
Teorias do Abandono na Educação Superior
Fundamentos, natureza e limitesBy Leonardo Barbosa e SilvaLength12h 2m
About this audiobook
Este livro convida o leitor a repensar uma ideia muito difundida no ensino superior: a de que sair da universidade sem concluir o curso é sempre sinônimo de fracasso. A partir de uma análise clara e bem fundamentada, a obra revisita as principais teorias sobre o abandono universitário, mostrando como elas se consolidaram ao longo do tempo e quais são seus limites para explicar trajetórias reais e diversas de estudantes. Com linguagem acessível, o autor apresenta os modelos clássicos que dominaram o debate acadêmico e demonstra como a centralidade excessiva do diploma, aliada a critérios de eficiência e desempenho, acabou reduzindo a complexidade da experiência universitária. Como principal inovação, o livro propõe um novo olhar sobre o abandono, considerando contextos sociais, institucionais e pessoais, especialmente no cenário latino-americano marcado por desigualdades. Mais do que discutir números e indicadores, a obra questiona o próprio sentido da educação superior e defende que nem toda saída sem diploma representa um problema — em muitos casos, pode ser parte legítima de um processo formativo. Essencial para quem se interessa por educação, políticas públicas ou pela universidade contemporânea, este livro amplia o debate sobre permanência, sucesso acadêmico e direito à educação.
Audiobook details
GenreEducation and Learning
Length12 hrs 2 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 18, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1Agradecimentos
2Introdução
31. Contexto de surgimento da Teoria do Abandono
41.1 O contexto do nascimento
51.2 A primeira geração de estudos do Abandono: os primórdios da Teoria
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62. A Teoria do Abandono
72.1 O que é o modelo Spady de explicação do abandono?
82.2 Integração social como chave do entendimento da Teoria do Abandono
92.3 O “modelo Tinto” de explicação do abandono
102.4 Parsons como possível referência da Teoria do Abandono
112.5 Abandono como um desvio: a influência de Robert Merton
122.6 Atualizações de Vincent Tinto à Teoria do Abandono
133. Teorias revisoras, subsidiárias e críticas
143.1 O contexto da revisão da Teoria do Abandono
153.2 Revisões nos anos 1980: a onda da testagem estatística
163.3 Revisões nos anos 1990: a onda da incorporação de modelos
173.4 Revisões nos anos 2000: A onda do impasse
183.5 Notas sobre as ondas de revisões e as leituras críticas
194. Para uma crítica da Teoria do Abandono
204.1 A crítica epistemológica
214.2 A crítica metodológica
224.2.1 Os limites da abordagem quantitativa: modelos estatísticos, registros administrativos e surveys
234.2.2 Os limites das abordagens transversais
244.2.3 Os limites das abordagens desconectadas das avaliações institucionais ou de políticas públicas
254.3 A crítica teórica
264.3.1 Críticas ao uso da teoria do suicídio de Durkheim
274.3.1.1 Crítica às incompatibilidades entre os objetos e métodos das Teorias
284.3.1.2 Crítica ao uso paradoxal de uma teoria do ato extremo e definitivo para um fluxo acadêmico tipicamente não definitivo
294.3.1.3 Crítica sobre os sentidos gerais das Teorias: coesão social
304.3.2 Crítica à associação do abandono ao desvio
314.3.2.1 A regra que baliza o desvio
324.3.2.2 O empreendimento do rótulo e a máquina de criação do desvio
334.4 Crítica ao léxico e às definições vigentes
344.4.1 O paradoxo do léxico: diversidade de termos e inespecificidade das ocorrências
354.4.2 As definições e a inespecificidade no que tange à caracterização do problema
365. Ensaiando os primeiros passos de uma abordagem alternativa: a contextualização
375.1 Para pensar novamente uma universidade necessária
385.2 Uma representação da educação superior brasileira
395.3 Quando o abandono é um problema? - à procura de outra rotulação
405.3.1 Quando o abandono fere o direito à educação superior: 5.3.1.1 Rotulando a partir da dimensão do direito
415.3.2 Quando o abandono significa o não cumprimento das finalidades da educação superior: 5.3.2.1 Rotulando a partir da dimensão da avaliação institucional
42Conclusões e indicações para o futuro