
A Teoria consensual da verdade de Jürgen Habermas
By Sérgio Murilo RodriguesLength5h 21m
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O que é a verdade? Sem essa resposta não saberíamos distinguir o certo do errado, o real da ilusão. Não seríamos capazes de avaliar nossas ações e nossos conhecimentos. Se tudo tem o mesmo valor, então nada tem valor. Esta pesquisa pretende mostrar, através de uma análise reconstrutiva da teoria consensual da verdade de Jürgen Habermas, a possibilidade de se sustentar, na atualidade, uma pretensão de universalidade e de racionalidade para as questões de verdade e justiça. Habermas faz uma abordagem pragmático-linguística da verdade. Essa abordagem põe em destaque a função dialógica e comunicativa da linguagem. Ela permite perceber que, sempre que um sujeito afirma algo, ele levanta uma pretensão de verdade para a sua afirmação. Trata-se de um pressuposto implícito à estrutura da comunicação em geral. Normalmente, na interação social, essa pretensão de verdade é aceita ingenuamente a partir de um determinado consenso de base. Mas essa pretensão pode ser problematizada, a qualquer momento, de forma radical. Nesse caso, a pretensão de verdade é tornada hipotética. Os interlocutores devem entrar em um discurso teórico, a fim de justificar argumentativamente a pretensão de verdade ou, então, negá-la. Os participantes do discurso almejam obter um consenso racionalmente motivado; um consenso obtido graças exclusivamente à força do melhor argumento.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length5 hrs 21 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateNov 21, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
15I.4.1 Verdade e Objetividade
2INTRODUÇÃO
16I.4.2 Conclusão parcial sobre a verdade
3CAPÍTULO I: DELIMITAÇÕES PRÉVIAS À TEORIA CONSENSUAL DA VERDADE DE HABERMAS
17CAPÍTULO II: CONSENSO E RACIONALIDADE
4I.1 QUAL É O “LUGAR” DE UMA INVESTIGAÇÃO DA VERDADE?
18II.1 O CONSENSO
5I.1.1 O que é um ato de fala?
19II.2 RACIONALIDADE E PRETENSÕES DE VALIDEZ
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6a) A dupla estrutura de um ato de fala
20II.2.1 Veracidade
7b) A força ilocucionária
21II.2.2 Compreensibilidade
8c) Algumas distinções acerca dos atos de fala
22II.2.3 Verdade e Correção
9d) Ação comunicativa e concepção pragmática da verdade
23II.3 A CORREÇÃO COMO PRETENSÃO DISCURSIVA DE VALIDEZ
10I.2 ACERCA DE QUE PODEMOS DIZER QUE SEJA VERDADEIRO OU FALSO?
24CAPÍTULO III: A LÓGICA DO DISCURSO
11I.3 UMA TEORIA DA VERDADE É NECESSÁRIA?
25III.1 DUAS OBJEÇÕES
12I.3.1 Ação comunicativa versus discurso
26III.2 A LÓGICA DO DISCURSO
13I.3.2 O discurso é uma situação ideal?
27III.3 A SITUAÇÃO IDEAL DE FALA: III.3.1 O postulado da veracidade e o discurso terapêutico
14I.4 COMO SE RELACIONAM OS FATOS QUE ASSEVERAMOS COM OS OBJETOS DE NOSSA EXPERIÊNCIA?
28CONCLUSÃO