
Length2h 10m
About this audiobook
A poesia é o exercício de mexer com o coração. E este primeiro livro do Luiz Fernando cumpre a sina do poeta. Trata-se de um livro composto e decantado ao longo dos anos inconformados da juventude tardia e da maturidade juvenil. Olhando para os versos, um dia, o poeta achou que devia tossir as palavras que ocupavam sua boca como um enxame de abelhas de mel e ferrão. Não se lê poesia, falam e praticam muitos, mas quem cala essa louca? Então, que venha à tona, mesmo que seja num momento em que duvido deles e duvido de mim. No livro, o poeta passeia pelas ruas da cidade e caminha calçado nas palavras e escorado nas casas velhas, pois, elas são sobreviventes, como todos nós, eu, casa velha, sou alma penada, nem sei por que estou aqui, se também fui demolido e não caí. O poeta e professor também verseja sobre as duas irmãs de profissão: uma desprestigiada, a outra maltratada e malfalada. As ilustrações do livro são de sua autoria, já que palavras também são imagens. Em alguns poemas há um quê de desejo de fugas imaginárias, como são, aliás, todas as fugas. Mas o poeta avisa que partirá de trem, sim o trem irá em silêncio sumindo na escuridão. Ninguém notará mas eu estarei nele. E aqui entrego em suas mãos esse volume intermediário: não sou livro nem sou gente.
Audiobook details
GenrePoetry, Literary Classics
Length2 hrs 10 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMar 12, 2013
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2Lanço meus poemas
3Que esse canto seja forte e inebriante
4Vezes há em que sinto a ânsia o enjôo
5Eu quero fazer uma poesia sanguinolenta
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6A poesia é o exercício de mexer com o coração.
7A poesia estala em mina boca
8Algumas palavras
9Chato é depois da chuva
10Sabor de cobre de ácido forte
11É noite e a escuridão é tudo o que vejo
12Não sou cigarra
13Meu prazer é rimar
14Queria ser perspicaz
15O decassílabo versejou: cuidado aí kai
16Poeta e professor
17Procuro em mim
18Um pássaro sobre o fio
19O que de inspiração me falta
20Dura palavra que me tortura
21Marquei um encontro
22Sou folha de bananeira
23A comida está na mesa
24A paisagem
25Manhã, 9 horas, abro as portas
26Velhos, somos trapos de pano remendados.
27A chuva dói nas plantas
28Quatro velhas desdentadas
29Quero meus braços além de mim
30Quero pintar quadros com grandes
31A nau segue cinza sob as nuvens
32Ah, parece que as moscas tiraram o dia para me chatear
33Ai, por que essa manhã melancólica
34Aprendi a andar
35As janelas trancadas
36As listras deitadas
37Às vezes a vida me parece tão longa
38Bato as asas e sumo
39Coleciono trens noturnos
40Como as águas das cascatas
41Como um cometa rasgando o céu rasgando o espaço
42Da janela vejo o tempo passar
43Desço a rua gelada rasgando o silêncio com minha moto
44Desligo a televisão
45Do que meus olhos viram
46É doce ser flor e ter jardim
47É rara a manhã em que sinto alguma coisa
48Em plena luz sou dark
49Entra alguém com a seringa
50Escava meu peito