre duas obras absolutamente distintas e, além disso, produzidas em contextos temporais, sociais e culturais completamente díspares: o livro The time machine, escrito por H. G. Wells e publicado na Inglaterra em 1895, e o filme Cloud atlas, dirigido por Lana Wachowski, Tom Tywer e Andy Wachowski e lançado nos Estados Unidos em dezembro de 2012. Uma vez que são inúmeras as diferenças que permeariam possíveis comparações entre obras literárias e fílmicas, pois são artes que contemplam signos diferentes, este trabalho apresenta similaridades entre The time machine e Cloud atlas. Atravessando as linguagens verbais e imagéticas, aqui entendidas como textos capazes de materializar discursos, nos debruçamos sobre a análise do imaterial, da ideologia, do discursivo que, enfim, encontra-se inerente a qualquer texto. Além disso, apontamos a maneira pela qual as diversas narrativas orais, escritas e imagéticas podem se relacionar. Nesse sentido, analisamos os discursos comuns a The time machine e Cloud atlas. O primeiro discurso aponta para a existência de duas categorias fundamentais em quaisquer agupamentos sociais, a dos dominantes e a dos dominados. No segundo discurso, de percepção mais sutil que o primeiro, observamos a possibilidade de viagens através do tempo e espaço. Nesse sentido, desvelamos o papel da narrativa e da ciência na possibilidade de viajar no tempo e espaço. Finalmente, apontamos o projetor cinematográfico como uma máquina tecnológica, fruto da ciência, capaz de realizar viagens no tempo e espaço de forma semelhante à realizada pela máquina do tempo, em The time machine.
Audiobook details
GenrePsychology, Literary Classics
Length2 hrs 32 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 21, 2015
LanguagePortuguese
Table of contents
1UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
2Uma vez que são inúmeras as diferenças que permeariam possíveis comparações entre
3ABSTRACT
41 INTRODUÇÃO
5Literatura e Cinema, da Universidade Federal do Maranhão, ministradas pela Profª Drª
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6Como todo trabalho acadêmico, esta monografia é uma grande
72 UM UNIVERSO NARRATIVO (INTER)CONECTADO
8Desta feita, pode-se afirmar que a vida, aqui entendida como vida
9sua história, o homem revive suas experiências, sejam elas reais, imaginárias ou
10O ato de contar uma história, revelando experiências e emoções, não se
11Assim, histórias, ou melhor, narrativas, são contadas, inclusive, por
12a esmo pelas ruas de qualquer grande metrópole.
13aspirações de determinados povos em contextos específicos.
14intransferível uma sonata de Beethoven (...).” Ainda discorrendo acerca da
15som.
16como meio de narrativas de conteúdos ficcionais, esquece-se Massaud Moisés de
17Toda imagem, toda palavra e todo som contextualizados, veiculados ou
18Terra Sem Mal, local em que eles, transmutados em homens-deuses, seriam capazes
19humano e, consequentemente, seu extermínio por Deus, poupando apenas Noé e sua
203 PRESSUPOSTOS DE ANÁLISE DO DISCURSO
21Tais considerações se fazem necessárias em função da imensa gama de
22Teorizando acerca da legibilidade de um texto, Eni Orlandi chega às
23considerações valem para textos orais, sonoros e imagéticos.
24Assim entendida, não há discurso sem sujeito e sem ideologia. Além
25há dois processos fundamentais na linguagem (ORLANDI, 1983): o polissêmico e o
26Essa duas forças trabalham continuamente toda formulação discursiva.
27polissemia se assenta na base de toda produção cultural, pois representam as
28Vivemos, entretanto, uma nova era na história da humanidade. Como
29Assim, defende Umberto Eco que, desde o século XIX, alguns
30São duas narrativas que trabalham o universo da imagem em domínios
315 THE TIME MACHINE
32Abre-se assim, cada vez mais espaço para que as verdades norteadoras
33Natural a sobrevivência da espécie mais forte.
34biologicamente (The war of the worlds).
35estranhos desenvolvimentos da humanidade, que maravilhosos avanços em relação à
36Além disso, o Viajante desaponta-se com a belíssima arquitetura que se
37desprivilegiados, sejam quais forem as nomenclaturas adotadas para fazê-lo. Ricos e
386 CLOUD ATLAS
39Chegamos, portanto, ao ponto ideal para discorrer acerca de Cloud
40No próximo salto temporal, na São Francisco de 1973, a jornalista Luisa
41proprietário da usina nuclear.
42programada para realizar todo dia as mesmas tarefas, sem manifestar qualquer
43imersa na pobreza.
44Como se vê, são seis histórias completamente distintas, que se passam
457 O DISCURSO DE DOMINAÇÃO EM THE TIME MACHINE E CLOUD
46Uma vez que dominar é exercer poder, há múltiplas formas de domínio
47diversas relações entre os sujeitos, múltiplas e variadas possibilidades de exercício de
48Em Cloud atlas, todas as narrativas apresentam o mesmo discurso: a
49Assim, todas as narrativas, tanto de The time machine quanto de Cloud
50que