
A Trajetória de uma construção patrimonial
um museu para a tradição doceira de PelotasBy Noris Mara Pacheco Martins LealLength7h 8m
About this audiobook
Entre tantas outras coisas, espera-se de um historiador que seja capaz de pensar os problemas do presente com os instrumentos de seu ofício. Entre tantas outras coisas, espera-se de um trabalhador de museu que perceba que falar de museu é falar de poder. Pensar sobre isso, problematizar as escolhas, evidenciar os desenvolvimentos que levam um museu a consagrar (pelo tempo que for) tal ou qual narrativa é um imperativo para quem trabalha em museu.
O que Noris Leal faz neste livro é articular estes dois elementos da sua formação ? a história e o museu ? de um modo que, certamente, ressoará por muito tempo na trajetória do Museu do Doce da UFPel e que evidencia a intencionalidade e o trabalho mobilizados para a instalação do Museu do Doce na Casa do Conselheiro. Além disso, a autora mostra ? e o faz com a qualidade de "saber falar, no mesmo tom, aos doutos e aos estudantes", nas palavras de Marc Bloch ? como, neste processo, foram articulados patrimônio material e imaterial da cidade. O primeiro, representado no imóvel tombado, parte de um conjunto de bens integrados, mostra um modo de vida das famílias ligadas à produção de charque no século XIX na cidade; o segundo, representado pela tradição doceira que, naquele momento, ainda, não tinha registro como patrimônio imaterial brasileiro. Desfrutemos dessa leitura!
Profa. Dra Carla Rodrigues Gastaud
Audiobook details
GenreHistory
Length7 hrs 8 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateOct 15, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
204.2 O Futuro para os doces: A FENADOCE
21. Introdução
214.2.1 O Registro de Indicação de Procedência
32. Políticas de Patrimônio e de Museus
224.2.2 O Doce como Patrimônio Cultural
42.1 Políticas de Patrimônio
235. Um Museu para o Patrimônio Imaterial
52.1.1 A Carta de Pelotas e um novo panorama para a preservação local
245.1 Uma casa para o Museu
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62.1.2 O Programa Monumenta, uma nova perspectiva de preservação
255.1.1 A edificação
72.1.3 O Patrimônio Imaterial, uma nova concepção de patrimônio
265.1.2 Os usos da casa
82.2. A Política de Museus no Brasil: 2.2.1 A Política de Museus no RS
275.1.3 O Processo de tombamento
93. O Doce no Sul do Sul
285.1.4 As ações de salvamento da Casa do Conselheiro
103.1 Os Portugueses e o açúcar
295.2 Uma família que representa uma tradição
113.2 A introdução dos Doces no Brasil
305.2.1 Os Antunes Maciel em Pelotas
123.3 A ocupação do território
315.2.2 Os Castro Moreira
133.4 O Doce no Sul: os primeiros tempos
325.2.3 A união de Francisco e Francisca
143.5 O doce no apogeu das charqueadas
335.3 Um Museu na Casa do Conselheiro
154. A Construção de Uma Tradição
345.3.1 A ideia inicial
164.1 Doce Pré-Fenadoce
355.3.2 A organização do Museu
174.1.1 O Doce Pelotense e a Literatura
366. Considerações Finais
184.1.2 As receitas de doce chegam às livrarias
37Apêndice
194.1.3 A Formação e a organização da profissão
38Anexos