
A Trança Fala-Leitura-Escrita
um dispositivo na clínica de linguagem com afásicosBy Sabrina Pereira dos SantosLength3h 41m
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O foco da reflexão encaminhada neste livro é a Clínica de Linguagem com afásicos ou, mais especificamente, a proposição de que o cruzamento das modalidades oral e escrita da linguagem seja tomado como dispositivo de mudança da condição sintomática do paciente (FONSECA, 2002; MARCOLINO, 2004; GUADAGNOLI, 2007; ARANTES e FONSECA, 2011). É no interior desta perspectiva que Santos faz render a indicação de Cordeiro (2019) de que a escrita autobiográfica seja também implementada como suporte para o atravessamento do luto em causa na afasia.
Nessa perspectiva, Santos implica, além de um cérebro ferido e a consequente perturbação na linguagem (oral, escrita, gestual), também um drama subjetivo. Isso porque o afásico é um sujeito que sofre por efeito de uma perda de posição para sustentar-se como falante na língua constituída. Este drama, instaurado subitamente pela manifestação linguística sintomática, abala um ideal de si como falante, ao mesmo tempo em que esgarça o seu laço com os outros falantes (FONSECA, 1995, 2002): isolamento e marginalização social concorrem para aprofundar a dor que envolve a "perda de vez e voz" na linguagem (FONSECA, LIER-DEVITTO e LANDI, 2007; FONSECA, LIER-DEVITTO e OLIVEIRA, 2015).
Suzana Carielo da Fonseca
Audiobook details
GenreOther
Length3 hrs 41 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 23, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Agradecimentos
152.3 Algumas palavras sobre a relação fala-leitura-escrita: à luz dos relatos autobiográficos
2Prefácio
162.3.1. A originalidade de uma reflexão sobre fala-escrita
3Introdução
172.3.2. Comentários finais
4A. Século XIX: Figuras proeminentes, convergências e divergências
18CAPÍTULO 3 – FALA-LEITURA-ESCRITA NA CLÍNICA DE LINGUAGEM COM AFÁSICOS
5B. Século XX: A plasticidade cerebral e hierárquica do funcionamento
193.1. Clínica de Linguagem: fundamentos: 3.1.1. Clínica de Linguagem com afásicos: desdobramentos
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6CAPÍTULO 1 – O DIÁRIO: UMA HISTÓRIA AUTOBIOGRÁFICA
20CAPÍTULO 4 – A RELAÇÃO FALA-LEITURA-ESCRITA NA CLÍNICA DE LINGUAGEM
71.1 Resumo de uma história
214.1. Desdobramento da relação fala-leitura-escrita em casos clínicos
81.2. O caso Zasetsky: primeiras observações clínicas
224.1.1. Luciana Scotti: um caso clínico, uma saída subjetivante
91.3. A relação de Zasetsky com a leitura: impasse
234.1.2. Senhora P.: fala difícil, posição assujeitada perante o outro
101.4. Escrita: momento decisivo
244.1.3. Mirela: o impacto do dilema do luto
111.5. “Meu mundo não tem lembranças”
254.2. Fala-leitura-escrita: um dispositivo clínico
12CAPÍTULO 2 – A ESCRITA DO DIÁRIO: ESCRITOS AUTOBIOGRÁFICOS E CASOS CLÍNICOS
26Considerações Finais
132.1. Considerações sobre o “caso clínico”
27Referências Prefácio e posfácio
142.2.Uma reflexão sobre “relato autobiográfico”: o afásico diante da nostalgia do passado
28Posfácio