
Length2h 2m
About this audiobook
A poesia é o exercício de mexer com o coração. E este primeiro livro do Luiz Fernando cumpre a sina do poeta. Trata-se de um livro composto e decantado ao longo dos anos inconformados da juventude tardia e da maturidade juvenil. Olhando para os versos, um dia, o poeta achou que devia tossir as palavras que ocupavam sua boca como um enxame de abelhas de mel e ferrão. Não se lê poesia, falam e praticam muitos, mas quem cala essa louca? Então, que venha à tona, mesmo que seja num momento em que duvido deles e duvido de mim. No livro, o poeta passeia pelas ruas da cidade e caminha calçado nas palavras e escorado nas casas velhas, pois, elas são sobreviventes, como todos nós, eu, casa velha, sou alma penada, nem sei por que estou aqui, se também fui demolido e não caí. O poeta e professor também verseja sobre as duas irmãs de profissão: uma desprestigiada, a outra maltratada e malfalada. As ilustrações do livro são de sua autoria, já que palavras também são imagens. Em alguns poemas há um quê de desejo de fugas imaginárias, como são, aliás, todas as fugas. Mas o poeta avisa que partirá de trem, sim o trem irá em silêncio sumindo na escuridão. Ninguém notará mas eu estarei nele. E aqui entrego em suas mãos esse volume intermediário: não sou livro nem sou gente.
Audiobook details
GenrePoetry, Literary Classics
Length2 hrs 2 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJul 5, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
26Velhos, somos trapos de pano remendados.
2Lanço meus poemas
27A chuva dói nas plantas
3Que esse canto seja forte e inebriante
28Quatro velhas desdentadas
4Vezes há em que sinto a ânsia o enjôo
29Quero meus braços além de mim
5Eu quero fazer uma poesia sanguinolenta
30Quero pintar quadros com grandes
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6A poesia é o exercício de mexer com o coração.
31A nau segue cinza sob as nuvens
7A poesia estala em mina boca
32Ah, parece que as moscas tiraram o dia para me chatear
8Algumas palavras
33Ai, por que essa manhã melancólica
9Chato é depois da chuva
34Aprendi a andar
10Sabor de cobre de ácido forte
35As janelas trancadas
11É noite e a escuridão é tudo o que vejo
36As listras deitadas
12Não sou cigarra
37Às vezes a vida me parece tão longa
13Meu prazer é rimar
38Bato as asas e sumo
14Queria ser perspicaz
39Coleciono trens noturnos
15O decassílabo versejou: cuidado aí kai
40Como as águas das cascatas
16Poeta e professor
41Como um cometa rasgando o céu rasgando o espaço
17Procuro em mim
42Da janela vejo o tempo passar
18Um pássaro sobre o fio
43Desço a rua gelada rasgando o silêncio com minha moto
19O que de inspiração me falta
44Desligo a televisão
20Dura palavra que me tortura
45Do que meus olhos viram
21Marquei um encontro
46É doce ser flor e ter jardim
22Sou folha de bananeira
47É rara a manhã em que sinto alguma coisa
23A comida está na mesa
48Em plena luz sou dark
24A paisagem
49Entra alguém com a seringa
25Manhã, 9 horas, abro as portas
50Escava meu peito