
Length4h 13m
About this audiobook
Os seres humanos precisam entender que todo ato de ensinar é, na verdade, o caminhar de um fundamento que remonta ao tempo da Criação. Não é absurdo acreditar na ideia de um Criador Supremo instruindo uma primeira criatura com regras, conceitos e estratégias.
Nesse prisma, chega-se a uma alta probabilidade de que todas as nossas descobertas sejam a materialização ou a internalização de um conceito já existente. Dir-se-ia, o descortinar-se de um axioma transcendental. Não se pode ter dúvidas de que o aprender pressupõe a existência prévia de um saber externo. E, nesse diapasão, não há como fugir de um efeito dominó para trás, que precisa encontrar sempre um espeque anterior, até parar definitivamente na origem da Criação (verdadeiro ponto de partida... ou de chegada... ou (quem sabe) de um retorno inexorável).
Filiando-se a tal raciocínio, é possível vislumbrar a importância do indivíduo que ensina: um verdadeiro "enviado" a cumprir uma atribuição. Mas não se trata de um sacerdócio! Também não apenas o professor forjado nos moldes humanos detém a prerrogativa. Aprender e ensinar (nessa ordem) são atos naturais e universais. Esse saber (ou conhecimento) é algo que partiu de uma espécie de tronco comum, que se confunde com a origem da vida. Para nossa digressão, justifica o perpetuar e o evoluir das espécies.
O paradidático "Um caminho para a escola" representa o papel da racionalidade nessa transmissão de "saber". Não fosse o nosso lado racional, estaríamos transmitindo o "conhecimento prévio" apenas como o fazem os outros seres vivos, incluindo os vegetais. Com suas estratégias, ações e reações; mas de forma só instintiva.
O caso é que, além do aprender e ensinar naturalmente, nossa inteligência nos permite não apenas disseminar um conceito. Fazemos pré-juízos, alteramos rotas, inventamos métodos, selecionamos conteúdos, seccionamos aprendizes em faixas etárias com base em alguma empiria. A escola institucional entra no processo tanto para conduzir, traduzir e aprimorar aquele saber natural, quanto para conceber "artimanhas didáticas" a fim de que o objetivo seja alcançado. Eis as metodologias. E elas sempre marcaram épocas (v. g. a palmatória, a obrigação de "decorar o ponto" e de memorizar o cálculo).
A ambição do nosso livro é atrair o prazer a quem ensina e a quem aprende. Ora, se aprender e ensinar são atividades que exigem compreensão e esforço mútuo, melhor é que esses atos ancestrais sejam desenvolvidos o mais harmoniosamente possível, atraindo bem-estar e alegria aos dois lados.
Audiobook details
GenreEducation and Learning
Length4 hrs 13 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 29, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1PALAVRAS DE UM COLEGA DE TRABALHO
2PRIMEIRA PARTE CONTEÚDO TEÓRICO
3POR QUE A METODOLOGIA
4EM QUE SE BASEIA A METODOLOGIA
51. DA VALORIZAÇÃO DO SER HUMANO
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62. DA INTERDISCIPLINARIDADE
73. DA DIVERSDADE DAS TAREFAS
84. DA AVALIAÇÃO CONSTANTE E DA RECUPERAÇÃO PARALELA
95. DA CLAREZA DOS ATOS E DA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS
10SEGUNDA PARTE CONTEÚDO PRÁTICO
11INTRODUÇÃO
12JOGO 01: À procura de palavras
13JOGO 02: Descobrindo um texto
14JOGO 03: Descobrindo o assunto
15JOGO 04: Teste de atenção: jogo da memória
16JOGO 05: Completando o desenho do quadro
17JOGO 06: Remontagem de um texto
18JOGO 07: “Interdisciplinarizando”
19JOGO 08: Jogo do sequestro
20JOGO 09: Jogo da Bolsa de Valores
21JOGO 10: À procura de um texto
22SINAIS DE PONTUAÇÃO QUE DEVEM SER SORTEADOS JUNTAMENTE COM ATIVIDADES LÚDICAS E ARTÍSTICAS
23JOGO 11: Jogo do Pré-Modernismo
24JOGO 12: Jogo da mentira e da verdade
25JOGO 13: Englobando grupos
26JOGO 14: Jogo da crase
27JOGO 15: Jogo das informações
28TERCEIRA PARTE A AVALIAÇÃO
29INTRODUÇÃO
30A AVALIAÇÃO DENTRO DO MÉTODO
31a) Para que avaliar?
32b) Quando e como avaliar
33c) O que avaliar e como dar a nota
34d) Como representar os resultados em uma só tabela
35É IMPOSSÍVEL CAMINHAR SOZINHO