Coisas Que Escrevi Enquanto Sentia

Coisas Que Escrevi Enquanto Sentia

By Cindy Lima
Michael Caine
Listen with Sir Michael Caine™ and 1,000+ voices
Length48m

About this audiobook

Este livro é feito de poesia, de sentimentos que muitos já viveram: amor, dor, saudade, recomeço. São textos curtos, sinceros e intensos, escritos para quem já sentiu demais e precisou aprender a se acolher. Leitura leve, mas profunda — para quem gosta de se encontrar nas entrelinhas. Que estas palavras te façam companhia.

Audiobook details

GenrePoetry, Literary Classics
Length48 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 23, 2025
LanguagePortuguese

Table of contents

1Coisas que escrevi 11
2Dedicatória
3Coisas minhas e do mar
4Te proíbo de voltar
5Teto não é casa
Show all chapters
6Ficar pra quê?
7Porque não gosto de flores
8Chove em mim
9Frio não é só temperatura: Você não me conquistou
10Eu bebo
11Pra mim
12Já te escrevi em tudo: No guardanapo, no bloco de notas, Nas entrelinhas de todo poema triste.
13Te escrevi quando doeu, Quando ainda doía, E até quando pensei que não doía mais.
14Te escrevi por raiva, Por saudade, Por costume.
15Você virou verso, Vírgula, E até silêncio em poesia.
16Mas hoje, Me sentei pra escrever diferente. Não pra lembrar de você, Mas pra lembrar de mim.
17Hoje, Eu me escrevi. Me amei em letra cursiva. Me abracei em cada linha.
18Porque de ti muito escrevi. Mas essa poesia, Dedico pra mim.
19Se por ventura fores amor
20Se por ventura fores amor, Rogo-te: sê inteiro. Não me venhas em metades, Nem em promessas esculpidas no ar.
21Venha com a alma descalça E o peito disposto. Pois já vi rostos belos Com intenções deveras sombrias.
22Faze morada onde houver silêncio, Mas não temas as palavras. Dize o que sentes, Mesmo que o temor habite tua voz.
23Não me prendas, Mas sê presença. Não me jures eternidades, Mas permanece enquanto for sincero.
24E se o tempo, por descuido ou destino, Levar-te de mim, Que saibas: Não foste vão.
25Foste verso, Foste suspiro, Foste daqueles que, mesmo findos, Permanecem eternos No papel.
26Linha fina
27Cansei de costurar errado.
28No começo, Eu só queria parar de doer. Passava a agulha por cima, Sem capricho, Sem cuidado, Só pra não me desfazer de vez.
29Deixei parte de mim puída, Remendo torto, Linha frouxa.
30E me acostumei a andar assim: Costurada às pressas, Por mim mesma, Com medo de desmontar na frente dos outros.
31Mas um dia, Olhei pro que sobrou E decidi fazer direito.
32Aprendi ponto firme, Fio forte, Costura que segura, Mas não aperta.
33Aprendi a usar linha que combina comigo, A remendar com beleza E sem vergonha. A vestir a minha história, Com cada cicatriz à mostra.
34Hoje, quem me abraça Sente a textura. Porque não escondo mais os rasgos — Eu os honro.
35E se perguntarem, Eu digo:
36Não é roupa nova. É alma costurada Com mãos que aprenderam A se amar primeiro.
37Hoje
38Girassóis em mim
39Ela voltou
40Hoje visitei o mar
41Um amor que valha o verso
42Chegou uma carta
43Eu perdoei
44Todo mundo precisa de poesia
45Ainda te encontro
46Me vestir de céu
47Se fores lembrança, sê leve
48Entre saudades e primaveras
49À noite, há mar
50A lua viu primeiro

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